No dia-a-dia, no corre-corre, no vai-e-vem, ainda é possível ver por aí imagens belíssimas. São paisagens singelas, bucólicas, parnasianas da nossa natureza. Mesmo com todo o cinza dos prédios e o negro dos asfaltos, ainda podemos ver lindas imagens que realçam a beleza e a simplicidade da natureza. O azul, o branco, o verde, o marrom refletem o mais belo que pode existir por aí. São cenas que deveriam ficar guardadas para sempre, em molduras nas paredes das casas, são obras eternas. O céu, a nuvem, a árvore, o pássaro, a flor, não tem nada igual. Para mim ficam emolduradas sim, na janela do ônibus, do quarto, do carro, eu vejo tudo enquadrado. São visões diárias que quase ninguém percebe, já eu, deslumbro...
"Eu vi o tempo brincando ao redor do caminho daquele menino"...
segunda-feira, 27 de abril de 2009
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Que engodo...
E neste exato instante, o que é já deixou de ser e o que já tinha deixado de ser volta a ser o que era antes. E agora, como eu saio desse engodo?...
quarta-feira, 22 de abril de 2009
O bagulho é segredo...
Foi tudo na semana passada, eu liguei pra encomendar o bagulho. Marcamos um encontro em um local público, pra não causar estresse. Chegando lá, mais uma ligação para confirmar quem era o figura. O figura tratava-se de um sujeito de estatura mediana, cor da pele bem morena, cabelo curto e bigode inconfundível. Quando dei de cara com o cara, já sabia que ele era dos meus. O papo estendeu-se por alguns minutos, tudo para disfarçar o real sentido daquele encontro, conversa baixa pra não incomodar e nem levantar suspeita de ninguém. Ele me mostrou a parada, tinha muitas, todas eram da boa. Experimentei alguns e decidi levar duas, uma grande e uma pequena. Conversamos mais um bocado e nos despedimos com aquele ar de até breve. Quando tava saindo percebi que outro sujeito nos olhava, era aquele mesmo sujeito que estava sentado lendo seu livro (talvez um ator que decorasse sua fala da peça) na hora que cheguei. Será que ele percebeu algo? Não dei muita moral, saí logo fora, se tivesse que acontecer algo eu resolveria depois. Cheguei em casa animado pra experimentar o bagulho, o bagulho era louco mesmo, gostei mesmo de ter comprado. Gostei tanto que até resolvi marcar outro encontro com o cara para desfrutar de mais. Ontem mesmo eu liguei novamente pra ele, outra vez marquei um encontro em local público. Dessa vez cheguei uns 10 minutinhos atrasado, o cara já tava lá me esperando, mais uma vez ele trouxe das boas. Nosso papo foi mais rápido, pois estava apressado, disse à ele que iria pro trabalho, mas na verdade queria era correr pra casa pra experimentar o bagulho de novo. Mas antes de sair, percebi que novamente tinha alguém observando toda a nossa conversa, agora tratava-se de uma mulher que estava de pé, assim perto da gente. No primeiro instante ela não levantou suspeita, mas quando estava saindo percebi o seu olhar de desprezo para mim. Enfim, mais uma vez não liguei pra quem nos olhou, havia comprado só um mesmo, mas esse era dos grandes. Cheguei em casa e me realizei com o bagulho, viagem total. Estava eu lá trancado em meu quarto, desfrutando da nóia, de repente batem à minha porta. Escondo rapidamente o bagulho e pergunto: "Quem é?", com uma voz bem séria. Respondem com uma voz alta e mais séria do que a minha: "Abra essa porta, é a polícia". Eram eles, me pegaram em flagrante, deram algumas bofetadas para me intimidar e me levaram pra cá, pra viatura. Nesse momento estou algemado, na parte de trás e à caminho da delegacia, provavelmente serei encarcerado. Quanto ao bagulho doido, ah, infelizmente vocês vão ficar sem saber, acabaram de abrir a porta pra mim descer e vão me levar lá pra dentro. Fica pra próxima...
sábado, 4 de abril de 2009
Tava querendo sair por aí...
Tava querendo sair por aí, encontrar novos lugares, fazer coisas diferentes, encontrar novas pessoas, descobrir velhas histórias da gente. Queria ver o mar e saber como ele era antigamente, queria ouvir a Bossa Nova que há muito é usada. Queria ouvir a banda que tocou nos anos sessenta e saber por qual razão ela ainda hoje se sustenta. Tava querendo sair por aí, ver gente das antigas que há muito não converso, brincar com aquele jogo que há muito foi sucesso. Queria ler aquele livro todo, que todos dizem ser a verdade e descobrir o porquê que ele mexe com a humanidade. Queria ver o céu e saber porque ele é azul, queria ver a lua e descobrir seu lado escuro, queria ser menino para andar naqueles muros. Tava querendo sair por aí, sem saber ao certo o que fazer, caminhar ao longo de uma estrada, sem saber o ponto certo da chegada. Queria fugir disso aqui, não aguento mais tanta pressão, queria encontrar novos rumos, procurar uma solução. Tava querendo sair por aí, mas não tenho coragem, acho que vou ficar aqui mesmo, no chão da minha cidade. Tava querendo sair por aí, descobrir todo um novo mundo, mas prefiro voltar e ficar na minha casa. Tava querendo sair por aí, tentar descobrir quem é que me ama, mas resolvi ficar aqui mesmo, na segurança da minha cama...
