E mais uma vez lanço mão da frase: “dançamos no silêncio, choramos no carnaval”, mas é porque pra mim isso é muito verdade. Quantas vezes ela me chamou para dançarmos mesmo com nenhuma música para ser tocada, e como choramos nesse carnaval que finda agora na quarta-feira de cinzas. Aí me lembro da Fênix que ressurge das cinzas, assim como ressurgiu nosso amor e tornou-se mais forte como nunca antes. Amor? Amor é muito pouco para explicar ISSO que a gente sente um pelo outro, amor é muito anos 60, todo mundo usa esse sentimento, essa coisa, esse verbo. O que a gente sente um pelo outro é muito maior do que qualquer outro sentimento, outra coisa, outro verbo que exista, tanto que tivemos que criar um sentimento, uma coisa, um verbo só nosso para explicar ISSO. E afinal, quem é essa pessoa de que falo aqui? Ora, é aquela mesma Menina que cresceu, virou mulher, mas não perde a meninice, só nós entendemos tudo ISSO. ISSO que começou na primeira carta escrita há muito tempo, amadureceu, passou de fase, mudou o ponto de vista e continuará para sempre, repito, para sempre. Então Menina que cresceu, virou mulher, mas não perde a meninice, eu te BeJ, quem quiser decifre, mas será difícil...
"Eu vi o tempo brincando ao redor do caminho daquele menino"...
quarta-feira, 9 de março de 2011
segunda-feira, 7 de março de 2011
"Tententender" ²...
E eu me escondo atrás de palavras que nem sei mesmo o motivo pelo qual as criei, "palavras são sombras, as sombras viram jogos, palavras pra brincar, brinquedos quebram logo", ah palavras! Palavras, prefiro as escritas do que as faladas. E eu me escondo atrás de máscaras que nem sei se fui eu mesmo que as inventei, "além do que é sentido, ver além da máscara". E falando em máscara me lembro que é tempo de carnaval, coisa que não me agrada muito, me agradaria caso eu pudesse ser seu Pierrot e você minha Colombina. Gostaria de cantar: "eu vejo as pernas de louça da moça que passa e não posso pegar, tô me guardando pra quando o carnaval chegar", mas por enquanto eu canto: "dançamos no silêncio, choramos no carnaval". "E quem me vê apanhando da vida duvida que eu vá revidar", ah vida! A vida é um imenso quebra-cabeça com várias peças perdidas, em especial, a minha vida é um livro aberto com algumas páginas rasgadas. "Eu como, eu como, eu como. Você não está entendendo quase nada do que eu digo", mas esse é meu objetivo, sem muita lógica no meu sistema. "Ao vencedor, as batatas", quanto às batatas, eu já comi todas, mas continuo faminto, e de alguma forma lembro da teoria de Freud Flintstone onde "querem lutar pelo que amam, conquistar e destruir o que amavam tanto", sigo querendo lutar pelo que amo, sem destruir depois de conquistar, "amar e mudar as coisas me interessa mais". "Sempre que a maioria das pessoas deixa de acreditar em algo, é porque nunca existiu", ah pessoas! Pessoas irreais vivendo num mundo irreal, esse é o nosso mundo, cada um acredita no que quiser, se não quiser não acreditam em nada, nós sempre estamos reclamando de alguma coisa, mesmo quando não há nada para se reclamar, ah admirável mundo novo! E nesse admirável mundo novo, nós somos avatares de nós mesmos. Alguns procuram respostas em livros, outros em filmes, outros conversam com pessoas; eu escuto música, por isso escrevo tudo dessa forma. Acho que por agora chega ao fim meu estoque de loucuras, só peço uma coisa, por favor não "tententender" a minha agonia...
sexta-feira, 4 de março de 2011
"Tententender"...
E eu sei? Tô sem cabeça pra isso ou pra seja lá o que for, tudo que tiver que se pensar, que se curtir, que se aproveitar, que se viver, é preciso que se deixe rolar. E a vida? Ah a vida, deixa ela aí, rolar, desenrolar, fluir, falir, falhar, viver. Papo cabeça? Tantas cabeças mundo afora e “nenhuma é igual a outra”, nenhuma é igual a minha, “ninguém = ninguém”, ainda bem que ninguém é igual a mim, o mundo seria meloso/melódico demais. Melodia melosa melancólica? “Eu tô cansado dessa agonia”: fica triste, fica alegre, fica triste, fica alegre, “fica rico, fica pobre, fica rico, fica pobre”, filosofia melancólica de vários Joãos Brasil afora. “Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis”? Ah Marcela ingrata, ah mulheres ingratas, mas ingrato devo ser eu que as chamo desse jeito, no entanto, esse é a melhor oração de Brás Cubas. Pra quê tudo isso aqui? Pra se ter a oportunidade única de saber o que é a vida e no final dizer se foi bom ou ruim viver, mas só uma vez é muito pouco. “Quem é que quer flores depois de morto? Ninguém.”, e ninguém entendeu Holden Caulfield, muito menos entenderam porque John Lennon “levou um tiro à queima-roupa”. Música e literatura? É bom pra quem sabe curtir a vida, melhor ainda é criar a vida através delas, liberdade pra alma fluir em qualquer direção e ainda se pode dar a desculpa de que não fui eu, foi meu eu-lírico. “Tententender”? Melhor nem tentar, nada faz muito sentido na cabeça de muitos, somente na minha, pós-modernismo surrealista com pitadas de psicodelia e metafísica não agrada a ninguém, a mim me fascina, mesmo sem nem saber do que se trata...
quinta-feira, 3 de março de 2011
O sonho acabou
My little girl
O sonho acabou,
O sonho que nunca chegava ao fim.
My little girl
The dream it’s over,
Dream, dream, dream it’s over.
My little girl
Bola pra frente,
Chuta essa bola pra frente.
My little girl
The way must go on,
The way always must go on.
My little girl
Difícil entender,
Que o sonho fosse terminar assim.
My little girl
You can’t understand me,
You never gonna can understand me.
My little girl
Meu coração quebrou,
Estou juntando ele todinho.
My little girl
My heart it’s broken,
But I gonna remake it all.
My little girl
Te peço desculpas,
A culpa sempre foi toda minha.
My little girl
Sorry a lot,
Sorry, sorry, sorry a lot.
My little girl
O sonho acabou,
Mas o nosso amor é pra sempre.
My little girl
The dream it’s over,
But our love never will come in the end.
(Janderson Oliveira)
Como pode um cara que vive reclamando por não gostar de ouvir música em inglês compor em inglês? Como pode um cara que fala que adora a música brasileira compor uma música com um jeito bem Beatles? Como pode um cara amar tanto uma menina e dizer que o sonho chegou ao fim? Eu sou uma eterna contradição mesmo, sabe lá se mudo algum dia. "O sonho acabou" é falado, cantado, gritado para aquela Menina que cresceu, virou mulher, mas não perde a meninice, ela pode achar o que quiser de mim, "mas o nosso amor é pra sempre". Quanto à música, ela é uma levada beatlemaníaca de somente quatro acordes: A G F#m E7, tocando as cordas de baixo para cima...
quarta-feira, 2 de março de 2011
Mais uma vez seremos só nós dois
Não vá dizer que você não sentiu nada por mim,
Não vá dizer que o princípio já chegou ao fim.
Não me diga que aqueles beijos foram à toa,
Não me diga que as conversas não foram boas.
Vou respeitar seus sentimentos nesse momento,
Não vá dizer que o princípio já chegou ao fim.
Não me diga que aqueles beijos foram à toa,
Não me diga que as conversas não foram boas.
Vou respeitar seus sentimentos nesse momento,
Vou dar um tempo e evitar seu sofrimento.
Vou viver para mim mesmo nesse instante,
Vou lembrar de você como um retrato na estante.
Mas se acaso algum dia quiser voltar,
De braços abertos estarei a te esperar.
Contando os dias pra esse dia acontecer,
Mais uma vez seremos só nós dois: eu e você.
Não vá dizer que desejos não foram despertados,
Não vá dizer que não gostou de estar ao meu lado.
Não me diga que aqueles risos foram em vão,
Não me diga que não mexi com o seu coração.
Vou tentar tirar você do meu pensamento,
Vou apagar da memória o seu encantamento.
Vou procurar esquecer você por um segundo,
Vou encontrar dentro de mim meu próprio mundo.
Mas se acaso algum dia quiser voltar,
De braços abertos estarei a te esperar.
Contando os dias pra esse dia acontecer,
Mais uma vez seremos só nós dois: eu e você.
Não vá dizer que aquela tarde não foi especial,
Não vá dizer que aquele instante foi o final.
Não me diga que aqueles sonhos foram perdidos,
Não me diga que seu coração não está ferido.
Vou sair voando por aí sem direção,
Vou levar para longe o meu coração.
Vou esperar alguns dias até te ver,
Vou acreditar que ainda seremos só eu e você.
Mas se acaso algum dia quiser voltar,
De braços abertos estarei a te esperar.
Contando os dias pra esse dia acontecer,
Mais uma vez seremos só nós dois: eu e você.
(Janderson Oliveira)
"Mais uma vez seremos só nós dois", a letra talvez seja para alguém que esteja por aí, talvez seja alguém que esteja por aí falando para mim, talvez seja o que eu gostaria que alguém que esteja por aí estivesse dizendo para mim, enfim, a letra pode ser o que o ouvinte/leitor quiser que ela seja. A música é fácil, com os primeiros versos em Am / C / D e os segundos em Dm / F / G e o refrão em F / G / Am7. That's it, pelo menos a letra tá aí, agora pra gravar são outros quinhentos...
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
“Quarta-feira, 23 de fevereiro de 1944"...
"[...]
O melhor remédio para os amedrontados, solitários ou infelizes é sair, ir a um local em que possam ficar a sós, com o céu, a natureza e Deus. Só então você pode sentir que tudo é como deveria ser, e que Deus deseja a felicidade das pessoas em meio à beleza e à simplicidade da natureza.
Enquanto isso existir – e deve existir para sempre -, sei que haverá consolo para toda tristeza, em qualquer circunstância. Acredito firmemente que a natureza pode trazer conforto a todos que sofrem.
Ah, quem sabe, talvez não demore muito antes que eu possa compartilhar esse sentimento de felicidade avassaladora com alguém que sinta o mesmo que eu.”
Há exatos 67 anos Anne Frank escrevia isso em seu caderno, e a mesma quarta-feira que foi em Amsterdã é a mesma que se passa hoje em Sobral. Mas por que reclamar de solidão se estou rodeado de vida? Por começar pelas aranhas e formigas que invadem meu apartamento...
O melhor remédio para os amedrontados, solitários ou infelizes é sair, ir a um local em que possam ficar a sós, com o céu, a natureza e Deus. Só então você pode sentir que tudo é como deveria ser, e que Deus deseja a felicidade das pessoas em meio à beleza e à simplicidade da natureza.
Enquanto isso existir – e deve existir para sempre -, sei que haverá consolo para toda tristeza, em qualquer circunstância. Acredito firmemente que a natureza pode trazer conforto a todos que sofrem.
Ah, quem sabe, talvez não demore muito antes que eu possa compartilhar esse sentimento de felicidade avassaladora com alguém que sinta o mesmo que eu.”
Há exatos 67 anos Anne Frank escrevia isso em seu caderno, e a mesma quarta-feira que foi em Amsterdã é a mesma que se passa hoje em Sobral. Mas por que reclamar de solidão se estou rodeado de vida? Por começar pelas aranhas e formigas que invadem meu apartamento...
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Ponto de vista...
“Todo ponto de vista é a vista de um ponto”. O meu ponto de vista é visto por vários pontos de mim mesmo e meu ponto de vista pode mudar à medida que eu mudo meus pontos de vê-lo, deve ser isso que seja a lei da metamorfose ambulante. O seu ponto de vista eu também vejo por vários pontos, por isso que me dou bem com todos, aceito todos os seus pontos de vista que são vistos pelos seus diversos pontos, deve ser isso que seja a lei do respeito.
“A cabeça pensa a partir de onde os pés pisam”. Pra você me entender vai depender de onde você está, de onde você vive, do que você aprendeu sobre mundo, do que você aprendeu sobre a vida, e enfim, do que você aprendeu sobre mim. Na maioria das vezes os olhos lêem, mas a cabeça não entende porque não aceita a diferença, a opinião alheia, deve ser isso que seja a lei do preconceito. Muitas vezes você julga o outro, acha que aquilo que o outro pensa é errado, mas não vê que os pés dele pisam outro lugar, ele é diferente de você, o mundo onde ele se educou é diferente, deve ser isso que seja a lei do julgamento.
Mas por que o ponto é de vista? Por que damos tanto valor a esse sentido e esquecemos os outros? Por que não pode ser o ponto de audição, o ponto de olfato, o ponto de tato, o ponto de paladar? Aí seria melhor, o meu ponto de vista seria nos seus olhos, meu ponto de audição no seu peito, meu ponto de olfato no seu pescoço, meu ponto de tato no seu corpo e meu ponto de paladar seria onde você quisesse.
Talvez isso tudo aqui só faça parte da minha eterna vã filosofia que só agrada a mim mesmo, mas esse é o meu ponto de vista, não preciso que ninguém entenda, apenas respeite. Incalculáveis pontos de vista vistos de vários pontos, deve ser isso que seja a lei da humanidade. E toda frase termina em um ponto, ponto de exclamação, ponto de interrogação e ponto final, no meu caso, termino com reticências, pois elas indicam que eu posso mudar esse ponto de vista que vejo agora deste ponto...
“A cabeça pensa a partir de onde os pés pisam”. Pra você me entender vai depender de onde você está, de onde você vive, do que você aprendeu sobre mundo, do que você aprendeu sobre a vida, e enfim, do que você aprendeu sobre mim. Na maioria das vezes os olhos lêem, mas a cabeça não entende porque não aceita a diferença, a opinião alheia, deve ser isso que seja a lei do preconceito. Muitas vezes você julga o outro, acha que aquilo que o outro pensa é errado, mas não vê que os pés dele pisam outro lugar, ele é diferente de você, o mundo onde ele se educou é diferente, deve ser isso que seja a lei do julgamento.
Mas por que o ponto é de vista? Por que damos tanto valor a esse sentido e esquecemos os outros? Por que não pode ser o ponto de audição, o ponto de olfato, o ponto de tato, o ponto de paladar? Aí seria melhor, o meu ponto de vista seria nos seus olhos, meu ponto de audição no seu peito, meu ponto de olfato no seu pescoço, meu ponto de tato no seu corpo e meu ponto de paladar seria onde você quisesse.
Talvez isso tudo aqui só faça parte da minha eterna vã filosofia que só agrada a mim mesmo, mas esse é o meu ponto de vista, não preciso que ninguém entenda, apenas respeite. Incalculáveis pontos de vista vistos de vários pontos, deve ser isso que seja a lei da humanidade. E toda frase termina em um ponto, ponto de exclamação, ponto de interrogação e ponto final, no meu caso, termino com reticências, pois elas indicam que eu posso mudar esse ponto de vista que vejo agora deste ponto...
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
“Sábado, 12 de fevereiro de 1944"...
"[...]
Ando de um cômodo para o outro, respiro pela fresta na janela, sinto o coração bater como se dissesse: realize meus desejos...
Acho que a primavera está dentro de mim. Sinto a primavera despertando, sinto em todo o meu corpo e minha alma. Tenho de me forçar a agir normalmente. Estou numa confusão absoluta, não sei o que ler, o que escrever, o que fazer. Só sei que estou sentindo falta de alguma coisa...”
Uma vez uma menina alemã e judia escrevia isso em seu diário, estando escondida no escritório de seu pai em Amsterdã na Holanda juntamente com sua família (pai, mãe e irmã) e outras quatro pessoas. Eles se escondiam dos nazistas que estavam à caça dos judeus, e estas oito pessoas conseguiram se manter escondidas por mais de dois anos. Por que escrevi isso? Ah, deve ser porque eu deva estar sentindo o mesmo nesse momento, pena que agora não tenho ninguém pra se esconder comigo. Ah, o nome da menina? Seu nome era Anne, Anne Frank...
Ando de um cômodo para o outro, respiro pela fresta na janela, sinto o coração bater como se dissesse: realize meus desejos...
Acho que a primavera está dentro de mim. Sinto a primavera despertando, sinto em todo o meu corpo e minha alma. Tenho de me forçar a agir normalmente. Estou numa confusão absoluta, não sei o que ler, o que escrever, o que fazer. Só sei que estou sentindo falta de alguma coisa...”
Uma vez uma menina alemã e judia escrevia isso em seu diário, estando escondida no escritório de seu pai em Amsterdã na Holanda juntamente com sua família (pai, mãe e irmã) e outras quatro pessoas. Eles se escondiam dos nazistas que estavam à caça dos judeus, e estas oito pessoas conseguiram se manter escondidas por mais de dois anos. Por que escrevi isso? Ah, deve ser porque eu deva estar sentindo o mesmo nesse momento, pena que agora não tenho ninguém pra se esconder comigo. Ah, o nome da menina? Seu nome era Anne, Anne Frank...
domingo, 20 de fevereiro de 2011
A longa breve história de JF...
