"Eu vi o tempo brincando ao redor do caminho daquele menino"...

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

A calma não acalma

Não há prece que possa dar certo,
Não apresse porque pode dar errado.
Não há fé que remova montanhas,
Não afete suas próprias entranhas.
Não há bala que traga a cura,
Não abala essa estrutura.
Não há calma que cure a dor,
Não acalma, procura logo outro amor.

A prece é inimiga da perfeição.
Apressa que não tem mais solução.
A fé pode machucar muita gente.
Afeto junta até quem é diferente.
A bala pode tirar uma vida.
Abala toda uma despedida.
A calma é amiga da sabedoria.
Acalma que a vida espera, guria.

Na pressa não há prece,
Na fé não há feridos.
A bala já não abala,
A calma já não acalma.

(Janderson Oliveira)

Primeiro poema feito fora dos limites de minha cidade, de meu quarto, das viagens nos buzões que rodam, rodam e rodam sem chegar a lugar algum. Poema feito no calor e quentura de Sobral, "a calma não acalma"...

Um comentário:

Ana disse...

Só o calor de sobral pra te fazer pensar numa coisa "doida" ( no bom sentido) assim!