A esperança não me esperou
A esperança não me esperou,
A linda flor não desabrochou.
Aqueles sonhos foram embora
E já não sei o que fazer agora.
O que fazer com tanto amor,
Se já não tenho minha flor.
Lágrimas descem dos espinhos
E será que ficarei sozinho?
O sangue escorre na mão,
O amor foi ao chão,
A vida não tem mais razão.
O sonho acabou,
A tristeza chegou
E a minha esperança não me esperou.
(Janderson Felipe)
Sem esperar a esperança, escrevi esse poema. Espero que gostem...
A linda flor não desabrochou.
Aqueles sonhos foram embora
E já não sei o que fazer agora.
O que fazer com tanto amor,
Se já não tenho minha flor.
Lágrimas descem dos espinhos
E será que ficarei sozinho?
O sangue escorre na mão,
O amor foi ao chão,
A vida não tem mais razão.
O sonho acabou,
A tristeza chegou
E a minha esperança não me esperou.
(Janderson Felipe)
Sem esperar a esperança, escrevi esse poema. Espero que gostem...
Como dois e dois
Quando você
Me ouvir cantar
Venha não creia, eu não corro perigo
Digo, não digo, não ligo, deixo no ar
Eu sigo apenas porque eu gosto de cantar
Tudo vai mal, tudo
Tudo é igual quando eu canto e sou mudo
Mas eu não minto, não minto
Estou longe e perto
Sinto alegrias, tristezas e brinco
Meu amor
Tudo em volta está deserto, tudo certo
Tudo certo como dois e dois são cinco
Quando você
Me ouvir chorar
Tente, não cante, não conte comigo
Falo, não calo, não falo, deixo sangrar
Algumas lágrimas bastam pra consolar
Tudo vai mal, tudo
Tudo mudou, não me iludo e contudo
É a mesma porta sem trinco, o mesmo teto
E a mesma lua a furar nosso zinco
Meu amor
Tudo em volta está deserto, tudo certo
Tudo certo como dois e dois são cinco
(Caetano Veloso)
Pra comprovar que a parceria dos caras é antiga. Nesse vídeo eles cantam no programa de Roberto Carlos a música "Como dois e dois", que Caetano escreveu e Roberto gravou no seu CD de 1971...
Roberto Carlos ou Caetano Veloso?...
Não importa quem escreveu a canção, o que importa é que pros dois sempre dois e dois vão ser cinco. E juntando ambos, sempre teremos mais que dois, é só lembrar das muitas faces, formas de cantar e os cabelos que eles criaram durante a carreira. Não interessa quem compôs ou deixou de compor uma música, o que interessa é que eles escreveram diversas músicas e muitas de excelentes letras, belíssimas letras, simples, porém lindas. Também não dá pra compará-los, dizer quem foi o melhor, não existe melhor quando se fala de dois dos maiores cantores da música popular brasileira que, inclusive, a muito tempo são parceiros. Um já escreveu música pro outro, o outro já escreveu música pro um e assim foi a carreira deles, de muitos encontros, o último pra cantar a Bossa Nova, que já não tá mais tão nova assim, passando dos 50. Roberto e Caetano, são muito mais que dois e dois...
segunda-feira, 30 de março de 2009
"A cidade não pára, a cidade só cresce"...
Bela Fortaleza bela. Continuo aqui, agora pra falar do crescimento descontrolado dessa cidade que se transformou numa grande metrópole brasileira. Eu adoro essa cidade, a minha cidade, tão linda, mas que a cada dia vai enfrentando mais problemas de crescimento e de poluição.
Na minha visão, Fortaleza, nos últimos 5 anos, literalmente inchou. Isso mesmo, inchou. É só reparar na quantidade de carros que estão circulando nas nossas ruas. Cara, tá virando coisa de outro mundo, outro mundo não, outras cidades. Num tá assim um tráfego terrível como São Paulo, mas se não cuidarmos talvez chegue lá.
O número de engarrafamentos aumentou, todo santo dia das 6h da manhã até por volta das 8h30min, e de 18h às 20h, o trânsito tá um caos. Só pra vocês terem uma idéia, antes pra mim chegar na aula do CEFET, que fica no bairro do Benfica que é vizinho ao meu, o ônibus demorava cerca de 5 minutos. Mas agora pra chegar na faculdade, que fica no mesmo bairro, a jornada chega a cerca de 15 minutos. E nos dias de chuva, basta dá aquela chuvinha característica de 1º semestre nas manhãs de Fortaleza que fica tudo alagado. Quem precisa se deslocar de automóvel para a aula, o trabalho, a reunião, pode ter certeza que vai se atrasar pelo menos uma meia horinha.