Há poucos e poucos anos atrás nascia na pacata cidade de Acrópolis um sujeito chamado JF que, segundo o que ele mesmo me falou um dia desses, chegou para “amar e mudar as coisas”, fazer o bem aos outros, querer o bem para os outros, ser altruísta, apesar de sua essência egoísta (mas esse lado negro da força somente é conhecido por quem lhe conhece de verdade).
JF nasceu no ano de 1988, logo após um longo período obscuro na história de seu país, esse ano vai marcar o início de uma nova era através da promulgação da nossa Carta Magna. Esse ano também vai marcar a realização dos XXIV Jogos Olímpicos Modernos, em Seoul, talvez em concordância com o ramo que o nosso personagem iria trabalhar, a área da cultura corporal de movimento ou simplesmente EF.
Pois bem, quando me falou de sua história JF não sabia explicar direito como foi o início de sua vida, talvez ele tenha ido direto para a casa de sua avó paterna (Dona Li), “a casa onde eu sempre morei” e com cerca de um ano mudou-se pra uma Cidadezinha do Litoral do belo estado do Siará Grande, mas voltou logo para a sua cidade natal, a sua Acrópolis. Ou talvez ele tenha inventado tudo isso sobre o início de sua vida.
A primeira infância não foi muito lembrada, apenas memórias remotas de brincadeiras com o Irmão, primos e amigos, mas ficaram algumas lembranças que jamais serão esquecidas. Tais lembranças referem-se aos poucos, no entanto, maravilhosos momentos ao lado do Seu Papai (aquele de aspecto físico e caráter gente fina como os de JF atual). Lembranças de idas ao supermercado comprar revistas em quadrinhos, passeios pela lagoa, o dia em que se protegeram da chuva numa cabana de palha ao lado da lagoa, as visitas à casa da Bisavó (a mesma Bisavó que faleceu na casa de JF, momento tristíssimo em sua vida), sempre juntos, ele, o Irmão e o Seu Papai.
Mas logo cedo esses passeios e alegrias tiveram que ser suspensos, o ano de 1992 marcou a ida do Seu Papai para um lugar distante, a sublime Floresta Amazônica, atrás de ganhar “o pão nosso de cada dia”, pena que o destino lhe mandou o pior. JF me disse que ainda lembra com um pouco de esforço da última visão que teve do Seu Papai, era o aceno final do alto da escada que conduzia ao avião, com uma blusa estampada e uma calça longa, adeus papai, pena que fora pra sempre.
No final do ano seguinte, talvez no dia 12 de novembro de 1993, o telefone tocou na casa de JF, quem atendeu foi o Irmão que logo entrou em desespero e passou o telefone à Dona Li. Chegara ao final a viagem de Seu Papai ou talvez fosse apenas o início de uma nova viagem, quem sabe? O dia seguiu tranqüilo até a volta da escola onde fora sido buscado pelo Padrinho e Uma das Tias, no caminho de volta para casa passaram na igreja, naquele momento, mesmo tão moço, JF sabia que havia acontecido algo ruim, desconfiara que realmente nunca mais viria Seu Papai.
Chegando em casa, a mesma estava lotada de amigos e parentes, todos em profunda tristeza e JF chorou mais por ver tanta gente chorar do que por estar sentindo falta de alguém, essa falta, esse vazio, essa lacuna só viria aparecer muitos anos depois, durante a sua adolescência, ah e que falta esse cara ainda faz na vida de JF. Um pai, um companheiro, um confidente, um sujeito mais experiente, faltou essa figura na história de JF.
No dia seguinte, ou talvez dois dias após o telefone ter tocado, viajaram todos para a mesma Cidadezinha do Litoral onde JF havia morado no seu primeiro ano de vida. JF foi pensando que iria se divertir, sem saber ao certo o motivo que levava tanta gente pra lá e chegando na tal cidade viu mais gente ainda, todos tristes. Como tava lotada aquela igreja e como só depois de muito tempo ele foi saber quanto era querido aquele Seu Papai.
JF me disse que estava na porta de casa quando viu chegar um carro longo e dentro estava o corpo de Seu Papai, ele não quis ir vê-lo na igreja, talvez por não entender direito ainda (ele tinha só 5 anos), talvez por medo. Talvez tenha sido melhor, talvez tenha sido melhor ter ficado com o aceno do avião do que com os olhos fechados de Seu Papai. E segue a esperança de JF em um dia voltar a ver Seu Papai, um dia, quem sabe?
Preciso dar um tempo aqui nesta longa breve história de JF, meus olhos pedem um pouco de descanso de tantas lágrimas que caem nesse instante.
Pois bem, Seu Papai se foi, mas ficaram as recordações, alguns brinquedos e revistinhas enviadas por Seu Papai, as lembranças dos telefonemas aos domingos para ouvir a voz de Seu Papai que atualmente é impossível de ser lembrada por JF e também a tristeza de nunca mais poder vê-lo. E após tudo isso JF seguiu morando na mesma casa da vó Dona Li, isso por pedido de Seu Papai antes de viajar, queria que JF e o Irmão continuassem morando com a vó. Sua Mamãe seguiu vivendo na casa da avó materna de JF (Dona H), mas sempre estava a visitar os seus filhotes. Acho que Seu Papai e Sua Mamãe estavam separados antes da viagem eterna, não sei explicar direito, nem mesmo JF sabe, ele nunca foi atrás de saber algo sobre isso. Ah Sua Mamãe, apesar de não estar sempre presente, ela foi e continua sendo capaz de enfrentar todos os empecilhos para ver todos os seus filhotes felizes, agora em companhia da Irmã também.
O tempo passou, JF foi crescendo, sofrendo, aprendendo, vivendo e já aos 10 anos de idade ele se apaixonou pela primeira vez. Como era aquilo? Pela primeira vez JF sentia atração física por outra pessoa, queria estar junto de alguém, ah como eram bons aqueles raros instantes com a pessoa amada, mas nunca aconteceu nada demais me falou JF, era apenas uma Amiga de Escola.
Somente na adolescência JF começou a sentir o sabor de outras pessoas, somente nesse período que ele vai encontrar as verdadeiras paixões, os primeiros beijos, as primeiras namoradas. E cursando o ensino médio, numa escola que mais parecia uma universidade, JF encontrou a pessoa que mudou completamente a sua vida.
JF deixou de ser um sujeito tímido, calado, quieto, inseguro e mudou completamente graças a ela, a Menina que cresceu, virou mulher, mas não perde a meninice. Ela foi a responsável por JF crescer como gente e se tornar muito desse sujeito que ele é hoje em dia. Foram muitos e maravilhosos os momentos felizes que eles viveram juntos, da paixão ao amor mais puro, eles enfrentaram cada etapa, cada felicidade, cada tristeza, cada queda, cada vitória e construíram uma linda história que pode ser retratada em livros ou até mesmo em filmes.
Juntos JF e a Menina que cresceu, virou mulher, mas não perde a meninice descobriram a paixão, o amor, os prazeres, os desejos, o tesão e tudo mais que as pessoas podem sentir uma pela a outra. Riram mais, muito mais, do que choraram, se ajudaram, se tornaram grandes amigos, e se eu disser que a relação de casal entre eles acabou poucas pessoas vão acreditar. Mas a verdade é que o amor sublime que construíram, ah esse nunca vai acabar. JF me disse que está certo que nunca vai esquecer de sua Menina que cresceu, virou mulher, mas não perde a meninice, acredito que ela pode afirmar o mesmo.
JF saiu da adolescência, passou na universidade para estudar EF, fez vários amigos, se formou, virou professor e teve de ir pra bem longe de Acrópolis, talvez isso tenha ajudado a se distanciar da Menina que cresceu, virou mulher, mas não perde a meninice. Lá apareceu uma vida completamente nova, nova em todos os sentidos, JF havia virado um homem feito, foi morar sozinho, aumentou suas responsabilidades, mas até agora acha que está tudo indo tranqüilo, apesar dos pesares. Ah, o nome da cidade, é aquela Cidade Moderninha do Norte.
A longa breve história de JF pode estar chegando ao fim aqui, mas muita coisa falta ser contada, muita coisa mesmo. Quantas pessoas passaram e passarão em sua vida, quantos lugares, quantos sentimentos, quantos aprendizados, quantas tristezas, quantas decepções, quantas alegrias, quantas felicidades, quantos livros, quantas músicas, quantos poemas, quantas coisas cabem numa única história, numa única vida? Aqui talvez esteja os pontos principais de apenas 23 anos (infelizmente lá se vão 18 sem o Seu Papai) que JF acaba de completar e o que será que virá daqui pra frente nessa nova fase da vida de JF? Deixa que "o vento vai responder"...
JF nasceu no ano de 1988, logo após um longo período obscuro na história de seu país, esse ano vai marcar o início de uma nova era através da promulgação da nossa Carta Magna. Esse ano também vai marcar a realização dos XXIV Jogos Olímpicos Modernos, em Seoul, talvez em concordância com o ramo que o nosso personagem iria trabalhar, a área da cultura corporal de movimento ou simplesmente EF.
Pois bem, quando me falou de sua história JF não sabia explicar direito como foi o início de sua vida, talvez ele tenha ido direto para a casa de sua avó paterna (Dona Li), “a casa onde eu sempre morei” e com cerca de um ano mudou-se pra uma Cidadezinha do Litoral do belo estado do Siará Grande, mas voltou logo para a sua cidade natal, a sua Acrópolis. Ou talvez ele tenha inventado tudo isso sobre o início de sua vida.
A primeira infância não foi muito lembrada, apenas memórias remotas de brincadeiras com o Irmão, primos e amigos, mas ficaram algumas lembranças que jamais serão esquecidas. Tais lembranças referem-se aos poucos, no entanto, maravilhosos momentos ao lado do Seu Papai (aquele de aspecto físico e caráter gente fina como os de JF atual). Lembranças de idas ao supermercado comprar revistas em quadrinhos, passeios pela lagoa, o dia em que se protegeram da chuva numa cabana de palha ao lado da lagoa, as visitas à casa da Bisavó (a mesma Bisavó que faleceu na casa de JF, momento tristíssimo em sua vida), sempre juntos, ele, o Irmão e o Seu Papai.
Mas logo cedo esses passeios e alegrias tiveram que ser suspensos, o ano de 1992 marcou a ida do Seu Papai para um lugar distante, a sublime Floresta Amazônica, atrás de ganhar “o pão nosso de cada dia”, pena que o destino lhe mandou o pior. JF me disse que ainda lembra com um pouco de esforço da última visão que teve do Seu Papai, era o aceno final do alto da escada que conduzia ao avião, com uma blusa estampada e uma calça longa, adeus papai, pena que fora pra sempre.
No final do ano seguinte, talvez no dia 12 de novembro de 1993, o telefone tocou na casa de JF, quem atendeu foi o Irmão que logo entrou em desespero e passou o telefone à Dona Li. Chegara ao final a viagem de Seu Papai ou talvez fosse apenas o início de uma nova viagem, quem sabe? O dia seguiu tranqüilo até a volta da escola onde fora sido buscado pelo Padrinho e Uma das Tias, no caminho de volta para casa passaram na igreja, naquele momento, mesmo tão moço, JF sabia que havia acontecido algo ruim, desconfiara que realmente nunca mais viria Seu Papai.
Chegando em casa, a mesma estava lotada de amigos e parentes, todos em profunda tristeza e JF chorou mais por ver tanta gente chorar do que por estar sentindo falta de alguém, essa falta, esse vazio, essa lacuna só viria aparecer muitos anos depois, durante a sua adolescência, ah e que falta esse cara ainda faz na vida de JF. Um pai, um companheiro, um confidente, um sujeito mais experiente, faltou essa figura na história de JF.
No dia seguinte, ou talvez dois dias após o telefone ter tocado, viajaram todos para a mesma Cidadezinha do Litoral onde JF havia morado no seu primeiro ano de vida. JF foi pensando que iria se divertir, sem saber ao certo o motivo que levava tanta gente pra lá e chegando na tal cidade viu mais gente ainda, todos tristes. Como tava lotada aquela igreja e como só depois de muito tempo ele foi saber quanto era querido aquele Seu Papai.
JF me disse que estava na porta de casa quando viu chegar um carro longo e dentro estava o corpo de Seu Papai, ele não quis ir vê-lo na igreja, talvez por não entender direito ainda (ele tinha só 5 anos), talvez por medo. Talvez tenha sido melhor, talvez tenha sido melhor ter ficado com o aceno do avião do que com os olhos fechados de Seu Papai. E segue a esperança de JF em um dia voltar a ver Seu Papai, um dia, quem sabe?
Preciso dar um tempo aqui nesta longa breve história de JF, meus olhos pedem um pouco de descanso de tantas lágrimas que caem nesse instante.
Pois bem, Seu Papai se foi, mas ficaram as recordações, alguns brinquedos e revistinhas enviadas por Seu Papai, as lembranças dos telefonemas aos domingos para ouvir a voz de Seu Papai que atualmente é impossível de ser lembrada por JF e também a tristeza de nunca mais poder vê-lo. E após tudo isso JF seguiu morando na mesma casa da vó Dona Li, isso por pedido de Seu Papai antes de viajar, queria que JF e o Irmão continuassem morando com a vó. Sua Mamãe seguiu vivendo na casa da avó materna de JF (Dona H), mas sempre estava a visitar os seus filhotes. Acho que Seu Papai e Sua Mamãe estavam separados antes da viagem eterna, não sei explicar direito, nem mesmo JF sabe, ele nunca foi atrás de saber algo sobre isso. Ah Sua Mamãe, apesar de não estar sempre presente, ela foi e continua sendo capaz de enfrentar todos os empecilhos para ver todos os seus filhotes felizes, agora em companhia da Irmã também.
O tempo passou, JF foi crescendo, sofrendo, aprendendo, vivendo e já aos 10 anos de idade ele se apaixonou pela primeira vez. Como era aquilo? Pela primeira vez JF sentia atração física por outra pessoa, queria estar junto de alguém, ah como eram bons aqueles raros instantes com a pessoa amada, mas nunca aconteceu nada demais me falou JF, era apenas uma Amiga de Escola.
Somente na adolescência JF começou a sentir o sabor de outras pessoas, somente nesse período que ele vai encontrar as verdadeiras paixões, os primeiros beijos, as primeiras namoradas. E cursando o ensino médio, numa escola que mais parecia uma universidade, JF encontrou a pessoa que mudou completamente a sua vida.
JF deixou de ser um sujeito tímido, calado, quieto, inseguro e mudou completamente graças a ela, a Menina que cresceu, virou mulher, mas não perde a meninice. Ela foi a responsável por JF crescer como gente e se tornar muito desse sujeito que ele é hoje em dia. Foram muitos e maravilhosos os momentos felizes que eles viveram juntos, da paixão ao amor mais puro, eles enfrentaram cada etapa, cada felicidade, cada tristeza, cada queda, cada vitória e construíram uma linda história que pode ser retratada em livros ou até mesmo em filmes.
Juntos JF e a Menina que cresceu, virou mulher, mas não perde a meninice descobriram a paixão, o amor, os prazeres, os desejos, o tesão e tudo mais que as pessoas podem sentir uma pela a outra. Riram mais, muito mais, do que choraram, se ajudaram, se tornaram grandes amigos, e se eu disser que a relação de casal entre eles acabou poucas pessoas vão acreditar. Mas a verdade é que o amor sublime que construíram, ah esse nunca vai acabar. JF me disse que está certo que nunca vai esquecer de sua Menina que cresceu, virou mulher, mas não perde a meninice, acredito que ela pode afirmar o mesmo.
JF saiu da adolescência, passou na universidade para estudar EF, fez vários amigos, se formou, virou professor e teve de ir pra bem longe de Acrópolis, talvez isso tenha ajudado a se distanciar da Menina que cresceu, virou mulher, mas não perde a meninice. Lá apareceu uma vida completamente nova, nova em todos os sentidos, JF havia virado um homem feito, foi morar sozinho, aumentou suas responsabilidades, mas até agora acha que está tudo indo tranqüilo, apesar dos pesares. Ah, o nome da cidade, é aquela Cidade Moderninha do Norte.
A longa breve história de JF pode estar chegando ao fim aqui, mas muita coisa falta ser contada, muita coisa mesmo. Quantas pessoas passaram e passarão em sua vida, quantos lugares, quantos sentimentos, quantos aprendizados, quantas tristezas, quantas decepções, quantas alegrias, quantas felicidades, quantos livros, quantas músicas, quantos poemas, quantas coisas cabem numa única história, numa única vida? Aqui talvez esteja os pontos principais de apenas 23 anos (infelizmente lá se vão 18 sem o Seu Papai) que JF acaba de completar e o que será que virá daqui pra frente nessa nova fase da vida de JF? Deixa que "o vento vai responder"...
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
"I'm Nobody" or "I'm the invisible man"?...
Many dreams to dream and you make me to think about my worst memories. But who are you? Like in the songs I can’t know you in the all, maybe you are just a little girl. Many things to think and I discover that I can’t sing my best songs. Who am I? Like the singers I can be Nobody or the invisible man, maybe that’s it you think about me.
