"Eu vi o tempo brincando ao redor do caminho daquele menino"...

sexta-feira, 4 de março de 2011

"Tententender"...

E eu sei? Tô sem cabeça pra isso ou pra seja lá o que for, tudo que tiver que se pensar, que se curtir, que se aproveitar, que se viver, é preciso que se deixe rolar. E a vida? Ah a vida, deixa ela aí, rolar, desenrolar, fluir, falir, falhar, viver. Papo cabeça? Tantas cabeças mundo afora e “nenhuma é igual a outra”, nenhuma é igual a minha, “ninguém = ninguém”, ainda bem que ninguém é igual a mim, o mundo seria meloso/melódico demais. Melodia melosa melancólica? “Eu tô cansado dessa agonia”: fica triste, fica alegre, fica triste, fica alegre, “fica rico, fica pobre, fica rico, fica pobre”, filosofia melancólica de vários Joãos Brasil afora. “Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis”? Ah Marcela ingrata, ah mulheres ingratas, mas ingrato devo ser eu que as chamo desse jeito, no entanto, esse é a melhor oração de Brás Cubas. Pra quê tudo isso aqui? Pra se ter a oportunidade única de saber o que é a vida e no final dizer se foi bom ou ruim viver, mas só uma vez é muito pouco. “Quem é que quer flores depois de morto? Ninguém.”, e ninguém entendeu Holden Caulfield, muito menos entenderam porque John Lennon “levou um tiro à queima-roupa”. Música e literatura? É bom pra quem sabe curtir a vida, melhor ainda é criar a vida através delas, liberdade pra alma fluir em qualquer direção e ainda se pode dar a desculpa de que não fui eu, foi meu eu-lírico. “Tententender”? Melhor nem tentar, nada faz muito sentido na cabeça de muitos, somente na minha, pós-modernismo surrealista com pitadas de psicodelia e metafísica não agrada a ninguém, a mim me fascina, mesmo sem nem saber do que se trata...

2 comentários:

Ana disse...

Ei Hermanoteu, esse teu texto tá muito hermenêutico!

Ana disse...

Eeeiiiiiii tu me copiou de novo!"Tô cansada desse negócio de ficar triste, ficar alegre, ficar triste, ficar alegre.."