"A cidade não pára, a cidade só cresce", e nesse ritmo de crescimento a poluição também vai aumentando. É muito a quantidade de lixo que tem nas nossas ruas cara, é só reparar agora ao seu redor quando estiver numa parada de ônibus, veja só a quantidade de lixo no chão. Muitas vezes acho que é a própria falta de educação das pessoas daqui e num é à toa que a EMLURB (Empresa Municipal de Limpeza e Urbanização) afirmou que todo dia tira 17 toneladas de lixo dos nosso bueiros, assim é de lascar né galera? Cara, o que custa comer, nem que seja um bombomzinho e jogar o papel no lixo? Há muito eu aprendi a não jogar mais lixo nas ruas, quando num tem lixeira, guardo o papel no bolso e só jogo fora quando vejo uma, mas vejo cada barbaridade por aí, sei não viu.
Fortaleza, terra da LUZ, linda cidade, cresceu, e se não tomarmos cuidado a situação só tende a piorar. Faço a minha parte, ainda que modestamente, mas se cada um dos habitantes desta cidade se conscientizarem de fazer um pouquinho por ela, teremos para sempre uma cidade conservada e sempre bela. Caso contrário a LUZ da cidade pode apagar por falta de preservação dos seus bens...
Versando sobre educação...
Lendo sobre a história da educação no Ceará para a escrita de minha monografia e viajando nos pensamentos e ideais da época do Império, cheguei a conclusão que a educação de hoje apresenta muitas similaridades com a daquele tempo.
A educação no Império era uma porcaria e ainda hoje ela vive numa agonia. Na Constituição de 1824 foi previsto que todo o ensino primário (Ensino de Primeiras Letras) será gratuito para todos. Beleza, um passo a frente na nossa educação, mas com a abertura de diversas escolas, todo e qualquer cidadão podia ensinar a ler e escrever.
Havia o ensino primário para as crianças, mas, pelo menos no Ceará, até o ano de 1884 não existia nenhum estabelecimento de ensino que formasse professores para lecionar na educação básica. A primeira escola criada para este fim foi a Escola Normal do Ceará (escola escolhida para eu estudar e falar da história das suas aulas de Educação Física), grande celeiro de formação, principalmente, de professoras. Mas aí é que tá, mesmo com esse avanço na nossa educação, ainda permaneciam os problemas, e muitos problemas.
Nos livros que estou lendo, escritos pela professora Ercília Braga (professora do curso de Pedagogia e pós-graduação da UFC, e talvez, quem sabe, minha orientadora na monografia) intitulados "Tinta, papel e palmatória: A escola no Ceará do século XIX" e "Formação Integral do Educando no Tempo da Escola Normal" que versam sobre o tema, existem muitos documentos (cartas, jornais, regulamentos) que comprovam as dificuldades da educação cearense daquela época.
Vale ressaltar que os principais favorecidos com a abertura da Escola Normal foram os filhos e, principalmente, as filhas da elite e das famílias mais influentes do estado, ou seja, esta educação não era pro povão. Coisa não muito diferente acontece ainda hoje, onde os principais acessos à educação superior vêm dessa elite.
Um grande problema que persiste até hoje é a pouca remuneração dada aos nossos professores, heróis que tratam de formar nosso povo, continuam tendo o seu trabalho desvalorizado atualmente.
Tanto naquela época como hoje continuam a faltar os materiais didáticos adequados e os próprios móveis das escolas, isso continua muito presente nesse Brasilzão afora, principalmente nas cidades interioranas mais afastadas, é só ver quase que diariamente nos jornais o descaso que ocorre em muitas escolas.
Outra coisa que vale ser lembrada é da "importação" de métodos de ensino, naquele tempo os nossos intelectuais iam estudar fora e traziam prontinhos as novas técnicas de ensino para serem aplicadas nas nossas escolas, sem ao menos verificarem se elas seriam adequadas ou não para a realidade daqui. Até hoje a metodologia que guia o ensino das escolas brasileiras, que são os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), também foram "importados" da Espanha. Os PCNs chegam a ser contraditórios, já que procura padronizar o ensino nacional, mas ao mesmo tempo dando brecha para as escolas agirem de acordo com suas necessidades, comé que pode isso? O próprio co-autor do capítulo sobre Temas Transversais dos PCNs, Yves de La Taille, afirma que os PCNs: "é uma proposta sofisticada que não se transformou em realidade."
Isso tudo é só pra chegar na relação ainda muito existente entre nossa educação do passado e a atual e pra gente perceber que a nossa educação continua atrasada em termos de valorização do nosso ensino. Muitas atitudes, digamos, revolucionárias e aceitáveis nas escolas estão aí para modificar esse quadro, mas muitas delas passam por chacotas por serem consideradas muito utópicas. Mas qual grande mudança não começou com uma utopia?...
quinta-feira, 26 de março de 2009
Além da dualidade
Mente sã
Em corpo são,
Escrito em sânscrito.
O que já foi escrito
Volta à tona,
As teorias na lona.
Positivo não é quântico,
Barroco não é romântico.
Todo não é parte,
Ciência não é arte.
Além da dualidade,
Tudo e nada viram complexidade.
Além da dualidade,
Amor e ódio viram cara metade.