It may be that anybody can understand these words, but they are essential in my mind, and I intend that anybody can understand them because they are only irrational words of Nobody, they are only crazy words of the invisible man.
Like I already said I’m just a stupid little dreamer, hopeful, sentimental, lover, in the end, I’m a supertramp, I’m Nobody, I’m the invisible man, or whatever you want...
It may be that anybody can understand these words, but they are essential in my mind, and I intend that anybody can understand them because they are only irrational words of Nobody, they are only crazy words of the invisible man.
Like I already said I’m just a stupid little dreamer, hopeful, sentimental, lover, in the end, I’m a supertramp, I’m Nobody, I’m the invisible man, or whatever you want...
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Por que não te calas no meu falo?...
Não te calas quando eu falo, quando eu falo não te calas, não te falo no teu colo, no teu colo não te falo. Eu me calo no teu colo, no teu colo eu me calo, eu te falo quando calas, quando calas eu te falo. Não te falo quando eu colo, quando eu colo não te falo, não me calo quando falas, quando falas não me calo. No meu calo tu não colas, tu não colas no meu calo, no meu falo não te calas, não te calas no meu falo...
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
7/4...
Bússolas quebradas, mapas rasgados, meus pólos se inverteram, saí da solidez do asfalto para a solidão do abismo. Sigo sem rumo, sem direção, sem destino certo e meu futuro é incerto. Agora estou sozinho, mas quem vai mostrar o meu caminho?
“Sete vidas, mais de mil destinos” ou destino algum. “Tração nas quatro rodas” para me levarem para bem longe de qualquer lugar. “Solidão à dois” seria melhor do que sem ninguém ao lado.
Alterações, variações, modificações, mutações, 7 por 4, será que no final vai dar 2? Só quero amar mais e mais, afinal, “a medida de amar é amar sem medida”, sem limites para amar, para sonhar, para viver.
“É melhor pedir perdão do que permissão”, aprendi isso em algum livro que li por aí, só quero continuar lendo mais e mais. No entanto, ainda estou preso nesse abismo de mim mesmo, mas como sempre a esperança está aqui do meu lado para me ajudar e dessa vez a esperança vai me esperar.
7 por 4, a resposta não é lógica, números não são lógicos, como não é lógica a minha mente que pra ela mesma mente. É só deixar rolar, o tempo vai passar, o pássaro vai cantar, a guitarra vai gritar, o livro vai contar, a angústia vai acabar, a esperança vai esperar, repito, a esperança vai esperar, pois do abismo hei de sair...
“Sete vidas, mais de mil destinos” ou destino algum. “Tração nas quatro rodas” para me levarem para bem longe de qualquer lugar. “Solidão à dois” seria melhor do que sem ninguém ao lado.
Alterações, variações, modificações, mutações, 7 por 4, será que no final vai dar 2? Só quero amar mais e mais, afinal, “a medida de amar é amar sem medida”, sem limites para amar, para sonhar, para viver.
“É melhor pedir perdão do que permissão”, aprendi isso em algum livro que li por aí, só quero continuar lendo mais e mais. No entanto, ainda estou preso nesse abismo de mim mesmo, mas como sempre a esperança está aqui do meu lado para me ajudar e dessa vez a esperança vai me esperar.
7 por 4, a resposta não é lógica, números não são lógicos, como não é lógica a minha mente que pra ela mesma mente. É só deixar rolar, o tempo vai passar, o pássaro vai cantar, a guitarra vai gritar, o livro vai contar, a angústia vai acabar, a esperança vai esperar, repito, a esperança vai esperar, pois do abismo hei de sair...
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Threw a spell against me...
Threw a spell against me and I still don't know who was. Perhaps came of your eyes, perhaps came of your mouth, perhaps of your beautiful face, perhaps of your whole body, perhaps didn't come of nowhere.
And my body is now infatuated, dominated for strange fellings that I can’t explain, happiness or sadness, pleasure or deception? I don’t know, maybe “the answer is blowing in the wind”. Unfortunately I follow “crying like a fire in the sun”, “like a rolling stone”.
Who goes with much thirst to the pot finishes thirsty. I need to calm me and let the things happen in its time “and I don’t need no drugs to calm me”. But the calm doesn’t calm and I don’t know what else I can do to calm me, maybe the drugs help me?
The edge of the mind divides the reason of the heart and “now there’s not a lot I can do” to change the effect of the spell. I can’t say more that “I am the master of my fate: I am the captain of my soul”, I can only hope that the spell finishes soon and I also wish that the spell turns against the witch.
And in the end I can say “it is easier to be sad than happy”…
And my body is now infatuated, dominated for strange fellings that I can’t explain, happiness or sadness, pleasure or deception? I don’t know, maybe “the answer is blowing in the wind”. Unfortunately I follow “crying like a fire in the sun”, “like a rolling stone”.
Who goes with much thirst to the pot finishes thirsty. I need to calm me and let the things happen in its time “and I don’t need no drugs to calm me”. But the calm doesn’t calm and I don’t know what else I can do to calm me, maybe the drugs help me?
The edge of the mind divides the reason of the heart and “now there’s not a lot I can do” to change the effect of the spell. I can’t say more that “I am the master of my fate: I am the captain of my soul”, I can only hope that the spell finishes soon and I also wish that the spell turns against the witch.
And in the end I can say “it is easier to be sad than happy”…
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Supertramp...
Dreamer, I’m just a stupid little dreamer, a dreamer who dreams with an easy life, but this is my biggest mistake. Hopeful, I’m just a stupid little hopeful, a hopeful who hopes good things in my way, but this is my biggest weakness. Sentimental, I’m just a stupid little sentimental, a sentimental who believes in the heart, but this is my biggest fault. Lover, I’m just a stupid little lover, a lover who thinks the love is the best feeling, but this is my biggest guilt.
Supertramp, this is my life, this is my way, this is my future, this is my death…
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Viver, viver e viver... ou "Everything's gonna be alright"...
Antes a solidão era um fascínio para mim, mas neste exato instante ela passa a ser minha maior inimiga. Antes era a melhor coisa do mundo viver sem ninguém por perto, hoje eu queria que todo mundo estivesse vivendo junto comigo em meu apartamento.
Por que as pessoas existem? Por que aparecem na minha vida? Por que eu me dou tão bem com elas? Por que eu gosto tanto das pessoas? Por que eu as amo, se elas não estão nem aí pra mim? É confuso, mas sou encantado por pessoas que nem vejo, que nem sei o que sentem por mim. Vivo inventando encontros imaginários com elas, encontros que nunca existirão, saiba que isso na maioria das vezes é horrível para mim, o que eu sinto é muito estranho.
Por que não se pode amar várias pessoas? Seria tão mais fácil, não teríamos que sofrer tanto. Poder até que pode, mas é muito prejudicial para algumas pessoas. E o que me deixa intrigado é que tudo isso acontece só porque eu amo demais, afinal, essa porra de amor não era pra ser algo bom, saudável? Amor, a velha “flor roxa que nasce no coração dos trouxas”.
Eu só queria que todo mundo me amasse do jeito que eu amo todo mundo. Queria que as pessoas fossem melhores, deixassem de julgar e serem julgadas pelas outras, também queria não querer julgar ninguém, queria que todo mundo se gostasse, se amasse, será que isso é pedir muito? Só pode, isso é pedir demais, mas é muita pretensão minha viu, querer que todos fossem iguais a mim, eu sou é um puta de um egoísta mesmo.
Às vezes acho que eu deveria abandonar tudo isso aqui, tudo isso que existe, tudo isso que chamam de vida, só não faço porque eu amo viver, quero viver, quero realizar coisas que nunca fiz antes, quero ser feliz, mesmo que acabe sozinho. A vida está aí para ser vivida, vamos viver mais, “vamos viver diferente”. Vamos pular de tirolesa, conhecer outros lugares, ler mais, criar mais, vamos inventar coisas novas, vamos sair pelados por aí, vamos ser feliz, vamos se amar, vamos ser menos racionais, conhecer mais pessoas, quebrar mais a cara com elas, mas vamos viver, pelo menos isso. "Vamos chegar ao fim, buscar a felicidade. Vamos tentar o melhor, partir com dignidade".
Devemos fazer o que se deve ser feito, lutar pelo que queremos, deixar de sermos racionais e passarmos a sermos mais sentimentais. Pode ser que eu acabe errando nisso tudo, e o pior, pode ser que eu tenha feito tudo isso em vão. Mas no final só tenho que me acalmar e viver minha vida, viver para mim, para o meu egoísmo, para a minha solidão e acabar voltando a ser amigo dela...
Por que as pessoas existem? Por que aparecem na minha vida? Por que eu me dou tão bem com elas? Por que eu gosto tanto das pessoas? Por que eu as amo, se elas não estão nem aí pra mim? É confuso, mas sou encantado por pessoas que nem vejo, que nem sei o que sentem por mim. Vivo inventando encontros imaginários com elas, encontros que nunca existirão, saiba que isso na maioria das vezes é horrível para mim, o que eu sinto é muito estranho.
Por que não se pode amar várias pessoas? Seria tão mais fácil, não teríamos que sofrer tanto. Poder até que pode, mas é muito prejudicial para algumas pessoas. E o que me deixa intrigado é que tudo isso acontece só porque eu amo demais, afinal, essa porra de amor não era pra ser algo bom, saudável? Amor, a velha “flor roxa que nasce no coração dos trouxas”.
Eu só queria que todo mundo me amasse do jeito que eu amo todo mundo. Queria que as pessoas fossem melhores, deixassem de julgar e serem julgadas pelas outras, também queria não querer julgar ninguém, queria que todo mundo se gostasse, se amasse, será que isso é pedir muito? Só pode, isso é pedir demais, mas é muita pretensão minha viu, querer que todos fossem iguais a mim, eu sou é um puta de um egoísta mesmo.
Às vezes acho que eu deveria abandonar tudo isso aqui, tudo isso que existe, tudo isso que chamam de vida, só não faço porque eu amo viver, quero viver, quero realizar coisas que nunca fiz antes, quero ser feliz, mesmo que acabe sozinho. A vida está aí para ser vivida, vamos viver mais, “vamos viver diferente”. Vamos pular de tirolesa, conhecer outros lugares, ler mais, criar mais, vamos inventar coisas novas, vamos sair pelados por aí, vamos ser feliz, vamos se amar, vamos ser menos racionais, conhecer mais pessoas, quebrar mais a cara com elas, mas vamos viver, pelo menos isso. "Vamos chegar ao fim, buscar a felicidade. Vamos tentar o melhor, partir com dignidade".
Devemos fazer o que se deve ser feito, lutar pelo que queremos, deixar de sermos racionais e passarmos a sermos mais sentimentais. Pode ser que eu acabe errando nisso tudo, e o pior, pode ser que eu tenha feito tudo isso em vão. Mas no final só tenho que me acalmar e viver minha vida, viver para mim, para o meu egoísmo, para a minha solidão e acabar voltando a ser amigo dela...
Uvas, vinhos e vinagres...
O gosto doce das uvas já não é o mesmo, afinal, para a raposa as uvas sempre estarão verdes demais. O gosto doce dos vinhos continua a me deixar alterado, pois o prazer estará eternamente presente no culto a Baco. O gosto azedo dos vinagres ficará presente em minha boca da mesma forma que amargou a boca de Jesus na cruz. Todos na mesma essência, mas com objetivos diferentes, um serve de alimento para o corpo, outro de alimento para o espírito e outro de alimento para a alma.
As uvas seguirão verdes? Os vinhos continuarão dando prazer? Os vinagres permanecerão amargando? Como a raposa, seguirei sem querer as uvas? Como Baco, continuarei alterado pelos vinhos? Como Jesus, permanecerei amargurado pelos vinagres?...
As uvas seguirão verdes? Os vinhos continuarão dando prazer? Os vinagres permanecerão amargando? Como a raposa, seguirei sem querer as uvas? Como Baco, continuarei alterado pelos vinhos? Como Jesus, permanecerei amargurado pelos vinagres?...
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Já tenho uma “razão especial pra lembrar”...
Já tenho uma “razão especial pra lembrar” de que a vida valeu a pena, de que viver é a melhor e única chance de ser feliz. “O tempo não tem compaixão”, mas para quem sabe esperar a hora certa sempre chega, pode ser que essa hora dure apenas uma hora, pode ser que ela dure para a vida inteira. O tempo passa e é aproveitando cada oportunidade que a gente se certifica que está vivo.
A gente se certifica que está vivo, mas seria mais fácil continuar sendo criança e se esquecer de que existem problemas de adultos, era mais fácil quando se tinha o apoio de pessoas e não precisava encarar tudo sozinho, seria mais fácil seguir no conforto do lar e se esquecer que agora a vida é vivida de maneira mais dificultosa. E é dessa dificuldade que eu gosto, que no final ela se torna tão fácil, tão simples, tão banal e a vida passa a ser vivida plenamente.
A vida passa a ser vivida plenamente e agora eu sou mais eu, não preciso me esconder atrás de máscaras que nunca revelavam o meu verdadeiro ser. Afinal, foi bom sim ter crescido e os problemas terem aparecido, eles estão aí para ser superados, se não conseguirmos, é só aprender com os erros. Os erros são o aprendizado para a mudança, os erros são conhecimentos para sempre, é errando que se aprende, é aprendendo que se vive melhor.
É aprendendo que se vive melhor e se vive melhor quando não perdemos as oportunidades que a vida nos oferece, não podemos deixar elas escaparem, mesmo que elas sejam prejudiciais. A gente fica ciente que vale mais a pena ter realizado o que se queria do que passar a vida inteira sofrendo pelo que deixou de fazer.“A vida vaza e voa, passa e não perdoa” e não podemos ficar parados, de braços cruzados e volto sempre a repetir o que sempre tenho dito: vida, temos apenas uma para ser vivida, nada mais haverá depois disso aqui.
Nada mais haverá depois disso aqui e voltamos ao começo onde temos que fazer valer a pena cada momento, cada segundo, cada instante. Faça sua parte, pois eu já posso gritar ao mundo inteiro que já tenho uma “razão especial pra lembrar”...
A gente se certifica que está vivo, mas seria mais fácil continuar sendo criança e se esquecer de que existem problemas de adultos, era mais fácil quando se tinha o apoio de pessoas e não precisava encarar tudo sozinho, seria mais fácil seguir no conforto do lar e se esquecer que agora a vida é vivida de maneira mais dificultosa. E é dessa dificuldade que eu gosto, que no final ela se torna tão fácil, tão simples, tão banal e a vida passa a ser vivida plenamente.
A vida passa a ser vivida plenamente e agora eu sou mais eu, não preciso me esconder atrás de máscaras que nunca revelavam o meu verdadeiro ser. Afinal, foi bom sim ter crescido e os problemas terem aparecido, eles estão aí para ser superados, se não conseguirmos, é só aprender com os erros. Os erros são o aprendizado para a mudança, os erros são conhecimentos para sempre, é errando que se aprende, é aprendendo que se vive melhor.
É aprendendo que se vive melhor e se vive melhor quando não perdemos as oportunidades que a vida nos oferece, não podemos deixar elas escaparem, mesmo que elas sejam prejudiciais. A gente fica ciente que vale mais a pena ter realizado o que se queria do que passar a vida inteira sofrendo pelo que deixou de fazer.“A vida vaza e voa, passa e não perdoa” e não podemos ficar parados, de braços cruzados e volto sempre a repetir o que sempre tenho dito: vida, temos apenas uma para ser vivida, nada mais haverá depois disso aqui.
Nada mais haverá depois disso aqui e voltamos ao começo onde temos que fazer valer a pena cada momento, cada segundo, cada instante. Faça sua parte, pois eu já posso gritar ao mundo inteiro que já tenho uma “razão especial pra lembrar”...
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Quantas vezes?... ou Brincando de passado e futuro...
Quantas vezes esse texto vai ser lido pelos olhos desta pessoa que acaba de escrevê-lo? Quantas vezes ele será lido por quaisquer outros olhos? Quantas vezes meu coração bateu no minuto anterior? Quantas vezes ele irá bater daqui pra frente? Quantas vezes este ser foi capaz de amar? Quantas vezes serão capaz de amar este ser? Quantas vezes essa mente foi capaz de guardar as melhores lembranças? Quantas vezes essa mesma mente apagará as piores recordações? Quantas vezes os sonhos se tornaram realidade? Quantas vezes a realidade não passará de um sonho? Quantas vezes risos rolaram na cama semana passada? Quantas vezes lágrimas rolarão no rosto mês que vem? Quantas vezes o sol apareceu no horizonte nos dias de verão? Quantas vezes a lua iluminará as noites de inverno? Quantas vezes a natureza poupou nossas vidas? Quantas vezes as tragédias acontecerão sem que o homem se conscientize? Quantas vezes as bússolas foram quebradas? Quantas vezes os mapas serão rasgados? Quantas vezes bruxas foram jogadas na fogueira? Quantas vezes as fogueiras se apagarão? Quantas vezes o horóscopo disse o futuro incerto? Quantas vezes o futuro será com ninguém por perto? Quantas vezes tive de jogar jogos de azar? Quantas vezes a sorte baterá à minha porta? Quantas vezes o jogo acabou aos 45 do segundo tempo? Quantas vezes o jogo nem começará? Quantas vezes brincamos de polícia e bandido? Quantas vezes o bandido matará a polícia? Quantas vezes a cena do crime foi reconstituída? Quantas vezes os crimes ainda acontecerão? Quantas vezes Deus desceu à terra junto aos homens? Quantas vezes homens subirão aos céus? Quantas vezes a maré encheu há milhões de anos? Quantas vezes o mar secará no próximo milênio? Quantas vezes choveu em Sobral? Quantas vezes fará sol em Fortaleza? “Quantas vezes eu estive cara a cara com a pior metade? Quantas vezes a gente sobrevive à hora da verdade?” Quantas vezes deitei a cabeça no travesseiro? Quantas vezes no teu colo minha cabeça deitará? Quantas vezes dormi pensando em alguém? Quantas vezes alguém dormirá pensando em mim? Quantas vezes acordei com o canto dos pássaros? Quantas vezes com o meu canto os pássaros acordarão? Quantas vezes escutei aquela música em Lá menor? Quantas vezes tocarei aquela mesma música em Dó maior? Quantas vezes olhei a vista pela janela? Quantas vezes a janela estará fechada? Quantas vezes essa vida será vivida? Quantas vezes essa mesma vida será destruída? Quantas vezes a morte chegou sem dá aviso? Quantas vezes a morte me levará?...
