Diante da “palavra hotel escrita em neon” eu vejo mais uma noite que cai do quarto andar de um prédio ubicado em uma cidade que eu nem sei o nome. Corre o vento, correm os carros e posso perceber os passos de pessoas que passam pelas praças despovoadas, são inúmeras as praças desta cidade que ainda não sei o nome, praças vazias no clarão da noite de lua cheia. É só mais uma noite em um lugar distante, distante de tudo e de todos aqueles que fazem parte da minha história, essa é a minha nova história, onde nós vamos sair vencedores. E o verbo ir conjugado na última afirmação me lembra um presente com sentido de futuro e com a cara do passado, presente vivido, futuro esperado, passado recordado. A noite passa e posso sentir o aroma de flores vindas de um lugar distante e que amanhecerão mortas sob o sol desta cidade que sigo sem saber o nome, isso me lembra um antigo personagem que se pergunta: “Quem é que quer flores depois de morto? Ninguém.”, ainda mais estas flores também estando mortas. Da janela sinto o vento frio vindo de uma serra localizada nas proximidades desta cidade que ainda não descobri o nome ou será o vento vindo do rio que corre no meio da mesma cidade? Já respirei do ar daquela serra, já bebi da água daquele rio, deve ser isso que me fez sentir vontade de permanecer nesta cidade que não consigo lembrar o nome. Noite medonha que está apenas começando, noite escura onde todos dormem e eu acordo, noite sinistra que me invade de vozes e sons delirantes, noite sombria com suas sombras a me perseguirem. Enfim saio da janela e descubro no anúncio de televisão o nome da tal cidade, é aquela velha cidade com tantos templos e praças, velha cidade que nos deu um ilustre filho que canta “um preto, um pobre, uma estudante, uma mulher sozinha, blue jeans e motocicletas, pessoas cinzas normais, garotas dentro da noite, revólver: cheira cachorro, os humilhados do parque com os seus jornais” e isso tudo me interessa mais, no entanto, me faz chegar a conclusão de que sou só na solidão de Sobral sob um sábado sombrio. Adeus sábado sombrio, nestes últimos minutos que te restam eu me retiro para meu descanso notívago, eu me despeço em nome do céu, da terra, da noite e do dia que amanhã virá, adeus...
sábado, 14 de maio de 2011
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Pra ela...
No ônibus, na viagem, na mochila, no violão, levo a lembrança, a recordação. Minha cabeça, minha loucura, minha caneta, meu papel, escrevo o poema, o cordel. Deixei o meu amor quatro horas e meia para trás, segui em frente e aprendi que errei ainda mais. Pensei que estava feita minha alegria, mas nessa vida ninguém sabe do que é capaz. Descobri em minha eterna vã filosofia que não se pode deixar um amor assim para trás. Nem nas capas das revistas, nem nos anúncios dos jornais, nem nas telas dos cinemas, nem nos horóscopos semanais, não encontrei nada igual em nenhum desses locais. Procurei em tantos cantos, procurei em tantos contos. Passei por tantos prantos, passeei por tantos pontos. Procurei em tantos casos, procurei em tantas casas. Passei por tantos lares, passeei por tantos mares. Nada me fascinou mais do que os olhos de minha menina, são dois “olhos negros, cruéis, tentadores” como dizem os compositores. E as gotas de água que caem dos meus olhos se misturam às lágrimas de chuva que caem lá fora, ao mesmo tempo, no mesmo instante, em uníssono. Desculpa se às vezes eu faço parecer que eu esqueço que eu te amo, mas é porque é tudo novo, é vida nova e me deixo levar pela beleza da vida. Desculpa meu egocentrismo exacerbado que só você conhece, é que fico encantado como pode haver tanta idolatria em tamanha simplicidade, não sei se isso é vício ou virtude. Só não esqueça que essa coisa chamada amor é bem menor do que o sentimento que a gente sente, pois amar todo mundo ama, todo mundo se ama, só a gente tem o nosso próprio sentimento, nosso próprio cantinho, nossa própria casa. E nem as quatro horas e meia de viagem, nem as lágrimas de saudade, nem o meu egocentrismo exacerbado haverão de nos vencer...
domingo, 8 de maio de 2011
Teoria da conspiração
Obama fugindo pras colinas no Japão.
Bush perdido nas montanhas do Afeganistão,
Saddam descansando nos lençóis do Maranhão.
Estados Unidos comandam tudo com empolgação,
Alemanha ficou feliz com a divisão.
Cuba há muito tempo clama por libertação,
Palestina esqueceu tanta humilhação.
Comunismo comungado com nenhuma comunhão,
Fidel abandonado pela sua embarcação.
Stalin nunca matou por inanição,
Os soviéticos sempre tiveram a sua União.
Verdade absoluta num livro de ficção,
Lágrimas caindo num filme de ação.
Balas perdidas atingem o coração,
Pessoas nascendo na próxima estação.
Cristo de volta após a ressurreição,
Confiança total na religião.
Mendigo oferecendo pedaço de pão,
Políticos sinceros na televisão.
Brasil ocupando a primeira posição,
O povo unido pela educação.
Chuva castigando a aridez do sertão,
Rio transbordando não causa inundação.
Luiz está vivo lá pros lados do Sudão,
Raul já virou o novo rei do baião.