Várias variáveis,
Idéias questionáveis.
Sabemos o que somos,
Mas não o que podemos ser.
Sai desse labirinto,
Adentra outro recinto.
Sai desse cativeiro,
Seja integral, íntegro, inteiro.
(Janderson Oliveira)
Em corpo são,
Escrito em sânscrito.
O que já foi escrito
Volta à tona,
As teorias na lona.
Positivo não é quântico,
Barroco não é romântico.
Todo não é parte,
Ciência não é arte.
Além da dualidade,
Tudo e nada viram complexidade.
Além da dualidade,
Amor e ódio viram cara metade.
Várias variáveis,
Idéias questionáveis.
Sabemos o que somos,
Mas não o que podemos ser.
Sai desse labirinto,
Adentra outro recinto.
Sai desse cativeiro,
Seja integral, íntegro, inteiro.
(Janderson Oliveira)
Poesia fresquinha, acabando de sair do forno da minha cabeça. Nos últimos dias lendo muito sobre tipos de conhecimento e suas diversas teorias, saiu isso aí. Não interessa em que você acredita, apenas acredite, ou não acredite em nada...
quarta-feira, 25 de março de 2009
Que papo é esse?
Eu vou cantar
Sussurrar no teu ouvido
Uma loa de maracatu
Que é pra tu se admirar
Oi mulher
Que papo é esse?
O que é que há?
Oi mulher
Canta comigo balança
Se entrar na dança não pode parar
Senta a mão
A tinta vai descascar
Sai do chão
Poeira vai levantar
Senta a mão
A tinta vai descascar
Romã, romã, mandou mandar
Eu vou mandar você bater na lata
Pra tirar o som
Pra tirar o som você vai bater na lata
É massa bater na lata
A lata que se amassa
A massa que se agita
A gente grita:
- Ela é bonita
Com seu "vuco-vuco" ligeiro e medonho
Lá vai Zefinha e Antônio
Debaixo daquele capucho
Voltou Zefinha com um bucho
Pra mais um
Tonho chegar
Na lata de Pajeú
Fez seu primeiro tambor
A loa que ele soprou
Eu vou agora sussurar
Oi mulher
Que papo é esse?
O que é que há?
Oi mulher
Canta comigo balança
Se entrar na dança não pode parar
(Orlângelo Leal)
É do Siará, é nosso. Grande banda daqui do nosso estado que tira um som muito bom e contagiante. Poesia, teatro, dança e música, tudo junto e bem humorado, isso é Dona Zefinha. O vídeo é da música "Que papo é esse?", música da Dona Zefinha com participação especial da Banda de Lata de Todas as Cores...
segunda-feira, 23 de março de 2009
EGO-centrismo...
Eu estou aqui para ser visto e ouvido. Não me interessa ficar do lado de fora, eu tenho que estar no centro. As luzes são aqui oh, em mim, o escuro não me agrada, pois ele me cega. "Às vezes acho que o centro do universo tá no meu umbigo." Olhe que isso não é pretensão, só quero que olhem para mim. Não apenas 15 minutos de fama, mas o tempo todo, este é o meu tempo. Me desculpem se o meu ego está inflado, mas ele está necessitado. No centro, no meio de tudo só eu. "Acho que alguém aqui pirou, eu ando desconfiado que esse cara sou eu."
Inda bem que num sou assim oh, acho que era tudo engano, insano...
segunda-feira, 16 de março de 2009
A educação física e as mídias...
Um novo fator que está relacionado com a cultura corporal do movimento contemporânea são as mídias. Estas estão passando, cada vez mais, para as novas gerações, conteúdos que contemplam o esporte espetáculo, o que torna as crianças e adolescentes mais telespectadores do que propriamente participantes dos esportes em geral.
Cabe à educação física escolar uma nova competência pedagógica, que é a de contribuir para a formação crítica, inteligente e sensível dos seus alunos frente às produções realizadas pela mídia no âmbito da cultura corporal do movimento. Ou seja, cabe a nós professores de educação física garantirmos o acesso das crianças e jovens às mídias, porém passando uma visão crítica da realidade sobre aquilo que eles estão consumindo dos meios de comunicação.
Não cabe falar em educação nas mídias e com as mídias quando se trata a educação física escolar em apenas duas óticas: compensatória/terapêutica ou esportivização. No primeiro caso a educação física teria como objetivo a saúde e o estilo de vida ativo dos praticantes e no segundo caso a educação física é vista como base para formação de atletas.
Desta maneira a educação física escolar então tende a extinguir-se, pois esta não conseguiria concorrer com clubes e academias que tratam de melhorar a qualidade de vida das pessoas e, portanto, não caberia falar de uma educação física compensatória/terapêutica na escola. Quando se fala na esportivização, é óbvio que a educação física escolar apontaria para um retrocesso, já que esta já havia superado a unanimidade do esporte de rendimento nas suas aulas.
A incorporação da televisão e de vídeos ao ensino da educação física pode até trazer muitas vantagens para o aprendizado dos alunos, bastaria o professor utilizar a perspectiva da vivência/conhecimento/reflexão. No entanto, haveria a dificuldade em localizar e obter vídeos adequados, pois as matérias midiáticas que contemplem uma reflexão sobre a educação física são poucos presentes na TV aberta.