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
A calma não acalma
Não há prece que possa dar certo,
Não apresse porque pode dar errado.
Não há fé que remova montanhas,
Não afete suas próprias entranhas.
Não há bala que traga a cura,
Não abala essa estrutura.
Não há calma que cure a dor,
Não acalma, procura logo outro amor.
A prece é inimiga da perfeição.
Apressa que não tem mais solução.
A fé pode machucar muita gente.
Afeto junta até quem é diferente.
A bala pode tirar uma vida.
Abala toda uma despedida.
A calma é amiga da sabedoria.
Acalma que a vida espera, guria.
Na pressa não há prece,
Na fé não há feridos.
A bala já não abala,
A calma já não acalma.
(Janderson Oliveira)
Não apresse porque pode dar errado.
Não há fé que remova montanhas,
Não afete suas próprias entranhas.
Não há bala que traga a cura,
Não abala essa estrutura.
Não há calma que cure a dor,
Não acalma, procura logo outro amor.
A prece é inimiga da perfeição.
Apressa que não tem mais solução.
A fé pode machucar muita gente.
Afeto junta até quem é diferente.
A bala pode tirar uma vida.
Abala toda uma despedida.
A calma é amiga da sabedoria.
Acalma que a vida espera, guria.
Na pressa não há prece,
Na fé não há feridos.
A bala já não abala,
A calma já não acalma.
(Janderson Oliveira)
Primeiro poema feito fora dos limites de minha cidade, de meu quarto, das viagens nos buzões que rodam, rodam e rodam sem chegar a lugar algum. Poema feito no calor e quentura de Sobral, "a calma não acalma"...
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Cadê o sol de Sobral?...
Nunca pensei que com a fama que a cidade de Sobral leva, de terra quente e de sol a pino, pudesse chover tanto como está chovendo agora, nem mesmo a imensa serra da Meruoca pode ser vista baixo tanta água e névoa. Talvez a cidade chore por causa de alguém que se foi, talvez chore por alguém que ainda nem chegou. Talvez eu esteja apenas olhando para o lado pela janela do quarto, mas o principal está sentado no banco ao meu lado. Talvez eu abra a porta e deixe tudo para trás. O clima é bom, melhor do que o sol rachando nossas cabeças, mas a chuva é triste, fria e fraca, e eu sou mais ainda. Quem sabe quando o sol voltará? Quem sabe se a lua aparecerá esta noite? Sol e chuva, chuva e sol, sol e lua, lua e sol, os opostos me atraem e eu sou contradição, como sempre querendo tudo ao mesmo tempo. Cadê esse sol que não aparece? Vai chuva, não pára...
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
O insuportável limite do querer...
Quando a razão já não está mais sã e o coração obriga o corpo a fazer tudo por impulso. Quando não se vive mais tranquilamente cada dia, pois cada dia passa a ser uma eternidade inalcançável. “É como ficar esperando cartas que nunca vão chegar. Não vão chegar com X, nem vão chegar com CH. É como ficar esperando horas que custam a passar, enquanto ficamos parados andando pra lá e pra cá. É como ficar desesperado de tanto esperar, olhando pela janela até onde a vista alcançar”. É inevitável não parar de pensar, de imaginar, de sonhar, de fantasiar, enfim, de querer. É improvável sentir uma sensação mais sublime que o próprio amor e que vai invadindo todo o ser. É insuportável porque é um “fogo que arde sem se ver”, mais do que isso, “é fogo que arde e dói”. É paixão que chega com aquele burburinho que esquenta o coração e deixa a cabeça fora de si. É o querer ou o quereres? “O quereres e o estares sempre a fim do que em ti é em mim tão desigual, faz-me querer-te bem, querer-te mal, bem a ti, mal ao quereres assim, infinitivamente impessoal e eu querendo querer-te sem ter fim e querendo-te aprender o total do querer que há e do que não há em mim”. Gostar, acordar, viver, cansar, dormir, sonhar com tudo aquilo na cabeça, sem nada pra se concretizar, apenas algumas palavras. A distância é pouca, mas pode ser muita, o tempo pode ser curto, mas acaba sendo eterno e prejudicial. Brilhante forma de se viver seria se pudesse levar tudo ao real, ao concreto, ao vivido. Insuportável limite do querer, querer e não poder...
sábado, 1 de janeiro de 2011
Sem datas pra comemorar...
Passei a noite toda vestido de branco sem saber o motivo certo disso, talvez por coincidência de ser a noite que lembram que precisa mudar de um ano para o outro. Mas que besteira, por que comemoram apenas uma noite, deveriam festejar todas, pois todas são maravilhosas. Metade de mim queria ir para um lado, a outra metade queria ir para outro, no entanto, acabei ficando sozinho com as duas metades, só espero no final não continuar nessa solidão. Queria ter ido para tantos lugares ou talvez para apenas um, acabei ficando na minha casa, na minha cama, no meu conforto. Um mal-estar me atacou o dia todo e não tive nem chances de tentar festejar algo, acho que o clima de festa estava mais para velório. Não aguento mais essas comemorações de fim de ano, sempre as mesmas coisas: fogos, taças, brindes, mensagens, superstições, aaahhh é muita tolice. Deveriam desejar paz e amor para todos durante todos os dias do ano, deixam para o último dia a chance que tiveram de fazer em todos os outros 364 dias. E o que realmente mudará nesse ano que acaba de iniciar? Por que ele será especial como acharam que foram os últimos 2010 anos? Vive-se muito de futuro, esquecem de se encantar com o presente, esquecem os pequenos detalhes do cotidiano, criam imensas ilusões que muitas vezes não serão alcançadas. Acho que já preciso dormir, deixa a vida rolar e vê no que vai dá, sem pressa, sem ilusão, com muita paciência e esperança...
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Última do ano...
Cheguei ontem às 23h22 da última viagem do ano de 2010, foram cerca de 220 km, ou um pouco mais, de mais uma das 22 viagens (todas confirmadas nos bilhetes que guardo na minha carteira) que fiz esse ano pela BR-222 a bordo do “Expresso 2222”. “Daqui pra ali, de lá pra cá” pude escutar vários sons aqui do Brasil e de algumas outras partes do mundo também, foram cerca de 2200 músicas que rodaram na minha caixinha de música digital nesses quase 5000 km percorridos durante todo o ano. Se fizermos as contas, tirando que as viagens mais rápidas duravam umas 3h30 e as mais lentas 5h, foram 99h (ou mais de 4 dias) dentro do buzão só viajando de Sobral a Fortaleza, tirando a viagem que fiz esse ano ao Crato. A repetição de 2 nesse parágrafo são meras coincidências ou não?
Foram 22 viagens seguindo Fortaleza, Caucaia, São Luís do Curu, Umirim, Itapajé, Irauçuba, Forquilha e Sobral, voltando Sobral, Forquilha, Irauçuba, Itapajé, Umirim, São Luís do Curu, Caucaia e Fortaleza. Confesso que em muitas dessas viagens algumas lágrimas caíram no meu rosto. Algumas eram lágrimas de tristeza por deixar para trás pessoas queridas e que eu amo muito, mas na maioria das vezes eram lágrimas de felicidade por ir reencontrar aquelas mesmas pessoas e principalmente por estar sabendo que eu estava vencendo nessa nova fase de vida que escolhi pra mim nesse ano. A viagem estrada à fora, cabeça adentro e com músicas para embalar, ajuda a me sentir mais vivo, ajuda a pensar em tudo que estou fazendo, onde estão os erros, onde estão os acertos, e me traz um imenso prazer em saber que está dando tudo certo. Pensei que seria mais difícil, mas estou tirando de letra, pelo menos eu acho.
Antes de sair ontem de Sobral pensei que, por ser a última do ano, aquela viagem deveria ser especial. Entenda especial como algo fora do comum, do normal, do que sempre acontece nas viagens. Lá ia eu novamente na janela, após ler mais um pouco de “As veias abertas da América Latina”, de Eduardo Galeano (que não acaba nunca), escutando um pouco de música, olhando para o breu que passava pela janela, contando os quilômetros que passavam nas placas de trânsito, calculando o tempo que restava para chegar, até que chegamos à Itapajé, cerca de 130 km de Fortaleza. Como sempre, paramos na rodoviária, uns 15 minutos para tomar aquele lanche, ir ao banheiro, sentir um pouco de frio, retornar ao ônibus, seguir viagem, até que repentinamente o ônibus para e todos ficam sem saber o que aconteceu, só depois de uns 10 minutos que o motorista havia descido ele vai informar que ocorreu um problema no pneu, tivemos que dar a volta e paramos em um posto para consertar. Ainda bem que ainda estávamos perto de Itapajé e o conserto do pneu foi rápido, cerca de 20 minutos. Além disso, essa foi uma das poucas viagens que viajei sem ninguém ao lado, é tão bom não ter que dividir aquele pequeno espaço com mais alguém, sem ter braço cutucando sua barriga, ter liberdade pra esticar as pernas, me lembra até um trecho do “Estorvo” de Chico Buarque (não é música, é livro). Isso foi o que aconteceu de diferente nessa viagem, isso foi o especial. Mas que especial nada especial viu, affff. Mas não deixaram de ser coisas fora do comum, do normal. Não sei por que perdi tempo contando isso, só pra lembrar do “175 nada especial” d’O Pensador.
Acabou, foram 22 viagens nesse ano, que o próximo ano venha com mais, e “que venha em paz o ano que vem, que venha em paz o que o futuro trouxer”...
Foram 22 viagens seguindo Fortaleza, Caucaia, São Luís do Curu, Umirim, Itapajé, Irauçuba, Forquilha e Sobral, voltando Sobral, Forquilha, Irauçuba, Itapajé, Umirim, São Luís do Curu, Caucaia e Fortaleza. Confesso que em muitas dessas viagens algumas lágrimas caíram no meu rosto. Algumas eram lágrimas de tristeza por deixar para trás pessoas queridas e que eu amo muito, mas na maioria das vezes eram lágrimas de felicidade por ir reencontrar aquelas mesmas pessoas e principalmente por estar sabendo que eu estava vencendo nessa nova fase de vida que escolhi pra mim nesse ano. A viagem estrada à fora, cabeça adentro e com músicas para embalar, ajuda a me sentir mais vivo, ajuda a pensar em tudo que estou fazendo, onde estão os erros, onde estão os acertos, e me traz um imenso prazer em saber que está dando tudo certo. Pensei que seria mais difícil, mas estou tirando de letra, pelo menos eu acho.
Antes de sair ontem de Sobral pensei que, por ser a última do ano, aquela viagem deveria ser especial. Entenda especial como algo fora do comum, do normal, do que sempre acontece nas viagens. Lá ia eu novamente na janela, após ler mais um pouco de “As veias abertas da América Latina”, de Eduardo Galeano (que não acaba nunca), escutando um pouco de música, olhando para o breu que passava pela janela, contando os quilômetros que passavam nas placas de trânsito, calculando o tempo que restava para chegar, até que chegamos à Itapajé, cerca de 130 km de Fortaleza. Como sempre, paramos na rodoviária, uns 15 minutos para tomar aquele lanche, ir ao banheiro, sentir um pouco de frio, retornar ao ônibus, seguir viagem, até que repentinamente o ônibus para e todos ficam sem saber o que aconteceu, só depois de uns 10 minutos que o motorista havia descido ele vai informar que ocorreu um problema no pneu, tivemos que dar a volta e paramos em um posto para consertar. Ainda bem que ainda estávamos perto de Itapajé e o conserto do pneu foi rápido, cerca de 20 minutos. Além disso, essa foi uma das poucas viagens que viajei sem ninguém ao lado, é tão bom não ter que dividir aquele pequeno espaço com mais alguém, sem ter braço cutucando sua barriga, ter liberdade pra esticar as pernas, me lembra até um trecho do “Estorvo” de Chico Buarque (não é música, é livro). Isso foi o que aconteceu de diferente nessa viagem, isso foi o especial. Mas que especial nada especial viu, affff. Mas não deixaram de ser coisas fora do comum, do normal. Não sei por que perdi tempo contando isso, só pra lembrar do “175 nada especial” d’O Pensador.
Acabou, foram 22 viagens nesse ano, que o próximo ano venha com mais, e “que venha em paz o ano que vem, que venha em paz o que o futuro trouxer”...
sábado, 25 de dezembro de 2010
Já passou um ano...
Já passou exatamente um ano (talvez por querer, talvez por não querer) e estou de volta a esse meu mundinho ilusório e contraditório. Quantas vezes eu apertei no link Nova Postagem pra dizer alguma coisa pra mim mesmo e acabei não dizendo nada, esperei para hoje, uma data especial para muitos, mas nem tanto pra mim. Fim de ano não me traz boas recordações e prefiro me resguardar muitas vezes em meus sentimentos.
Fim de um ano que mudou completamente minha rotina, meu cotidiano, minha vida, quem diria que aquela longa vontade de liberdade se realizaria tão rápido? Rápido, intenso e satisfatório, a vida agora depende mais de mim, muitas decisões que eu e mim mesmo temos que decidir. Alegre pela liberdade, triste pela solidão, quem diria, solidão que um dia já foi tão desejada por esse cara que vos fala.
Sobral é o nome dela, a Princesinha do Norte me trouxe um novo mundo de experiências nessa curta vida que sigo curtindo e, felizmente, me alegrando. Já faz três meses que estou por lá, no começo era tudo mil maravilhas, aos poucos foi caindo a ficha e às vezes à noite me bate uma saudade de casa, de aconchego, de meu amor (talvez a maior dor de ter "abandonado").
Durante toda minha vida não viajei tanto como este ano que está perto do fim, foram muitas viagens na BR-222, 230 km indo e 230 km voltando, viagem no buzão e nas músicas ao pé do ouvido: "Cabeça no vidro, som aos ouvidos, sol na cara, vida que passa na janela. Vida que vai passar, vida que já passou". A primeira viagem para Sobral foi durante um Congresso na UVA, me apaixonei logo pela cidade moderninha e calorosa (em todos os sentidos), regressei meses depois para morar aos pés da Serra da Meruoca após aprovação no concurso para professor do estado. Agora minha vida é uma bigamia entre Sobral e Fortaleza.
Também conheci outra grande cidade cearense, a também bela cidade do Crato onde ocorreu o casamento do grande professor Edson, nunca passei tanto frio quanto no alto da Chapada do Araripe, experiência ótima. Além disso, em novembro do ano passado saí pela primeira vez do meu querido Siará (mais uma vez uso a expressão "quem diria") e fui dar umas andanças por Pernambuco (estado repleto de história e tradições, e grandes músicos: Alceu, Lenine, Nação) também para participar de um Congresso. Conheci a belíssima praia de Porto de Galinhas, infelizmente não muito conservada pela ingestão diária de milhares de turistas, a capital Recife cercada pelo majestoso Capibaribe e a linda Olinda com vistas maravilhosas do mar, mais uma experiência que não será esquecida.
Com tantas viagens pude constatar quão grande é o nosso Brasil, quanta terra nós temos e que são mal utilizadas, tem espaço sim para todos os habitantes desse país, o problema é que elas estão nas mãos de poucos. Do lado das estradas existem extensões imensas de verdadeiros desertos esperando por gente, aí me pergunto "por que muitos ainda precisam viver 'nas esquinas e nos sinais'?". Desertos que terminam e dão início a cidades perdidas, no entanto, informadas do que acontece no mundo através das antenas de TV, para saber quantas casas existem na cidade é só olhar para cima e contar as Century. "Um satélite na cabeça" de todos que se deliciam com os reclames do plimplim.
Também pude constatar uma coisa que já imaginava, mas em menor proporção, quão rodeado de serras é esse nosso estado do Siará, para onde olhamos podemos vê-las em todos os formatos e tamanhos, as nossas montanhas brotam do solo de todo nosso sertão e formam imagens maravilhosas que contrastam com as nuvens, com o sol e com a chuva também.
Enfim, passou-se um ano e não tive muita criatividade para produzir muita coisa, talvez por causa do viciante Twitter que faz com que a gente perca milhares de caracteres de criatividade. Mas agora já tenho muita coisa rolando de novo nessa mente maluca que não para um segundo, estou novamente disposto a mexer nessa cuca e fazer sair arte, coisas interessantes pelo menos para mim...
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Frases reflexivas...
"Amar e mudar as coisas me interessa mais..."
Por que as coisas mais difíceis são tão fáceis pra mim?...
Decifra-me e te direi quem sou...
Não gosto das minhas poesias, gosto dos desenhos que elas fazem...
Ai que saudades que sinto daquilo que nunca vi...
Ai que saudades que sinto de não sei quem...
Oh vontade de escrever, de falar tudo quanto for possível, não sei, acho melhor não dizer nada...
Oh coisa doida é a memória, você consegue lembrar até daquilo que nunca viveu...
Pessoas solitárias em imensas metrópoles...
A vida é um imenso quebra-cabeça com várias peças perdidas...
Contradição é a guerra pela paz...
Se a história que te contam não é a que você deseja ouvir, então faça você mesmo sua própria história...
Sem muita lógica no meu sistema...
Jovem, porém, consciente...
Quanto às batatas, eu já comi todas, mas continuo faminto...
Cabelos presos, pensamentos soltos...
"De que vale seu cabelo liso e as idéias enroladas dentro da sua cabeça..."
Se o H português é mudo, por que na Internet brasileira ele fala?...
E o rei absolutista europeu nunca pisou em suas terras descobertas...
A história é longa e a estrada é comprida...
Ninguém nunca entende nada...
"Desculpe, mas eu não entendi..."...
Por que as coisas mais difíceis são tão fáceis pra mim?...
Decifra-me e te direi quem sou...
Não gosto das minhas poesias, gosto dos desenhos que elas fazem...
Ai que saudades que sinto daquilo que nunca vi...
Ai que saudades que sinto de não sei quem...
Oh vontade de escrever, de falar tudo quanto for possível, não sei, acho melhor não dizer nada...
Oh coisa doida é a memória, você consegue lembrar até daquilo que nunca viveu...
Pessoas solitárias em imensas metrópoles...
A vida é um imenso quebra-cabeça com várias peças perdidas...
Contradição é a guerra pela paz...
Se a história que te contam não é a que você deseja ouvir, então faça você mesmo sua própria história...
Sem muita lógica no meu sistema...
Jovem, porém, consciente...
Quanto às batatas, eu já comi todas, mas continuo faminto...
Cabelos presos, pensamentos soltos...
"De que vale seu cabelo liso e as idéias enroladas dentro da sua cabeça..."
Se o H português é mudo, por que na Internet brasileira ele fala?...
E o rei absolutista europeu nunca pisou em suas terras descobertas...
A história é longa e a estrada é comprida...
Ninguém nunca entende nada...
"Desculpe, mas eu não entendi..."...
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Armando Nascimento de Jesus...
Vai chegando ao fim todo o trabalho de Armando Nascimento de Jesus, talvez amanhã mesmo todos os presépios construídos por ele ao redor do mundo serão desfeitos. E quantas pessoas deram valor ao seu trabalho? Será que elas perceberam o significado existente por trás do bucolismo do nascimento do menino? Ou preferiram dar valor ao "bom velhinho" da Lapônia? As cifras falam mais alto, as rezas, as orações, as reflexões ficam de lado. Ouro, incenso e mirra valem mais do que tudo isso. Presentes dados para amigos secretos, ao final a disputa é para saber quem recebeu o melhor regalo. Enquanto isso, Armando ceia modestamente com sua família numa periferia da grande cidade. Ele aguarda o próximo ano para voltar ao trabalho que tanto gosta, armar o nascimento de Jesus...
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
A prática de Educação Física na Escola Normal do Ceará: entre o tradicionalismo e a Escola Nova (1930-1945)
Aaah, até que enfim terminei meu relatório de monografia. Apesar de ter defendido semana passada, só hoje conclui a versão final, pelo menos eu acho. Se eu ler de novo, tenho certeza que modificadrei mais alguma coisinha. É tudo um processo que não para nunca. Foi uma verdadeira viagem, mas no fim tudo deu certo. Muitas pessoas apareceram e ajudaram, agradeço a todas. Publico aqui o resumo do relatório, depois vou vê se coloco mais algumas partes do texto.
"O objetivo principal desta pesquisa foi compreender a inserção da Educação Física na Escola Normal do Ceará, no período de 1930 a 1945, analisando sua vinculação aos postulados escolanovistas na tensão com o tradicionalismo vigente. Este estudo foi desenvolvido numa abordagem histórico-pedagógica. A metodologia da história nova foi escolhida por buscar novos significados e valores em fontes que antes não eram vistas como documentais ou mesmo seguras no trabalho do historiador. Este estudo caracterizou-se como sendo uma pesquisa bibliográfica e documental, buscando seus dados em livros, artigos científicos, periódicos, documentos e fotografias. Os principais resultados encontrados foram: a verificação da forte tensão existente entre educadores católicos e renovadores no período em estudo; a contemplação dos ideais escolanovistas na Escola Normal do Ceará; e a utilização do Método Sueco, diferentemente do proposto na Lei nacional, nas aulas de Educação Física da Escola Normal do Ceará. Conclui-se que a prática da Educação Física estava embasada pelos conceitos de higienismo, eugenismo, nacionalismo e escolanovismo. Percebeu-se ainda que a Educação Física fez parte de uma política educacional que buscava a formação do cidadão dito moderno e civilizado."
É, aqui no Ceará a história foi diferente.
"O objetivo principal desta pesquisa foi compreender a inserção da Educação Física na Escola Normal do Ceará, no período de 1930 a 1945, analisando sua vinculação aos postulados escolanovistas na tensão com o tradicionalismo vigente. Este estudo foi desenvolvido numa abordagem histórico-pedagógica. A metodologia da história nova foi escolhida por buscar novos significados e valores em fontes que antes não eram vistas como documentais ou mesmo seguras no trabalho do historiador. Este estudo caracterizou-se como sendo uma pesquisa bibliográfica e documental, buscando seus dados em livros, artigos científicos, periódicos, documentos e fotografias. Os principais resultados encontrados foram: a verificação da forte tensão existente entre educadores católicos e renovadores no período em estudo; a contemplação dos ideais escolanovistas na Escola Normal do Ceará; e a utilização do Método Sueco, diferentemente do proposto na Lei nacional, nas aulas de Educação Física da Escola Normal do Ceará. Conclui-se que a prática da Educação Física estava embasada pelos conceitos de higienismo, eugenismo, nacionalismo e escolanovismo. Percebeu-se ainda que a Educação Física fez parte de uma política educacional que buscava a formação do cidadão dito moderno e civilizado."
É, aqui no Ceará a história foi diferente.
E agora? Eu sou um sujeito quase formado, o que me resta fazer?...
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Sara...
Será Sara sã? Será Sara só sonho? Será Sara sedutora? Será Sara séria? Será Sara sofisticada? Seria Sara sincera? Sem cerimônia, Sara será sempre sábia. Sem saber se Sara será sozinha, sonho sonhos sem solução. Sinceridade, Sara será sonhadora. Sara seduz somente seres sábios. Segredos sujos, Sara sempre sabe. Simples saber se Sara será segura. Sara será simples sempre. Sabia Sara sobre seu sucesso. Sara, sarada, sagrada, safada, sábia, sedutora, selvagem, secreta, serena, simples, sincera, sinistra, sonhadora, sozinha, sofisticada, super, sublime, supérflua, Sara...
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Siarês...
Gosto de sê siarense, do meu jeito de falá, corta as frasi e vê no que dá. O início eu num sei, mas no final sempre tem que tê um má, né má?
Aféladumagaita má.
Tutáfrescanoé má.
Doidêraéssaaí má
Tariaéssaaí má.
Vaipápôrra má.
Criditunão má.
Tádoidotá má.
Vaitilascá má.
Arriégua má.
Êtapôrra má.
Béisso má.
Falô má.
Má.
Tutáfrescanoé má.
Doidêraéssaaí má
Tariaéssaaí má.
Vaipápôrra má.
Criditunão má.
Tádoidotá má.
Vaitilascá má.
Arriégua má.
Êtapôrra má.
Béisso má.
Falô má.
Má.
Falo, falo, falo, só num falo quando me calo. "Eu sou é siarense, do Siará. E dessa terrinha, num tenho vergônia de falá". Gostô dessa aí má?...
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Compactação...
Vamos em boa hora.
Vamos embora.
Vambora.
Bora.
Bó.
...
Fui.
Indo.
Tô indo.
Estou indo.
Já estou indo.
Vamos embora.
Vambora.
Bora.
Bó.
...
Fui.
Indo.
Tô indo.
Estou indo.
Já estou indo.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Decifra-me e te direi quem sou...
J A N D I M
U L A E M A
V E T L A L
E G U Í G U
N R R R I Q
T I E I N U
U A Z O A E
D A Ç Z
E Ã
U L A E M A
V E T L A L
E G U Í G U
N R R R I Q
T I E I N U
U A Z O A E
D A Ç Z
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O
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D A Ç Z
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N R R R I Q
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U A Z O A E
T I E I N U
N R R R I Q
E G U Í G U
V E T L A L
U L A E M A
J A N D I M
Decifra-me e te direi quem sou...
J A N D I M
Decifra-me e te direi quem sou...
"O papa é pop"...
O papa é pop? Se ele não é, os padres agora são, e os pastores também. Flashes, flashes e mais flashes. Acenos, gritos, lágrimas, cânticos e até cantadas. Uma benção rápida e um sinal da cruz. Pronto, minha alma está salva para sempre. A criancinha, o jovem, o adulto, o homem, a mulher, o idoso, o doente, o animal, eu, você, todos nós. Pronto, estamos todos livres do purgatório. Jogo rápido como uma oração, poucas palavras e tudo está dito. Afinal, pra que serve uma oração hoje em dia? Rezar sem querer, rezar e depois pecar. Pra quê então? Enquanto isso, "todo mundo tá revendo o que nunca foi visto", "todo mundo tá relendo o que nunca foi lido". Aguarde, ele voltará. Pois fiquemos todos esperando...
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Não queria escrever...
Sem poesias ou textos bonitinhos. Longe do meu eu-lírico, ele se esconde por um instante. Eu sou apenas eu, mais ninguém. "Com tanta gente que eu podia ser, eu nasci eu" e não me arrependo disso. "Sou eu quem me explico quando me complico. Eu mesmo atendo às minhas preces. Eu mesmo ouço meus próprios gritos". Sou eu que me entendo quando preciso. Sou eu que enlouqueço quando estou são e fico lúcido quando estou louco. Deixem que eu crio meus próprios conceitos, sem preconceitos. Não quero que entendam, eu quero que se confundam. Percebem minha aflição? Será tudo alucinação? Culpa dos outros que cantam ao pé do meu ouvido. "Se você vier me perguntar por onde andei no tempo em que você sonhava, de olhos abertos lhe direi: amigo eu me desesperava". Sou eu mesmo que me desespero em meus sonhos e você segue a andar e me perguntar coisas que não sei responder. Droga, eu não queria ter escrito isso, mas já escrevi...
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Canta sabiá
O sol já raiou
E meu olho não pregou.
O galo não cantou,
Mas a ema já.
O canto da ema dá azar,
Já dizia o Mr. do Pandeiro,
Com toda sua ginga de brasileiro.
Se o canto da ema dá azar,
Morena me dá uma ruma de beijo
Que é pra esse amor não se acabar.
O sol já bateu
Na janela do meu quarto,
Mas a morena não apareceu,
Então sou eu quem parto.
Deixa que eu vou atrás dela,
Não faça nada por mim.
Vou buscar a minha bela
E nosso amor não chegará ao fim.
Não ficarei preso
Nessa gaiola da saudade.
Vou buscar minha liberdade,
Vou atrás do meu amor.
A ema não vai mais agourar,
O canto agora será do sabiá,
Que no seu assovio dirá,
Onde andará o meu amor.
Quando a gente se encontrar,
Será o verdadeiro apogeu,
A gente vai se amar
E todos seus beijos serão meus.
Pois canta nobre sabiá,
Pra minha morena eu poder beijar.
(Janderson Felipe)
E meu olho não pregou.
O galo não cantou,
Mas a ema já.
O canto da ema dá azar,
Já dizia o Mr. do Pandeiro,
Com toda sua ginga de brasileiro.
Se o canto da ema dá azar,
Morena me dá uma ruma de beijo
Que é pra esse amor não se acabar.
O sol já bateu
Na janela do meu quarto,
Mas a morena não apareceu,
Então sou eu quem parto.
Deixa que eu vou atrás dela,
Não faça nada por mim.
Vou buscar a minha bela
E nosso amor não chegará ao fim.
Não ficarei preso
Nessa gaiola da saudade.
Vou buscar minha liberdade,
Vou atrás do meu amor.
A ema não vai mais agourar,
O canto agora será do sabiá,
Que no seu assovio dirá,
Onde andará o meu amor.
Quando a gente se encontrar,
Será o verdadeiro apogeu,
A gente vai se amar
E todos seus beijos serão meus.
Pois canta nobre sabiá,
Pra minha morena eu poder beijar.
(Janderson Felipe)
Fresquim, fresquim, como a primeira fornada de pão do dia. Não consegui dormir, mas a madrugada me rendeu um fruto. É o fruto de toda uma madrugada musical. Se perceberem, a música do Nordeste está contida aí...
sábado, 31 de outubro de 2009
Delírios da meia-noite...
Meia-noite - Delírios, delícias, gemidos, grunidos, mistérios. O que acontece à meia-noite? Uma passagem instantânea do tempo. Fim de um ciclo, começo de outro.
Meia-noit - Último dia do mês de outubro. Dizem que é o dia das bruxas. Mas bruxas no século XXI não existem mais, já foram todas jogadas à fogueira.
Meia-noi - Lua inteira. Ela olha pra mim e eu insisto em contemplá-la. A sua forma arredondada é a perfeição e eu sou apenas amante.
Meia-no - Amor é o que se pode fazer à meia-noite, mas sem ninguém por perto fica mais difícil. Sigo a raciocinar coisas.
Meia-n - Poucos sons, muitos sonhos. O escuro se esclarece, atrás dele nada se modifica. Mas eu tenho medo.
Meia - Chegando ao fim a meia-noite, as doze badaladas já cessaram. Ela continua a iluminar.
Mei - Todos dormem, eu acordo. Reviravolta no ciclo, espero o sol aparecer e a lua se esconder.
Me - Sem pesadelos, a meia-noite não me engana, os sonhos serão de felicidade.
M - Acabou o instante, o tempo já passou. Meia-noite delirou.
...
Meia-noit - Último dia do mês de outubro. Dizem que é o dia das bruxas. Mas bruxas no século XXI não existem mais, já foram todas jogadas à fogueira.
Meia-noi - Lua inteira. Ela olha pra mim e eu insisto em contemplá-la. A sua forma arredondada é a perfeição e eu sou apenas amante.
Meia-no - Amor é o que se pode fazer à meia-noite, mas sem ninguém por perto fica mais difícil. Sigo a raciocinar coisas.
Meia-n - Poucos sons, muitos sonhos. O escuro se esclarece, atrás dele nada se modifica. Mas eu tenho medo.
Meia - Chegando ao fim a meia-noite, as doze badaladas já cessaram. Ela continua a iluminar.
Mei - Todos dormem, eu acordo. Reviravolta no ciclo, espero o sol aparecer e a lua se esconder.
Me - Sem pesadelos, a meia-noite não me engana, os sonhos serão de felicidade.
M - Acabou o instante, o tempo já passou. Meia-noite delirou.
...
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Menina minha
Menina pequena que habita meus sonhos
E mora em meu coração.
Menina moleca que cara sapeca
Foi a mãe que deu.
Menina travessa que não foge da raia
Me ajuda no momento que eu caia.
Menina bonita que a lua me deu,
Foge da vida e vive mais eu.
Menina mulher que sabe o que quer,
Na hora do nó escapa sem dó.
Menina danada que mexe comigo
Me leva pra ti e me dá teu abrigo.
Menina singela me espera na janela
E feito novela foge mais eu.
Menina querida me dá mais amor
E faz mais feliz o teu admirador.
(Janderson Felipe)
E mora em meu coração.
Menina moleca que cara sapeca
Foi a mãe que deu.
Menina travessa que não foge da raia
Me ajuda no momento que eu caia.
Menina bonita que a lua me deu,
Foge da vida e vive mais eu.
Menina mulher que sabe o que quer,
Na hora do nó escapa sem dó.
Menina danada que mexe comigo
Me leva pra ti e me dá teu abrigo.
Menina singela me espera na janela
E feito novela foge mais eu.
Menina querida me dá mais amor
E faz mais feliz o teu admirador.
(Janderson Felipe)
Uma antiguinha que escrevi pra minha menina. É a cara dela, se bem que ela cresceu e já é uma mulher feita. Não, mas pra mim ela sempre vai ser minha menina...
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Loucura consciente, lucidez insana...