Esta proposta de utilizar a TV e vídeos nas aulas de educação física seria algo inovador e bem interessante, pois ao mesmo tempo em que estaríamos dando "um tempo" na prática, teríamos a capacidade de trabalhar os diversos outros temas que abrangem o conteúdo da educação física. Creio que também seria menos cansativo para os alunos do que assitirem somente à aulas expositivas, dessa maneira, visualizando o conteúdo através de imagens de TV, acho que seja mais atraente para eles. O único problema para essa metodologia nas aulas de educação física é realmente a falta de material que contemple os conteúdos a serem trabalhados.
Cabe à educação física escolar uma nova competência pedagógica, que é a de contribuir para a formação crítica, inteligente e sensível dos seus alunos frente às produções realizadas pela mídia no âmbito da cultura corporal do movimento. Ou seja, cabe a nós professores de educação física garantirmos o acesso das crianças e jovens às mídias, porém passando uma visão crítica da realidade sobre aquilo que eles estão consumindo dos meios de comunicação.
Não cabe falar em educação nas mídias e com as mídias quando se trata a educação física escolar em apenas duas óticas: compensatória/terapêutica ou esportivização. No primeiro caso a educação física teria como objetivo a saúde e o estilo de vida ativo dos praticantes e no segundo caso a educação física é vista como base para formação de atletas.
Desta maneira a educação física escolar então tende a extinguir-se, pois esta não conseguiria concorrer com clubes e academias que tratam de melhorar a qualidade de vida das pessoas e, portanto, não caberia falar de uma educação física compensatória/terapêutica na escola. Quando se fala na esportivização, é óbvio que a educação física escolar apontaria para um retrocesso, já que esta já havia superado a unanimidade do esporte de rendimento nas suas aulas.
A incorporação da televisão e de vídeos ao ensino da educação física pode até trazer muitas vantagens para o aprendizado dos alunos, bastaria o professor utilizar a perspectiva da vivência/conhecimento/reflexão. No entanto, haveria a dificuldade em localizar e obter vídeos adequados, pois as matérias midiáticas que contemplem uma reflexão sobre a educação física são poucos presentes na TV aberta.
Esta proposta de utilizar a TV e vídeos nas aulas de educação física seria algo inovador e bem interessante, pois ao mesmo tempo em que estaríamos dando "um tempo" na prática, teríamos a capacidade de trabalhar os diversos outros temas que abrangem o conteúdo da educação física. Creio que também seria menos cansativo para os alunos do que assitirem somente à aulas expositivas, dessa maneira, visualizando o conteúdo através de imagens de TV, acho que seja mais atraente para eles. O único problema para essa metodologia nas aulas de educação física é realmente a falta de material que contemple os conteúdos a serem trabalhados.
Texto adaptado de resumo escrito para a disciplina de Educação Física no Ensino Fundamental e Médio do Curso de Licenciatura em Educação Física da Universidade Federal do Ceará...
quinta-feira, 12 de março de 2009
Diferente, não é igual?...
"Todos iguais e tão desiguais, mas uns mais iguais que os outros...", "O que faz as pessoas parecerem tão iguais? O que fazem as pessoas para serem tão iguais?...". Nesse mundo de modismo e padronização de tudo, cada vez mais a moda é ficar todo mundo igual. Igual no estilo de se vestir, no jeito de falar, no estilo de cabelo. Se tem que imitar a novela da Globo, todo mundo vai e imita, se tem que virar "emo", todo mundo vai lá e vira, se tem que dançar o CREU, todo mundo vai e dança.
Pô, cada um faz da sua vida o que quiser, mas num precisa ser marionete que só vai sendo comandado por um poder maior. Esse poder, talvez o quarto poder, pode ser a mídia, manda e desmanda onde e em quem quiser. Pô galera, vamos ser mais críticos na hora de escolher nossos modos de se apresentar, pra que seguir a mesma linha de todos? O pior, é que quando a pessoa quer fazer algo diferente do "normal", do igual, ela acaba sendo tachada de anormal, de diferente, é isso que lasca.
Mais uma vez volto as palavras de Bob Marley: "Enquanto vocês riem de mim por eu ser diferente, eu rio de vocês por serem todos iguais." Nesse mundo de desigualdades sociais e igualdades supérfluas, eu só quero mesmo uma igualdade. A igualdade de direito para todos, inclusive para aqueles ditos "diferentes"...
sexta-feira, 6 de março de 2009
Era tudo mentira...
De todas as palavras mencionadas, faladas, expressas, escritas por esta pessoa que vos fala, esqueça, pois era tudo mentira. Todas as palavras ditas sobre o amor, sobre a felicidade, sobre a alegria, todas não passavam de meras bobagens a serem ditas para impressionar. De todas as críticas postas, os versos de justiça, as frases contra o sistema, tudo não passava de mentira, era tudo dito para querer esconder o meu verdadeiro caráter.