A loucura e a lucidez são coisas que andam de mãos dadas dentro de mim. Sou tão lúcido que às vezes pareço louco. Sei controlar essas diferenças, sem estresse. Sei o ponto certo que separa ambas, o momento exato que cada uma deve agir. É uma loucura consciente e uma lucidez insana. É, elas são contraditórias. A contradição, aliás, é algo que me persegue, ou será eu que a persigo? Sempre são dois lados, duas faces, dois momentos, duas vidas. Eu sou contradição, às vezes sou guitarra, outras vezes violão. Um dia é calmaria, outro dia agitação. Às vezes sou todo poderoso, outras vezes sou Zé Ninguém. Um dia gosto de chuva, outro dia gosto de sol. Equilíbrio? A minha loucura é tão consciente que ao invés de eu atirar tiros de dor, eu atiro beijos de felicidade. Se você for atingido por aí, fui eu quem atirei o beijo. Se você quiser mais de perto, eu atiro à queima-roupa. A minha lucidez é tão insana que eu poderia amar apenas uma pessoa, mas eu acabo amando todas. Se você precisar de mim, me chama que eu vou. Se você quiser mais de perto, eu penso no seu caso. Louco é aquele que diz ser normal, lúcido, na verdade, é aquele completamente fora de si. E eu sou assim, tanto um quanto outro. O limite entre um e outro sou eu quem faço na minha cabeça pensante e nem Simão Bacamarte, muito menos Sigmund Freud, explicariam o que há nas entranhas de um cérebro como este que está sempre a interrogar: "loucura consciente ou lucidez insana?"...
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Sorriso da Gioconda...

Aaaaaaaah, desvendaram o sorriso da Gioconda. Égua, mó paia, pensava que nunca iriam descobrir. Mona Lisa, que já deve tá estribada numa altura dessas, sorri e fica séria pra gente. E o pior, é a gente que faz ela rir ou ficar séria, é tudo culpa do nosso cérebro. Quando todos achavam que o mistério estava nela, descobrem que o mistério tá é na gente. Mas será que foi tudo culpa do Da Vinci? Que uma altura dessas já deu mais de vinte e muito. O cara era gênio n'era. Será que foi ele quem percebeu que daria essa impressão ambígua ao sorriso de sua dama ou foi sem querer mesmo? E num dizem que é o auto-retrato dele? É, eu acho que só um dos mistérios foi desvendado, ainda existem mais perguntas. No título segue o link pra matéria sobre o sorriso da Mona Lisa. Aiiiii Mona, dá um sorrisinho pra eu dá...
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Movimento Antropofágico...
"No Brasil de 1920, a pintora Tarsila do Amaral e o poeta e filósofo Oswald de Andrade, junto a um grupo heterogêneo de romancistas, lingüistas e filósofos, fundaram uma corrente artística à qual chamaram Movimento Antropofágico. Sob o signo da Antropofagia foram publicados manifestos e poemas, feitos quadros, escritos romances e ensaios, e foi chamada a atenção pública sobre o significado novo e revolucionário da antropofagia e das civilizações pré-coloniais da América. É necessário assinalar, entretanto, que para estes artistas da vanguarda latino-americana, o canibalismo era algo diferente dos lugares comuns de horror fascistóide e inveja hipócrita diante da nudez orgiástica sob as quais se representavam e representam as culturas milenares das selvas americanas. A Antropofagia apontava, em primeiro lugar, para as raízes históricas das civilizações destruídas da América. Em segundo lugar, revelava um novo significado da relação humana com a natureza, com seu próprio corpo, com sua sexualidade, seus afetos e, não em último lugar, com sua comunidade. A Antropofagia brasileira transformou os medos e os ódios tradicionalmente ligados aos relatos europeus sobre o canibalismo americano, no reconhecimento artístico de um estado de liberdade sem limites e uma visão poética de renovação cultural".
Citação de Eduardo Subirats no texto "O modernismo brasileiro: arte e política" de Marília Andrés Ribeiro, publicado na Revista ArtCultura, v. 9, n. 14, 2007.
Uma antiga/nova visão para os nossos antepassados. Canibalismo da cultura mundial. Muito interessante...
Citação de Eduardo Subirats no texto "O modernismo brasileiro: arte e política" de Marília Andrés Ribeiro, publicado na Revista ArtCultura, v. 9, n. 14, 2007.
Uma antiga/nova visão para os nossos antepassados. Canibalismo da cultura mundial. Muito interessante...
E vamos à luta
Eu acredito
É na rapaziada
Que segue em frente
E segura o rojão
Eu ponho fé
É na fé da moçada
Que não foge da fera
E enfrenta o leão
Eu vou à luta
É com essa juventude
Que não corre da raia
À troco de nada
Eu vou no bloco
Dessa mocidade
Que não tá na saudade
E constrói
A manhã desejada
Aquele que sabe que é negro
O coro da gente
E segura a batida da vida
O ano inteiro
Aquele que sabe o sufoco
De um jogo tão duro
E apesar dos pesares
Ainda se orgulha
De ser brasileiro
Aquele que sai da batalha
Entra no botequim
Pede uma cerva gelada
E agita na mesa
Uma batucada
Aquele que manda o pagode
E sacode a poeira
Suada da luta
E faz a brincadeira
Pois o resto é besteira
E nós estamos pelaí...
(Gonzaga Jr.)
Tô fissurado nessa música, nessa letra, nesse compositor. Gonzaga Jr., Gonzaguinha, o filho do rei. "E vamos à luta" é aquele sambinha só o mí, de quem tem fé na fé da moçada. Mostra a realidade brasileira de quem enfrenta o leão e não corre da raia. E no final da batalha faz a festa no botequim e se orgulha de ser brasileiro. "Eu acredito é na rapaziada...". Gonzaguinha é o bicho pra falar da nossa gente, do nosso povo, dos nossos problemas, das nossas alegrias. Nesse vídeo ele canta com Roberto Ribeiro. Grande Gonzaguinha, mas também né, o cara era filho do rei...
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Devaneios...
Já faz quase um ano dessa minha agonia. Você partiu sem me avisar e nem deixou recados. Desde então eu mudei, vivo sozinha me perguntando sobre os porquês desta vida que é tão cruel. Amores, desencontros, desesperos. Fico aflita comigo sem saber pra onde ir. E quando saio, em todos os rostos você está, mas quando chego à noite nenhum daqueles rostos vem comigo. Seu rosto de menino, eu nunca mais vi. Seu jeito atrapalhado, nunca mais me fez rir. Sem ter com quem falar, sem ter com quem amar, a noite chega e eu fico encharcada com goles de uma bebida que não reconheço o sabor. A noite é triste, a solidão sempre me persegue. No rádio rola "você se foi, você partiu, você partiu o meu coração" e não consigo não pensar em você nesse momento. Meu coração em pedaços, o meu corpo também, me sinto velha, feia e sem mais vontade de viver. Vivo porque é meu dever, a idéia do suicídio me aflige, mas a esperança de rever você é maior. Garrafas pelo chão, fumaça de cigarro no ar. Meu alimento são meus pensamentos, minhas lembranças, lembranças dos tempos bons que vivemos juntos. Mas agora você se foi e eu fico a me perguntar "será que pra sempre"? Oh meu menino, oh meu querido, meu amor por ti é imenso, mas você me abandonou. Onde está? O que faz da vida? Por que não voltas pra mim? O meu desespero só aumenta a cada dia, sigo minha vida sem razão e sem prazer. Os dias passam, as angústias ficam. A minha boca seca pede seu sabor, deliro em pensamentos sem lógica. O meu corpo frio espera o seu toque, viajo por lugares nunca antes explorados. Quando volto à realidade, percebo que estou sozinha novamente e a dor da sua perda aumenta ainda mais minha agonia. Antes, com você, tudo era comédia, agora com sua ausência a tragédia é algo freqüente na minha vida. As lágrimas escorrem pelo rosto nesse instante e delírios acontecem na cabeça de uma amante que perdeu seu amor. Abandonada e arrasada, eu sigo a levar a vida, e o pior, ela segue a me levar...
Por Sara Fernandes
domingo, 11 de outubro de 2009
Só mais uma madrugada...
Oh madrugada comprida esta que não se acaba. É só mais uma de muitas que já aconteceram e de muitas que ainda virão. Novamente o galo já canta e nem sinal do sono chegar. Sem palavras, sem imaginação, eu deixo a madrugada me levar. Amanhã é outro dia que já começou. Enquanto todos dormem, eu grito pra mim mesmo: "É hoje que eu só durmo amanhã"...
sábado, 3 de outubro de 2009
RIO 2016...
Com tantas expectativas e esperanças, eu acho até que vou voltar a ser atleta pra poder conseguir meu índice pra lá.
É, seria a realização de um sonho de criança.
Nossa, como as crianças são inocentes!
Risos...
É, seria a realização de um sonho de criança.
Nossa, como as crianças são inocentes!
Risos...
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Manias...
Manias, cada um tem as suas. Eu tenho poucas, a minha principal mania talvez seja amar demais. É incrível como eu amo as pessoas. Muitas delas talvez nem saibam, mas eu as amo tanto que crio histórias na minha cabeça como se estivéssemos juntos. Eu penso em situações, em palavras, em gestos que nós faríamos. Como não posso estar perto, então, sonhador que sou, invento os nossos encontros. Eu amo tanto, mas não sinto essa reciprocidade das pessoas. Ah eu queria, eu queria que elas me amassem do jeito que eu as amo. Dessa vez não vou com Mário Quintana que diz "não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame", eu queria sim que elas me amassem mais, talvez até mais do que as amo, não sou carente de amor, mas quanto mais melhor. Mas como já falei, têm pessoas que nem sabem que eu as amo. Os nossos encontros são todos irreais, são secretos, só quem sabe sou eu, nem a própria pessoa sabe que eu a encontro. Na maioria das vezes são belos momentos, pena que não são reais. Manias, ah manias! Por que tenho logo essa mania? O que me conforta é saber que tenho uma única pessoa que, essa sim, me ama muito, eu tenho a mais absoluta certeza. Pena que sou humano e como qualquer outro, estou sempre querendo mais do que aquilo que consigo. Não sei se estou magoando alguém com estas palavras, posso até estar me magoando, mas não sei o que faço com essa minha mania de amar. Uma vez já falei "O amor não é sofrer, o sofrer não é amor. Quem ama não sofre, quem sofre não ama", mas na maioria das vezes o amor é doloroso sim. Oh sentimento véi sem futuro, ao mesmo tempo em que ele é bom, nos faz sofrer. Mas me digam uma coisa, existe uma mania melhor do que esta de amar os outros?...
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Gospel
Por que que o sol nasceu de novo e não amanheceu?
Por que que Deus criou o homem e não se arrependeu?
Por que que a crença no futuro é fatal e a serpente simboliza o mal?
Por que que tudo que é bonito está trancado no museu?
Por que que eu nasci assim e meu irmão assado?
Por que beber whisky-soda prá ficar animado?
Por que que o tempo deixa tudo prá trás e sempre que você consegue quer mais?
Por que na hora do naufrágio cada um vai pro seu lado?
Por que que eu tenho uma caneta e não sei escrever?
Por que eu passo a noite inteira sem nada para ler?
Por que que a agulha da vitrola sumiu e o anúncio do cinema caiu?
Por que que eu faço essas perguntas sem ninguém prá responder?
(Raul Seixas)
Há alguns domingos o "Fantástico" anunciou uma música inédita de Raul Seixas chamada Gospel. E só agora, depois de vinte anos de sua morte, a música foi lançada sendo tocada por músicos atuais, mas com a voz do Raul. Vasculhando o "Youtube", encontrei essa versão gravada por Tukley, cover do Raul, com uma letra que diferente daquela gravada agora. Gostei muito mais dessa letra que Tukley gravou em 1991. Até parece que são minhas palavras, me identifiquei muito com elas...
sábado, 19 de setembro de 2009
Meus pensamentos...
"Nesse momento eu queria ser uma mosquinha pra sair voando por aí e chegar até onde você está, ver o que você está fazendo, ver a sua reação quando eu te mando mensagens, ver tudo ao seu redor. Mas fico aqui só pensando no que pode estar acontecendo e torcendo para que toda essa tempestade passe e deixe nossas vidas.
Eu penso muito em coisas que não fazem sentido, uma dessas coisas é pensar que depois que eu morrer eu vou ser um anjo e vou ajudar todo mundo que eu gosto e ver todas as pessoas que eu gosto. E o melhor é que eu poderei estar em diversos lugares ao mesmo tempo e quando alguém se lembrar de mim e quiser estar perto, vai só me chamar e eu vou chegar e ficar juntinho dessa pessoa, vou ajudar em tudo que ela precisar. E quando eu estiver com saudades de alguém eu também vou ao encontro dela e me sentirei melhor. Nesse pensamento louco eu sempre penso em você rezando antes de dormir e então eu apareço e fico lá de cima só observando você e te protegendo de qualquer mal que possa acontecer.
Mas isso é só sonho, pensamento, se não posso fazer isso agora em vida, talvez faça mesmo depois de ter saído daqui. Sabe, às vezes eu me sinto com uma vontade tão grande de sair por aí, de ver pessoas que eu gosto, de abraçar, de conversar, de sorrir com as pessoas. Eu acho que realmente eu não sou normal. Acho que tenho algum distúrbio mental, mas ainda bem que esse distúrbio é só pra fazer coisas boas, eu acho que jamais seria capaz de maltratar ninguém. Sei lá.
É isso, minha cabeça é muito doida e tem um bocado de coisa que penso e acho que é só eu que penso sobre isso, mas não sei..."
Eu já falei isso pra alguém...
Eu penso muito em coisas que não fazem sentido, uma dessas coisas é pensar que depois que eu morrer eu vou ser um anjo e vou ajudar todo mundo que eu gosto e ver todas as pessoas que eu gosto. E o melhor é que eu poderei estar em diversos lugares ao mesmo tempo e quando alguém se lembrar de mim e quiser estar perto, vai só me chamar e eu vou chegar e ficar juntinho dessa pessoa, vou ajudar em tudo que ela precisar. E quando eu estiver com saudades de alguém eu também vou ao encontro dela e me sentirei melhor. Nesse pensamento louco eu sempre penso em você rezando antes de dormir e então eu apareço e fico lá de cima só observando você e te protegendo de qualquer mal que possa acontecer.
Mas isso é só sonho, pensamento, se não posso fazer isso agora em vida, talvez faça mesmo depois de ter saído daqui. Sabe, às vezes eu me sinto com uma vontade tão grande de sair por aí, de ver pessoas que eu gosto, de abraçar, de conversar, de sorrir com as pessoas. Eu acho que realmente eu não sou normal. Acho que tenho algum distúrbio mental, mas ainda bem que esse distúrbio é só pra fazer coisas boas, eu acho que jamais seria capaz de maltratar ninguém. Sei lá.
É isso, minha cabeça é muito doida e tem um bocado de coisa que penso e acho que é só eu que penso sobre isso, mas não sei..."
Eu já falei isso pra alguém...
Formiguinhas
Formiguinhas,
Cada uma com seu ofício.
Na construção desse mundo,
A vida é tão difícil.
O tempo é tão pequeno
Para se fazer o que deve.
Cada uma no seu trabalho,
Que no final pra nada serve.
Enquanto as operárias levantam,
As rainhas vão lá e destroem.
A diferença é enorme,
Nessa terra que elas constroem.
Espalhadas em todos os cantos,
Cada uma com seu sotaque.
A pressão às vezes é tanta,
Que parece que vão ter um ataque.
Formiguinhas,
Cada uma na sua função.
Fazendo tudo quanto existe
Por toda esta imensidão.
Elas vão pra onde querem,
É só terem compromisso.
O seu limite é o universo,
Talvez mais que isso.
Daqui pra ali,
De lá pra cá.
Para onde se olha,
É fácil as enxergar.
Cada uma tem seu cargo,
Desde bem pequenininhas.
E será que existe alguém
Controlando estas formiguinhas?
(Janderson Felipe)
Cada uma com seu ofício.
Na construção desse mundo,
A vida é tão difícil.
O tempo é tão pequeno
Para se fazer o que deve.
Cada uma no seu trabalho,
Que no final pra nada serve.
Enquanto as operárias levantam,
As rainhas vão lá e destroem.
A diferença é enorme,
Nessa terra que elas constroem.
Espalhadas em todos os cantos,
Cada uma com seu sotaque.
A pressão às vezes é tanta,
Que parece que vão ter um ataque.
Formiguinhas,
Cada uma na sua função.
Fazendo tudo quanto existe
Por toda esta imensidão.
Elas vão pra onde querem,
É só terem compromisso.
O seu limite é o universo,
Talvez mais que isso.
Daqui pra ali,
De lá pra cá.
Para onde se olha,
É fácil as enxergar.
Cada uma tem seu cargo,
Desde bem pequenininhas.
E será que existe alguém
Controlando estas formiguinhas?
(Janderson Felipe)
Pensado pela manhã, escrito, quase como sempre, na madrugada. Uma metáfora que retrata várias coisas: trabalho, exploração, diferenças sociais, morte, esperança, existência de Deus. Taí tudo aí é só se concentrar, tudo feito por uma formiguinha operária que tem a cabeça pensante...
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Segunda-feira insone...
Segunda-feira insone e que começa a chover um pouquinho. Logo segunda-feira, o dia que era pra ser feriado nacional, ainda bem que odeio feriados. Então tenho que levantar cedo, mesmo se não conseguir dormir.
"Estou acordado e todos dormem", isso é verdade. Enquanto viajo na noite, a maioria das pessoas está viajando em sonhos. Enquanto isso, o galo já canta lá fora, tão cedo assim?
O sol vai já sair e, enquanto isso, no ouvido rola o som que mais gosto e continuo escrevendo para olhos de pessoas invisíveis. Não sei, já tive vontade de chorar esta madrugada. Chorar sem razão, talvez por saudades de pessoas. Pessoas que você quer estar junto, mas nesse momento é impossível. Aaah, porque eu amo tanto?
Oh vontade de escrever, de falar tudo quanto for possível, não sei, acho melhor não dizer nada. Eu vou dormir, prometo que vou dormir. Quer dizer, se ela deixar. É ela, a Sônia. Essa às vezes está comigo, ela só vem à noite, mas vem.
Às vezes é bom, às vezes é ruim. Oh Sônia, insônia que você me causa. Fazia tempo que não vinha, veio nessa segunda, mas de forma tão ruim...
"Estou acordado e todos dormem", isso é verdade. Enquanto viajo na noite, a maioria das pessoas está viajando em sonhos. Enquanto isso, o galo já canta lá fora, tão cedo assim?
O sol vai já sair e, enquanto isso, no ouvido rola o som que mais gosto e continuo escrevendo para olhos de pessoas invisíveis. Não sei, já tive vontade de chorar esta madrugada. Chorar sem razão, talvez por saudades de pessoas. Pessoas que você quer estar junto, mas nesse momento é impossível. Aaah, porque eu amo tanto?
Oh vontade de escrever, de falar tudo quanto for possível, não sei, acho melhor não dizer nada. Eu vou dormir, prometo que vou dormir. Quer dizer, se ela deixar. É ela, a Sônia. Essa às vezes está comigo, ela só vem à noite, mas vem.
Às vezes é bom, às vezes é ruim. Oh Sônia, insônia que você me causa. Fazia tempo que não vinha, veio nessa segunda, mas de forma tão ruim...
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Monólogo: "Don't stop me now 'cause I'm havin' a good time"...
Não me pare agora, e nem em momento nenhum. Descobri a fórmula da felicidade, só depende de mim mesmo. É a liberdade pra fazer o que se precisa, não precisa esperar por ninguém, vai lá você mesmo e faz. É uma sensação tão boa de que você é capaz. Você sempre foi capaz, só não tinha coragem de fazer as coisas que queria. Foi só tomar a primeira atitude e tudo deu certo, agora pronto, não me pare mesmo. Não há inimigos, é só você contra você mesmo. Mas agora que descobri a fórmula, nem eu mesmo vou me parar. Deixe-me ir, confiante de que tudo vai dar certo. E é tão bom você agir e se ajudar, e melhor ainda é ajudar outras pessoas. Isso mesmo, além de estar se ajudando, você tem a capacidade de ajudar outras pessoas. Ah, essa é a melhor parte, ajudar sem precisar cobrar por isso, é só saber que você faz o bem pro coletivo, sem querer elogios. Não há mais limites, é só a sua vontade. Certeza de que bons tempos vêm por aí, não que os passados não foram bons, mas é que agora você mesmo traça seu rumo. Não precisa querer saber o que vem depois, é só fazer o agora que o depois vai ser tranquilo. É meu camarada, crescendo e aprendendo. Nessa semana você percebeu que só depende de você pras coisas darem certo, não precisa mais esperar, vai lá e faz, ponto final. Se tiverem mãos amigas no caminho, melhor ainda, só não pode é ficar esperando sempre por elas. Estou orgulhoso de você rapaz, parabéns. Continue assim, você sabe que se fizer vai dar tudo certo. Só depende de você, quer dizer, de mim mesmo...
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
O MSN por Arnaldo Jabor...
Sempre odiei o que a maioria das pessoas fazem com os seus MSN’s. Não estou falando desta vez dos emoticons insuportáveis que transformaram a leitura em um jogo de decodificação, mas as declarações de amor, saudades, empolgação traduzidas através do nick.
O espaço ‘nome’ foi criado pela Microsoft para que você digite O NOME que lhe foi dado no batismo. Assim seus amigos aparecem de forma ordenada e você não tem que ficar clicando em cima dos mesmos pra descobrir que ‘Vendo Abadá do Chiclete e Ivete’ é na verdade Tiago Carvalho, ou ‘Ainda te amo Pedro Henrique’ é o MSN de Marcela Cordeiro. Mas a melhor parte da brincadeira é que normalmente o nick diz muito sobre o estado de espírito e perfil da pessoa. Portanto, toda vez que você encontrar um nick desses por aí, pare para analisar que você já saberá tudo sobre a pessoa…
‘A-M-I-G-A-S o fim de semana foi perfeito!!!’ acabou de entrar. Essa com certeza, assim como as amigas piriguetes (perigosas), terminou o namoro e está encalhadona. Uma semana antes estava com o nick ‘O fim de semana promete’. Quer mostrar pro ex e pros peguetes (perigosos) que tem vida própria, mas a única coisa que fez no fim de semana foi encher o rabo de Balalaika, Baikal e Velho Barreiro e beijar umas bocas repetidas. O pior é que você conhece o casal e está no meio desse ‘tiroteio’, já que o ex dela é também conhecido seu, entra com o nick ‘Hoje tem mais balada!’, tentando impressionar seus amigos e amigas e as novas presas de sua mira, de que sua vida está mais do que movimentada, além de tentar fazer raiva na ex.
‘Polly em NY’ acabou de entrar. Essa com certeza quer que todos saibam que ela está em uma viagem bacana. Tanto que em breve colocará uma foto da 5ª Avenida no Orkut com a legenda ‘Eu em Nova York’. Por que ninguém bota no Orkut foto de uma viagem feita a Praia-Grande – SP?
‘Quando Deus te desenhou ele tava namorando’ acabou de entrar. Essa pessoa provavelmente não tem nenhuma criatividade, gosto musical e interesse por cultura. Só ouve o que está na moda e mais tocada nas paradas de sucesso. Normalmente coloca trechos como ‘Diga que valeuuu’ ou ‘O Asa Arreia’ na época do carnaval.
‘Por que a vida faz isso comigo?’ acabou de entrar. Quando essa pessoa entrar bloqueie imediatamente. Está depressiva porque tomou um pé na bunda e irá te chamar pra ficar falando sobre o ex.
‘Maria Paula ocupada prá c** ‘ acabou de entrar. Se está ocupada prá c**, por que entrou cara-pálida? Sempre que vir uma pessoa dessas entrar, puxe papo só pra resenhar; ela não vai resistir à janelinha azul piscando na telinha e vai mandar o trabalho pro espaço. Com certeza.
‘Paulão, quero você acima de tudo’ acabou de entrar. Se ama compre um apartamento e vá morar com ele. Uma dica: Mulher adora disputar com as amigas. Quanto mais você mostrar que o tal do Paulão é tudo de bom, maiores são as chances de você ter o olho furado pelas sua amigas piriguetes (perigosas).
‘Marizinha no banho’ acabou de entrar. Essa não consegue mais desgrudar do MSN. Até quando vai beber água troca seu nick para ‘Marizinha bebendo água’. Ganhou do pai um laptop pra usar enquanto estiver no banheiro, mas nunca tem coragem de colocar o nick ‘Marizinha matriculando o moleque na natação’.
‘ < . ººº< . ººº< / @ || e $ $ ! || |-| @ >ªªª . >ªªª >’ acabou de entrar. Essa aí acha que seu nome é o Código da Vinci pronto a ser decodificado. Cuidado ao conversar: ela pode dizer ‘q vc eh mtu déixxx, q gosta di vc mtuXXX, ti mandá um bjuXX’.
‘Galinha que persegue pato morre afogada’ acabou de entrar. Essa ai tomou um zig e está doida pra dar uma coça na piriguete que tá dando em cima do seu ex. Quando está de bem com a vida, costuma usar outros nicks-provérbios de Dalai Lama, Lair de Souza e cia.
‘VENDO ingressos para a Chopada, Camarote Vivo Festival de Verão, ABADÁ DO EVA, Bonfim Light, bate-volta da vaquejada de Serrinha e LP’ acabou de entrar. Essa pessoa está desesperada pra ganhar um dinheiro extra e acha que a janelinha de 200 x 115 pixels que sobe no meu computador é espaço publicitário.
‘Me pegue pelos cabelos, sinta meu cheiro, me jogue pelo ar, me leve pro seu banheiro…’ acabou de entrar. Sempre usa um provérbio, trecho de música ou nick sedutores. Adora usar trechos de funk ou pagode com duplo sentido. Está há 6 meses sem dar um tapa na macaca e está doida prá arrumar alguém pra fazer o servicinho. ‘Danny Bananinha’ acabou de entrar. Quer de qualquer jeito emplacar um apelido para si própria, mas todos insistem em lhe chamar de Melecão, sua alcunha de escola. Adora se comparar a celebridades gostosas, botar fotos tiradas por si mesma no espelho com os peitos saindo da blusa rosa. Quer ser famosa. Mas não chegará nem a figurante do Linha Direta.
Bom é isso, se quiserem escrever alguma mensagem, declaração ou qualquer coisa do tipo, tem o campo certo em opções ‘digitem uma mensagem pessoal para que seus contatos a vejam’ ou melhor, fica bem embaixo do campo do nome!! Vamos facilitar!!!!
O espaço ‘nome’ foi criado pela Microsoft para que você digite O NOME que lhe foi dado no batismo. Assim seus amigos aparecem de forma ordenada e você não tem que ficar clicando em cima dos mesmos pra descobrir que ‘Vendo Abadá do Chiclete e Ivete’ é na verdade Tiago Carvalho, ou ‘Ainda te amo Pedro Henrique’ é o MSN de Marcela Cordeiro. Mas a melhor parte da brincadeira é que normalmente o nick diz muito sobre o estado de espírito e perfil da pessoa. Portanto, toda vez que você encontrar um nick desses por aí, pare para analisar que você já saberá tudo sobre a pessoa…
‘A-M-I-G-A-S o fim de semana foi perfeito!!!’ acabou de entrar. Essa com certeza, assim como as amigas piriguetes (perigosas), terminou o namoro e está encalhadona. Uma semana antes estava com o nick ‘O fim de semana promete’. Quer mostrar pro ex e pros peguetes (perigosos) que tem vida própria, mas a única coisa que fez no fim de semana foi encher o rabo de Balalaika, Baikal e Velho Barreiro e beijar umas bocas repetidas. O pior é que você conhece o casal e está no meio desse ‘tiroteio’, já que o ex dela é também conhecido seu, entra com o nick ‘Hoje tem mais balada!’, tentando impressionar seus amigos e amigas e as novas presas de sua mira, de que sua vida está mais do que movimentada, além de tentar fazer raiva na ex.
‘Polly em NY’ acabou de entrar. Essa com certeza quer que todos saibam que ela está em uma viagem bacana. Tanto que em breve colocará uma foto da 5ª Avenida no Orkut com a legenda ‘Eu em Nova York’. Por que ninguém bota no Orkut foto de uma viagem feita a Praia-Grande – SP?
‘Quando Deus te desenhou ele tava namorando’ acabou de entrar. Essa pessoa provavelmente não tem nenhuma criatividade, gosto musical e interesse por cultura. Só ouve o que está na moda e mais tocada nas paradas de sucesso. Normalmente coloca trechos como ‘Diga que valeuuu’ ou ‘O Asa Arreia’ na época do carnaval.
‘Por que a vida faz isso comigo?’ acabou de entrar. Quando essa pessoa entrar bloqueie imediatamente. Está depressiva porque tomou um pé na bunda e irá te chamar pra ficar falando sobre o ex.
‘Maria Paula ocupada prá c** ‘ acabou de entrar. Se está ocupada prá c**, por que entrou cara-pálida? Sempre que vir uma pessoa dessas entrar, puxe papo só pra resenhar; ela não vai resistir à janelinha azul piscando na telinha e vai mandar o trabalho pro espaço. Com certeza.
‘Paulão, quero você acima de tudo’ acabou de entrar. Se ama compre um apartamento e vá morar com ele. Uma dica: Mulher adora disputar com as amigas. Quanto mais você mostrar que o tal do Paulão é tudo de bom, maiores são as chances de você ter o olho furado pelas sua amigas piriguetes (perigosas).
‘Marizinha no banho’ acabou de entrar. Essa não consegue mais desgrudar do MSN. Até quando vai beber água troca seu nick para ‘Marizinha bebendo água’. Ganhou do pai um laptop pra usar enquanto estiver no banheiro, mas nunca tem coragem de colocar o nick ‘Marizinha matriculando o moleque na natação’.
‘ < . ººº< . ººº< / @ || e $ $ ! || |-| @ >ªªª . >ªªª >’ acabou de entrar. Essa aí acha que seu nome é o Código da Vinci pronto a ser decodificado. Cuidado ao conversar: ela pode dizer ‘q vc eh mtu déixxx, q gosta di vc mtuXXX, ti mandá um bjuXX’.
‘Galinha que persegue pato morre afogada’ acabou de entrar. Essa ai tomou um zig e está doida pra dar uma coça na piriguete que tá dando em cima do seu ex. Quando está de bem com a vida, costuma usar outros nicks-provérbios de Dalai Lama, Lair de Souza e cia.
‘VENDO ingressos para a Chopada, Camarote Vivo Festival de Verão, ABADÁ DO EVA, Bonfim Light, bate-volta da vaquejada de Serrinha e LP’ acabou de entrar. Essa pessoa está desesperada pra ganhar um dinheiro extra e acha que a janelinha de 200 x 115 pixels que sobe no meu computador é espaço publicitário.
‘Me pegue pelos cabelos, sinta meu cheiro, me jogue pelo ar, me leve pro seu banheiro…’ acabou de entrar. Sempre usa um provérbio, trecho de música ou nick sedutores. Adora usar trechos de funk ou pagode com duplo sentido. Está há 6 meses sem dar um tapa na macaca e está doida prá arrumar alguém pra fazer o servicinho. ‘Danny Bananinha’ acabou de entrar. Quer de qualquer jeito emplacar um apelido para si própria, mas todos insistem em lhe chamar de Melecão, sua alcunha de escola. Adora se comparar a celebridades gostosas, botar fotos tiradas por si mesma no espelho com os peitos saindo da blusa rosa. Quer ser famosa. Mas não chegará nem a figurante do Linha Direta.
Bom é isso, se quiserem escrever alguma mensagem, declaração ou qualquer coisa do tipo, tem o campo certo em opções ‘digitem uma mensagem pessoal para que seus contatos a vejam’ ou melhor, fica bem embaixo do campo do nome!! Vamos facilitar!!!!
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
A normalista e o alienista...
Estou aqui de novo, dessa vez para falar do estranho caso entre uma normalista e um alienista. Esse caso deu-se aqui pelas bandas do Ceará há muito tempo, talvez no século XIX.
A normalista tratava-se de Maria do Carmo, filha do cearense Adolfo, e era mais conhecida como Carminha do Adolfo. O alienista era um médico bem estudado, formou-se na Europa e seu nome era Simão Bacamarte de Assis, ele era filho de um ilustre carioca.
Bem, a nossa história começa quando o Dr. Simão Bacamarte, cansado de cuidar de sua Casa Verde e da busca pela descoberta das patologias psicológicas, resolve tirar umas semaninhas de férias pelo Ceará. Ele resolveu vir sem sua esposa, a jovem D. Evarista, dizem que ela não era "nem bonita nem simpática".
Chegando a capital cearense, o alienista é chamado para visitar a Escola Normal, local onde ele poderia ajudar com os seus estudos sobre a razão humana. Meio à contra gosto, ele resolve dar uma passada na Escola para conhecer suas instalações e as pessoas que lá conviviam.
Ao fazer uma espécie de inspeção pelas salas, o Dr. Bacamarte conheceu muitas normalistas, mas ele encantou-se com a beleza de uma em especial. Era ela, a nossa Maria do Carmo.
O alienista apaixonou-se por ela e foi logo atrás de buscar informações da normalista. Maria do Carmo era órfã de mãe e mesmo jovem já havia perdido um filho recém-nascido. Ele obteve as informações de que ela era uma menina simples que morava na casa dos padrinhos e já estava prometida ao alferes Coutinho, um rapaz que era metido à poeta.
Mas o alienista não se intimidou e no outro dia tratou de ter uma conversa com a normalista, ele alegou que havia percebido alguns sinais de patologia mental na moça e queria examiná-la. Dr. Bacamarte teve a autorização do diretor da Escola e naquele dia à tarde eles estavam a sós numa salinha da Escola, Simão Bacamarte e Maria do Carmo.
O alienista, sábio do raciocínio das pessoas, fez a cabeça da Carminha e a convenceu de ir junto com ele para Itaguaí, pois lá ele daria tudo que ela quisesse e eles teriam uma mansão só para eles viverem juntos o resto da vida. Em nenhum momento o alienista disse que era casado e muito menos falou que a "mansão" tratava-se da Casa Verde, manicômio onde ele estudava seus pacientes.