Os sonhos de mudança social, a guerra contra o preconceito, a tentativa de igualdade, a busca por uma educação melhor, o respeito entre as religiões, a esperança em ver o homem como um ser melhor, a crítica contra a mídia, a descrença no dinheiro, a expectativa de encontrar a verdade, o ideal do amor, o combate à destruição da natureza, as palavras contra os políticos, a sede de esperança, esqueça tudo isso, era tudo mentira.
Todas essas idéias propostas, faladas, comentadas não passavam de farsa para esconder a minha realidade, a minha verdadeira visão de mundo. Esqueça os beijos e abraços, os desejos de paz e amor, as palavras doces para acalentar, tudo que eu queria era dizer o oposto disso tudo e só agora tenho coragem para revelar isso. Esse carinha que diz gostar de carinho, só quer ver o mal para os outros. Essa pessoa que se faz de amigo, não passa de ser o seu primeiro inimigo.
Esqueça tudo que foi falado ou escrito por mim até hoje, pois era tudo mentira...
Os sonhos de mudança social, a guerra contra o preconceito, a tentativa de igualdade, a busca por uma educação melhor, o respeito entre as religiões, a esperança em ver o homem como um ser melhor, a crítica contra a mídia, a descrença no dinheiro, a expectativa de encontrar a verdade, o ideal do amor, o combate à destruição da natureza, as palavras contra os políticos, a sede de esperança, esqueça tudo isso, era tudo mentira.
Todas essas idéias propostas, faladas, comentadas não passavam de farsa para esconder a minha realidade, a minha verdadeira visão de mundo. Esqueça os beijos e abraços, os desejos de paz e amor, as palavras doces para acalentar, tudo que eu queria era dizer o oposto disso tudo e só agora tenho coragem para revelar isso. Esse carinha que diz gostar de carinho, só quer ver o mal para os outros. Essa pessoa que se faz de amigo, não passa de ser o seu primeiro inimigo.
Esqueça tudo que foi falado ou escrito por mim até hoje, pois era tudo mentira...
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Desligue a TV
De vez em quanto olhe um pouco pro céu
De vez em quando pise com o pé no chão
De vez em quando dê um grande sorriso
De vez em quando encare a cara do mundo
De vez em quando abrace e beije o que der
De vez em quando tome um banho de mar
Desligue a tv que o que você vê
Pra viver não é preciso
De vez em quandosinta o seu coração
De vez em quando se apaixone demais
De vez em quando chore um pouco também
De vez em quando fique um pouco sozinho
De vez em quando caia na multidão
De vez em quando faça o que bem quiser
É como diz o ditado:
- Não fazer nada fica mal acostumado
De vez em quando pense no seu futuro
De vez em quando olhe pro seu passado
De vez em quando saiba quem você é
De vez em quando use bermuda e chinelo
De vez em quando faça uma viagem
De vez em quando faça versos de amor
Desligue a tv que o que você vê
Pra viver não é preciso
De vez em quando sinta o cheiro da chuva
De vez em quando tome um vinho num bar
De vez em quando um bom livro pra ler
De vez em quando é bom sair do casulo
De vez em quando o balanço da terra
De vez em quando o balanço do mar
É como diz o ditado:
- Não fazer nada fica mal acostumado
Desligue a tv que o que você vê
Pra viver não é preciso
(Beto Brito)
Um dia desses aí eu entrei no Orkut e tinha um recado lá pra mim desse cara, Beto Brito. Ele pediu pra mim dá uma olhada no trabalho dele que está no site www.betobrito.com, eu entrei no site e simplesmente me apaixonei pelas músicas do cara. Uma mistura de forró com rock, guitarra com rabeca, tudo acabando no seu "Imbolê", mas uma mistura ótima da música brasileira. Poisé, entrem no site e descubram a música de Beto Brito, esse vídeo aqui é da música "Desligue a TV" (o que você vê pra viver não é preciso), desfrutem bem...
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Cheguei aos 21...
Ontem cheguei aos 21 e o terceiro passo foi dado em minha jovem vida. Daqui pra frente creio que vai ser tudo mais difícil, mais preocupações, mais responsabilidades, a adultez definitivamente chegou e já sou um homem feito.
Há 21 anos eu estava nascendo, nem no dia 19 e nem no dia 21, mas no dia 20 de fevereiro, um número fechado. Dizem que sou do signo de Peixes, se bem que não acredito muito nessas coisas, mas as características desse signo encaixam na minha personalidade. Todo pisciano é sonhador, sensível, chorão e não sou muito diferente disso não.
Nasci no período do carnaval, mas não sou nada carnavalesco, nada folião. Não gosto da algazarra, da folia, prefiro o silêncio da calmaria. "Dançamos no silêncio, choramos no carnaval" e isso quase que é verdade para mim.
Ontem eu ganhei muitos presentes, muitas coisas materiais, mas sem sombra de dúvidas os principais presentes foram as palavras. Palavras sinceras vindas de uma pessoa sincera e que é a que eu mais amo na minha vida, a pessoa mais importante para mim. Essa pessoa não gosta muito de expor seus sentimentos, mas quando faz isso, só falta me matar de alegria e de emoção. Só ela sabe quem eu realmente sou de verdade, só ela entende esse pobre sonhador, só ela entende meus códigos, só com ela sei me livrar das minhas angústias. Com ela eu tenho afeto, afago, afinidade, amor. Obrigado por tudo, você que me ama de verdade.