A normalista encantou-se com aquele homem, tão culto, inteligente e gracioso para com ela. Não pensou duas vezes, nem avisou ao Coutinho, foi-se embora com o alienista. Os dois não combinavam muito, ela muito jovem, bonita e na flor da idade; ele já era quase um senhor com os seus mais de 40 anos, bem verdade que ele era um homem muito feio. Feio, mas sábio, pelo menos é o que diziam.
Voltando à Itaguaí, Dr. Simão Bacamarte tratou de colocar Carminha num quarto dos mais escondidos dentro da Casa Verde. Ele falou pra normalista que ficasse ali por uns dias no quarto para ela descansar da longa viagem, ela não precisava sair porque ele levaria tudo para ela, além disso, depois ela teria muito tempo para conhecer a cidade e quando quisesse poderiam voltar ao Ceará.
Pobre Maria do Carmo, nunca mais pôde ver a sua terra natal, o alienista a havia aprisionado naquele quarto para o resto de sua vida. Aos poucos Dr. Bacamarte foi esvaziando a Casa Verde, dizia ele que havia descoberto cientificamente a cura para a loucura e afirmou que é louco aquele que é dito normal. Além do mais, ele iria se internar na Casa Verde para estudar a si mesmo. Ninguém entendeu nada, mas como ele era um homem bastante respeitado, inclusive no exterior, todos aceitaram a proposta.
Tudo isso foi um pretexto para Simão Bacamarte ficar para sempre a sós com a sua normalista. No começo, sua mulher, D. Evarista ia o visitar na Casa Verde, não desconfiava de nada, mas tempos depois ela achou que o seu marido havia enlouquecido totalmente e resolveu não mais vê-lo. Os boatos dizem que o alienista morreu "dezessete meses" após a sua internação, mas a verdade é que ele ficou muito mais tempo lá, e o pior, abusando da coitada da normalista.
Maria do Carmo, sua vida toda foi mesmo de tristezas e agonias; Simão Bacamarte, sua vida foi mesmo de loucuras e angústias...
A normalista tratava-se de Maria do Carmo, filha do cearense Adolfo, e era mais conhecida como Carminha do Adolfo. O alienista era um médico bem estudado, formou-se na Europa e seu nome era Simão Bacamarte de Assis, ele era filho de um ilustre carioca.
Bem, a nossa história começa quando o Dr. Simão Bacamarte, cansado de cuidar de sua Casa Verde e da busca pela descoberta das patologias psicológicas, resolve tirar umas semaninhas de férias pelo Ceará. Ele resolveu vir sem sua esposa, a jovem D. Evarista, dizem que ela não era "nem bonita nem simpática".
Chegando a capital cearense, o alienista é chamado para visitar a Escola Normal, local onde ele poderia ajudar com os seus estudos sobre a razão humana. Meio à contra gosto, ele resolve dar uma passada na Escola para conhecer suas instalações e as pessoas que lá conviviam.
Ao fazer uma espécie de inspeção pelas salas, o Dr. Bacamarte conheceu muitas normalistas, mas ele encantou-se com a beleza de uma em especial. Era ela, a nossa Maria do Carmo.
O alienista apaixonou-se por ela e foi logo atrás de buscar informações da normalista. Maria do Carmo era órfã de mãe e mesmo jovem já havia perdido um filho recém-nascido. Ele obteve as informações de que ela era uma menina simples que morava na casa dos padrinhos e já estava prometida ao alferes Coutinho, um rapaz que era metido à poeta.
Mas o alienista não se intimidou e no outro dia tratou de ter uma conversa com a normalista, ele alegou que havia percebido alguns sinais de patologia mental na moça e queria examiná-la. Dr. Bacamarte teve a autorização do diretor da Escola e naquele dia à tarde eles estavam a sós numa salinha da Escola, Simão Bacamarte e Maria do Carmo.
O alienista, sábio do raciocínio das pessoas, fez a cabeça da Carminha e a convenceu de ir junto com ele para Itaguaí, pois lá ele daria tudo que ela quisesse e eles teriam uma mansão só para eles viverem juntos o resto da vida. Em nenhum momento o alienista disse que era casado e muito menos falou que a "mansão" tratava-se da Casa Verde, manicômio onde ele estudava seus pacientes.
A normalista encantou-se com aquele homem, tão culto, inteligente e gracioso para com ela. Não pensou duas vezes, nem avisou ao Coutinho, foi-se embora com o alienista. Os dois não combinavam muito, ela muito jovem, bonita e na flor da idade; ele já era quase um senhor com os seus mais de 40 anos, bem verdade que ele era um homem muito feio. Feio, mas sábio, pelo menos é o que diziam.
Voltando à Itaguaí, Dr. Simão Bacamarte tratou de colocar Carminha num quarto dos mais escondidos dentro da Casa Verde. Ele falou pra normalista que ficasse ali por uns dias no quarto para ela descansar da longa viagem, ela não precisava sair porque ele levaria tudo para ela, além disso, depois ela teria muito tempo para conhecer a cidade e quando quisesse poderiam voltar ao Ceará.
Pobre Maria do Carmo, nunca mais pôde ver a sua terra natal, o alienista a havia aprisionado naquele quarto para o resto de sua vida. Aos poucos Dr. Bacamarte foi esvaziando a Casa Verde, dizia ele que havia descoberto cientificamente a cura para a loucura e afirmou que é louco aquele que é dito normal. Além do mais, ele iria se internar na Casa Verde para estudar a si mesmo. Ninguém entendeu nada, mas como ele era um homem bastante respeitado, inclusive no exterior, todos aceitaram a proposta.
Tudo isso foi um pretexto para Simão Bacamarte ficar para sempre a sós com a sua normalista. No começo, sua mulher, D. Evarista ia o visitar na Casa Verde, não desconfiava de nada, mas tempos depois ela achou que o seu marido havia enlouquecido totalmente e resolveu não mais vê-lo. Os boatos dizem que o alienista morreu "dezessete meses" após a sua internação, mas a verdade é que ele ficou muito mais tempo lá, e o pior, abusando da coitada da normalista.
Maria do Carmo, sua vida toda foi mesmo de tristezas e agonias; Simão Bacamarte, sua vida foi mesmo de loucuras e angústias...
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Dias de chuva, dias de sol...
Ontem o dia esteve tão lindo, apesar da sua cara fechada. Tava tudo assim meio cinza, mas o sorriso da menina estava mais claro do que nunca. Uma névoa decorrente da chuva fina que caía, cobria os arranha-céus que nunca chegaram ao céu, parecia até uma paisagem londrina disfarçada. Os passarinhos cantavam bem quietinhos, tentando se esconder dos pingos que caíam em suas penas e eles sacudiam naquela dança que só uma ave sabe fazer, se encolhe toda e depois balança tudo. Os carros passavam nas poças naquela teimosia de molhar quem trafega pelas calçadas, a alegria de uns é a desgraça de outros. Guarda-chuvas abertos, mas por pouco tempo, a chuva era tão pouca que mal dava para se molhar. Como desde criança, eu preferi ir sem proteção, deixando que os pingos do sereno me molhassem de leve, sem preocupação com gripes ou resfriados, não se pode perder um momento desses, contato direto com a natureza. Hoje é diferente, o dia amanheceu azul, poucas pessoas percebem, mas o céu é tão azul, mas tão azul, que se você ficar olhando muito tempo você se perde nele. Ao longe estão algumas nuvens brancas, branquíssimas, só pra disfarçar. Hoje não precisa de jeito nenhum de guarda-chuva, talvez de guarda-sol. Mas como ontem vou sem proteção, deixa o sol arder na cara e sentir a energia. Não sei qual é o mais bonito, o céu cinza de ontem ou o céu azul de hoje. "Meu céu da minha cidade". É a beleza não vista, muitas vezes até escondida no dia-a-dia de correria, ninguém percebe...
domingo, 16 de agosto de 2009
Usain Bolt, the legend...
Até eu que falo que atleta não é herói, devo dizer que me rendo a este cara. Usain Bolt é genial. Eu sempre me emocionei com os esportes e ano passado nas Olímpiadas mais uma vez fiquei impressionado com o esporte, Bolt apareceu como fenômeno e ganhou 3 medalhas de ouro e quebrando os 3 recordes.
Desde que fiquei sabendo do Mundial de Atletismo este ano, já fiquei super ansioso em ver a final dos 100m rasos, e não podia ser diferente, o cara arrasou. Pra ele não existe estresse, não existe pressão, ele sabe que pode, por isso, é só correr. 9s58, esse é o tempo do novo recorde mundial, "ah ele usa algum doping!", acho muito difícil, o bicho é bala.
Com as suas molecagens e gaiatices (que até parece brasileiro) que contagiaram o mundo e os demais atletas, agora ele pode dizer que é campeão olímpico e mundial da prova mais rápida do atletismo. Interessante uma reportagem que mostrou que em diversas provas os atletas não estão mais ficando tão tensos, mas rindo e relaxando igual ao Bolt. Menos o americano Tyson Gay (2º colocado) que já disse que o "Bolt não é imbatível", foi mal cara, mas tu vai ter que correr muito pra ganhar dele. O pódio dos 100m fechou-se com outro jamaicano, Asafa Powell.
Acreditem, o genial Bolt tem apenas 22 anos, ainda tem muitas vitórias pela frente, já nesse Mundial ainda falta ele correr os 200m e o revezamento 4x100. E tudo isso não podia acontecer em lugar mais apropriado, o Estádio Olímpico de Berlim, o mesmo palco onde em 1936 Jesse Owens calou nada mais nada menos do que Adolf Hitler. Mais uma vez um negro pra provar que esse negócio de raça superior é tudo papo furadíssimo.
Bolt não calou ninguém, apenas mostrou como é que se faz pra ser um campeão genial sem precisar se estressar numa final. O cara é fera, deve nem precisar de psicólogo.
E como é impressionante esta revolução tecnológica, esta globalização, o que aconteceu há poucas horas lá na Alemanha já está gravado pra sempre aqui no meu computador...
Desde que fiquei sabendo do Mundial de Atletismo este ano, já fiquei super ansioso em ver a final dos 100m rasos, e não podia ser diferente, o cara arrasou. Pra ele não existe estresse, não existe pressão, ele sabe que pode, por isso, é só correr. 9s58, esse é o tempo do novo recorde mundial, "ah ele usa algum doping!", acho muito difícil, o bicho é bala.
Com as suas molecagens e gaiatices (que até parece brasileiro) que contagiaram o mundo e os demais atletas, agora ele pode dizer que é campeão olímpico e mundial da prova mais rápida do atletismo. Interessante uma reportagem que mostrou que em diversas provas os atletas não estão mais ficando tão tensos, mas rindo e relaxando igual ao Bolt. Menos o americano Tyson Gay (2º colocado) que já disse que o "Bolt não é imbatível", foi mal cara, mas tu vai ter que correr muito pra ganhar dele. O pódio dos 100m fechou-se com outro jamaicano, Asafa Powell.
Acreditem, o genial Bolt tem apenas 22 anos, ainda tem muitas vitórias pela frente, já nesse Mundial ainda falta ele correr os 200m e o revezamento 4x100. E tudo isso não podia acontecer em lugar mais apropriado, o Estádio Olímpico de Berlim, o mesmo palco onde em 1936 Jesse Owens calou nada mais nada menos do que Adolf Hitler. Mais uma vez um negro pra provar que esse negócio de raça superior é tudo papo furadíssimo.
Bolt não calou ninguém, apenas mostrou como é que se faz pra ser um campeão genial sem precisar se estressar numa final. O cara é fera, deve nem precisar de psicólogo.
E como é impressionante esta revolução tecnológica, esta globalização, o que aconteceu há poucas horas lá na Alemanha já está gravado pra sempre aqui no meu computador...
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Rede Globo X Rede Record...
Qual é a mais mentirosa? A emissora do plimplim ou a do bispo estribado?
Nessa semana começou a briga entre as duas maiores vitrines da televisão brasileira. A Rede Globo, já com destaque para as suas fraudes, calúnias, apoio à ditadura, e a Rede Record, que aos poucos foi colocando as garrinhas de fora e agora vem que vem com tudo.
Tudo isso para ver quem consegue o monopólio da TV brasileira. Tudo isso pra ver quem tem mais poder no país. E o povão fica aonde no meio disso tudo? E nós, o que temos a ver com essas histórias? Quero saber das notícias do país e do mundo, mas tenho que ver briga entre duas concorrentes.
É bispo que desvia dinheiro dos "fiéis", comprando a fé deles ou é tudo história da poderosa? Engraçado é que a Record acusa a Globo de monopólio e ela mesmo vai criar um. Nas próximas Olimpíadas, uma das coisas mais vistas no mundo, a Record é a única que vai passar os Jogos pra cá. E por acaso isso também num é monopólio? Outra coisa, os "pobres" jornalistas da Record, a grande maioria criados na Globo, são "obrigados" (ou quem sabe não) a falar mal da antiga casa. Da Globo não precisa falar nada, surgida nas escuras da ditadura, foi divulgando a sua "idéia" por todo o país e hoje até o que acontece na Índia é copiado aqui no Brasil, pode um negócio desses?
Calúnia ou crítica, investigação ou acusação. E a nossa cara continua sem ser vista na televisão. Edir lascar Marinho. E eu que num tenho nada com isso? Bispo Macedo ou "finado" Roberto Marinho, qual dos dois é o dono do Brasil?...
Nessa semana começou a briga entre as duas maiores vitrines da televisão brasileira. A Rede Globo, já com destaque para as suas fraudes, calúnias, apoio à ditadura, e a Rede Record, que aos poucos foi colocando as garrinhas de fora e agora vem que vem com tudo.
Tudo isso para ver quem consegue o monopólio da TV brasileira. Tudo isso pra ver quem tem mais poder no país. E o povão fica aonde no meio disso tudo? E nós, o que temos a ver com essas histórias? Quero saber das notícias do país e do mundo, mas tenho que ver briga entre duas concorrentes.
É bispo que desvia dinheiro dos "fiéis", comprando a fé deles ou é tudo história da poderosa? Engraçado é que a Record acusa a Globo de monopólio e ela mesmo vai criar um. Nas próximas Olimpíadas, uma das coisas mais vistas no mundo, a Record é a única que vai passar os Jogos pra cá. E por acaso isso também num é monopólio? Outra coisa, os "pobres" jornalistas da Record, a grande maioria criados na Globo, são "obrigados" (ou quem sabe não) a falar mal da antiga casa. Da Globo não precisa falar nada, surgida nas escuras da ditadura, foi divulgando a sua "idéia" por todo o país e hoje até o que acontece na Índia é copiado aqui no Brasil, pode um negócio desses?
Calúnia ou crítica, investigação ou acusação. E a nossa cara continua sem ser vista na televisão. Edir lascar Marinho. E eu que num tenho nada com isso? Bispo Macedo ou "finado" Roberto Marinho, qual dos dois é o dono do Brasil?...
sábado, 8 de agosto de 2009
A minha cara na TV
A minha cara está na TV,
Mas ninguém pode ver.
Todos os dias ela está lá,
Basta o canal sintonizar.
Ela é a estrela da TV,
Mas ninguém pode reconhecer.
Todos olham pra ela,
Mas ninguém pode enxergar.
Ela está em todos telejornais,
Nas esquinas e nos sinais.
Ninguém olha, nem dá atenção.
Só olham pro atleta, pro artista,
Só olham pro deputado, pro ladrão.
A minha cara passa despercebida,
Mas é a que mais deveria ser olhada.
Olhada pelos detentores do poder
Que alguma coisa deveriam fazer.
Mas ninguém conhece minha cara.
Seria a cara do perdão ou da vingança?
Do desespero ou da esperança?
É só a cara do povo brasileiro,
Que não aguenta mais tanto desespero.
A cada dia pedindo uma pequena ajuda,
Mas não há ninguém que lhe acuda.
A cada dia lutando por um pedaço de pão,
Mas ninguém lhe dá ouvidos na televisão.
(Janderson Oliveira)
Mas ninguém pode ver.
Todos os dias ela está lá,
Basta o canal sintonizar.
Ela é a estrela da TV,
Mas ninguém pode reconhecer.
Todos olham pra ela,
Mas ninguém pode enxergar.
Ela está em todos telejornais,
Nas esquinas e nos sinais.
Ninguém olha, nem dá atenção.
Só olham pro atleta, pro artista,
Só olham pro deputado, pro ladrão.
A minha cara passa despercebida,
Mas é a que mais deveria ser olhada.
Olhada pelos detentores do poder
Que alguma coisa deveriam fazer.
Mas ninguém conhece minha cara.
Seria a cara do perdão ou da vingança?
Do desespero ou da esperança?
É só a cara do povo brasileiro,
Que não aguenta mais tanto desespero.
A cada dia pedindo uma pequena ajuda,
Mas não há ninguém que lhe acuda.
A cada dia lutando por um pedaço de pão,
Mas ninguém lhe dá ouvidos na televisão.
(Janderson Oliveira)
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