Para o próximo aniversário só queria uma coisa, queria que as pessoas fossem mais parecidas comigo, não iguais é claro, mas pelo menos parecidas. Queria que as pessoas fossem menos egoístas, mais generosas. Menos más, mais afáveis. Menos preconceituosas, mais verdadeiras. Só por um dia queria que as pessoas amassem a todas e soubessem respeitar as diferenças, aí sim elas veriam que esse é o caminho certo para o futuro dessa humanidade tão desorientada. Sei que isso é impossível nos dias de hoje, mas ainda tenho esperança nesse bicho chamado "ser humano".
Retribuo a todos as palavras que desejaram para mim neste meu aniversário, muitas felicidades, saúde, amor e muito, mais muito mais para todos nós...
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
O que você vai ser quando você morrer?...
E aí, quem estará vivo para responder esta pergunta? O que você vai ser quando você morrer? Andei pensando e existem várias opções para este fato de nossas vidas, ou, de nossas mortes. Você pode simplesmente querer ser enterrado numa vala comum (“sem discurso liberal”), você que tem uma graninha a mais pode optar por um túmulo bonito para ficar lá pra sempre ou até tirarem seus restos mortais de lá. Também tem a opção de ser cremado, aí você pode ser jogado num lago, no mar ou pode ficar guardado numa caixinha para sempre com sua família. Lendo umas coisas por aí, descobri algo surpreendente sobre a morte, ou sobre o após morte, você sabia que agora você pode pagar (ainda em vida é claro) para suas cinzas serem jogadas no espaço? É meu amigo, isso já existe sim.
Vixe, relendo esse parágrafo aí em cima pensei, até na morte existem diferenças econômicas, os menos favorecidos são enterrados em qualquer cova por aí, agora os ricos, já que com certeza deve ser caríssimo enviar seus restos mortais para lá, já podem ficar para sempre viajando sem rumo pelo universo afora, ou pelo menos as suas cinzas.
Ainda tem outra opção, a mumificação. Aqueles que como vários povos de antigamente acreditam que podem voltar a viver, é só se conservar naquele monte de pano. E os que acreditam em espíritos, almas ou coisas parecidas? Seus corpos irão ficar e automaticamente sua alma vai vagar por aí até encontrar outro abrigo? Ou aqueles que como Jesus, acham que vão ressuscitar, o catolicismo realmente prega isso?
Para não entrar em questões religiosas, prefiro ficar apenas na minha vã filosofia que talvez para muitos não sirva pra nada, mas pra mim serve muito. E aí, já escolheu o que você quer ser quando morrer? Prefiro apenas continuar vivendo esta vida que como já disse muitas vezes, tenho apenas essa pra ser vivida. A morte? Ah a morte, enquanto muitos pensam no após a morte, tô nem aí pra isso, é só esperar ela chegar e olhe que um dia ela chega, pode vir devagar, mas pode chegar daqui a pouco, é só o fim dessa coisa maravilhosa que é a vida, nada mais...
Vixe, relendo esse parágrafo aí em cima pensei, até na morte existem diferenças econômicas, os menos favorecidos são enterrados em qualquer cova por aí, agora os ricos, já que com certeza deve ser caríssimo enviar seus restos mortais para lá, já podem ficar para sempre viajando sem rumo pelo universo afora, ou pelo menos as suas cinzas.
Ainda tem outra opção, a mumificação. Aqueles que como vários povos de antigamente acreditam que podem voltar a viver, é só se conservar naquele monte de pano. E os que acreditam em espíritos, almas ou coisas parecidas? Seus corpos irão ficar e automaticamente sua alma vai vagar por aí até encontrar outro abrigo? Ou aqueles que como Jesus, acham que vão ressuscitar, o catolicismo realmente prega isso?
Para não entrar em questões religiosas, prefiro ficar apenas na minha vã filosofia que talvez para muitos não sirva pra nada, mas pra mim serve muito. E aí, já escolheu o que você quer ser quando morrer? Prefiro apenas continuar vivendo esta vida que como já disse muitas vezes, tenho apenas essa pra ser vivida. A morte? Ah a morte, enquanto muitos pensam no após a morte, tô nem aí pra isso, é só esperar ela chegar e olhe que um dia ela chega, pode vir devagar, mas pode chegar daqui a pouco, é só o fim dessa coisa maravilhosa que é a vida, nada mais...
Eu também vou reclamar
Mas é que se agora
Pra fazer sucesso,
Pra vender disco
De protesto
Todo mundo tem
Que reclamar.
Eu vou tirar
Meu pé da estrada
E vou entrar também
Nessa jogada
E vamos ver agora
Quem é que vai güentar.
Porque eu fui o primeiro
E já passou tanto janeiro,
Mas se todos gostam
Eu vou voltar.
Tô trancado aqui no quarto
De pijama
Porque tem visita estranha na sala
Aí eu pego e passo
A vista no jornal.
Um piloto rouba um "mig",
Gelo em Marte, diz a Viking,
Mas no entanto não há galinha em meu quintal.
Compro móveis estofados,
Me aposento com saúde
Pela assistência social.
Dois problemas se misturam
A verdade do Universo
A prestação que vai vencer.
Entro com a garrafa
De bebida enrustida
Porque minha mulher
Não pode ver.
Ligo o rádio
E ouço um chato
Que me grita nos ouvidos
"Pare o mundo
Que eu quero descer".
Olho os livros
Na minha estante
Que nada dizem de importante,
Servem só prá quem
Não sabe ler.
E a empregada
Me bate à porta,
Me explicando
Que tá toda torta
E já que não sabe
O que vai dá prá mim comer.
Falam em nuvens passageiras
Mandam ver qualquer besteira
E eu não tenho nada
Pra escolher.
Apesar dessa voz chata
E renitente
Eu não tô aqui
Pra me queixar
E nem sou apenas o cantor.
Que eu já passei
Por Elvis Presley,
Imitei Mr. Bob Dylan and you know
Eu já cansei de ver
O sol se pôr.
Agora eu sou apenas
Um latino-americano
Que não tem cheiro
Nem sabor.
E as perguntas continuam
Sempre as mesmas,
Quem eu sou?
Da onde venho?
E aonde vou, dá?
E todo mundo explica tudo
Como a luz acende
Como um avião pode voar.
Ao meu lado um dicionário
Cheio de palavras
Que eu sei que nunca vou usar.
Mas agora eu também resolvi
Dar uma queixadinha
Porque eu sou um rapaz latino-americano
Que também sabe
Se lamentar.
E sendo nuvem passageira
Não me leva nem à beira
Disso tudo
Que eu quero chegar.
-E fim de papo!
(Raul Seixas / Paulo Coelho)
Para mim, com certeza esse foi o primeiro cara rock n' roll que eu escutei na vida. Quando eu ainda era menino vivia cantarolando por aí "Quem não tem colírio usa óculos escuro", sabia nem de quem era a música. Aí num aniversário meu, acho que de 1996, no auge dos meus oito anos ("Oh que saudades que tenho da aurora da minha vida...) ganhei um CD da minha tia, era uma coletânea com os grandes sucessos de Raul. Pronto, a partir daí num parei mais de ouvir e tocar Raul, já ouvi de tudo dele, tanto os sucessos quanto o "lado B", Raulzito e os Panteras (comportado feito os Beatles, depois virou maluco beleza), cantou músicas do Elvis e até em espanhol descobri que o cara gravou. E é bom que o cara num ficou só no rock (ele que foi um dos pioneiros do gênero no Brasil), passou pelo baião, brega, forró e até toques de macumba também. Realmente esse cara foi um dos grandes da nossa música. Essa música aí chama-se "Eu também vou reclamar" do "lado B" do Raul, dê uma olhada no clipe, alright...
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Só algumas coisas sobre mim...
A minha vida é vivida a passos lentos, lentos mais que sempre chegam lá. Os passos sempre chegam ao caminho certo, mesmo dando voltas demais para chegar. A minha vida realmente é diferente, o mais difícil é muito fácil e o mais fácil é muito, mais muito difícil mesmo. O que era pra ser mais fácil, como ter um pai, é uma coisa bem difícil pra mim, ora bolas, todo mundo tem um pai, é tão normal. Mas eu não, aos 5 eu já não tinha mais pai e nunca ninguém ocupou esse espaço, não sei se isso foi bom ou ruim. O que era pra ser tão difícil, como passar numa instituição pública de ensino, foi tão fácil pra mim, passei logo foi em duas. Sem esforço algum passei no Ensino Médio (CEFET-CE) e no Ensino Superior (UFC) e sem estudar quase nada, só fiz as provas com o pouquinho que sabia e quando saiu o resultado estava lá a surpresa: APROVADO. Eu sou tão assim, digamos, sortudo, quando eu menos espero as coisas boas acontecem na minha vida, do nada, mas sempre está ocorrendo coisas ruins também, não quero falar sobre isso, mas dia-a-dia as coisas ruins acontecem na minha vida e é logo com as pessoas que estão perto de mim, mas isso não quero falar. Apesar de tudo eu posso dizer que sou uma pessoa muito feliz e que adora e ama a vida, afinal de contas temos apenas uma pra ser vivida. E ela deve ser bem vivida, especialmente com aquelas pessoas que nós amamos e olhe que eu amo muita gente, mais muita gente mesmo, é que muitas vezes não sei demonstrar esse amor, talvez sinta vergonha de demonstrar, mas espero que chegue um dia que eu possa sair falando pra todos que eu gosto: eu te amo. Enquanto isso sigo minha vida de pensador/sonhador, adorando o meu jeito de ser, sem precisar usar nada (nada que eu digo são drogas, álcool, ou coisa parecida) pra me sentir mais feliz e disposto a continuar vivendo, querendo sempre ajudar um amigo que precisa e esperando pra ver as surpresas que continuarão a aparecer no meu caminho...
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