Jackson toca guitarra com distorção,
Sivuca foi à feira comprar seu violão.
Vovó cansada de tanta oração,
Vovô desesperado com tanto sermão.
Mamãe desistindo da liquidação,
Papai voltou pra dar a sua bênção.
Não, não é mentira, eu tenho razão,
Está tudo gravado na minha conspiração.
Não, não há segredo, tudo tem explicação,
Nas palavras precisas da minha conspiração.
(Janderson Oliveira)
sexta-feira, 22 de abril de 2011
quinta-feira, 14 de abril de 2011
“I want you so bad”...
What I feel is more than love, is more than passion, it’s an inexplicable feeling that to burn in the bottom of the lovers’ heart. My loneliness and my sadness bore me a lot and I don’t know what to do, I close my eyes and I think about our great moments, but you don’t know how I’m so bad.
Now our worlds are different, our lives are other, our ways are changed, but I can wait for days, months or years and in the end we are going to be together like ever, forever…
sábado, 9 de abril de 2011
Sob vários pontos de mim...
sou eu mesmo, mas apenas metade de mim, o lógico, o coerente, o natural, o racional...
é minha outra metade, o oposto, o criativo, o passional, o indecifrável...Como as pessoas me veem...
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Falando a verdade no dia da mentira...
quarta-feira, 30 de março de 2011
Duas naturezas...
terça-feira, 29 de março de 2011
Fim do mundo...
Aí eu lembro que no Brasil não tem atentados, não tem guerras, não tem terremotos, mas uma mulher consegue chegar ao poder, é o fim do mundo mesmo viu.
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sábado, 26 de março de 2011
Tudo isso por míseros trocados...
segunda-feira, 21 de março de 2011
Contradições, mentiras e enganos sobre o mundo...
E mais uma vez lançam mão da “guerra pela paz” e sigo a perguntar: será que existe contradição maior do que essa? Será que eles não aprendem? E mais uma pergunta: quem sai feliz com tantas guerras? Não há resposta certa para isso, só sei que “ao vencedor, as batatas” e “que chore o perdedor”. "Não me entrego sem lutar, tenho ainda coração, não aprendi a me render, que caia o inimigo então", se pelo menos transformassem a guerra em palavras poéticas, será que adiantaria?
Enquanto isso o Brasil se engana e arria as calças para o novo “dono do mundo”. “O Brasil é o país do futuro”? Não, não, para ele “o futuro é hoje e cabe na mão”! Êta Brasil, vamos que vamos celebrar nossas excelentes relações internacionais “e esquecer a nossa gente que trabalhou honestamente a vida inteira e agora não tem mais direito a nada”. Será que queremos e deixaremos enganar a nós mesmos? “O engano está na própria verdade”. Haja pão pra tanta gente!
Falando nisso, infelizmente o Japão é um bom exemplo de que mesmo com tanta tecnologia a natureza ainda é mais forte do que nós. E quanto à Líbia, se explodirá com a bomba nuclear e levará Kadhafi embora? Gritem suas mentiras por todos os lados, estão todos de ouvidos abertos a escutar.
Até quando seremos controlados pelos poderosos que decidem tudo? Até quando seremos privados de nossa liberdade e de nossos reais direitos? Quando teremos nossa vez e nossa voz? Termino falando como Bob Marley “that until the basic human rights are equally guaranteed to all without regard to race, there's a war” e lembrando que o tempo passa mais as contradições, mentiras e enganos continuam, quão inteligente era aquela menina Nina...
"O pior cego é aquele que não quer ver"...
Todos contando os dias para o próximo feriadão e meninos de beira de estrada seguem com suas pás e enxadas tapando buracos de nossas esburacadas estradas federais, tudo isso por míseros trocados de motoristas que jogam suas moedas pelas janelas. E meninas de beira de estradas seguem com suas poucas idades e roupas vendendo seu corpo para míseros motoristas que querem tapar seus buracos de solidão ao longo das mesmas esburacadas estradas, tudo isso por míseros trocados.E na semana que insistem em chamar de Santa, vamos celebrar e contar "todos os mortos nas estradas". Se ao menos o menino que morreu na cruz aos trinta e três e que ressuscitou ao terceiro dia pudesse fazer algo para evitar tantos pecados! Mas quando ele voltará? Até lá só nos resta abrir os olhos e mudarmos nós mesmos. Amém! Hey men! Amem!...
sábado, 12 de março de 2011
"12 de novembro de 1932"...
quarta-feira, 9 de março de 2011
ISSO...
E mais uma vez lanço mão da frase: “dançamos no silêncio, choramos no carnaval”, mas é porque pra mim isso é muito verdade. Quantas vezes ela me chamou para dançarmos mesmo com nenhuma música para ser tocada, e como choramos nesse carnaval que finda agora na quarta-feira de cinzas. Aí me lembro da Fênix que ressurge das cinzas, assim como ressurgiu nosso amor e tornou-se mais forte como nunca antes. Amor? Amor é muito pouco para explicar ISSO que a gente sente um pelo outro, amor é muito anos 60, todo mundo usa esse sentimento, essa coisa, esse verbo. O que a gente sente um pelo outro é muito maior do que qualquer outro sentimento, outra coisa, outro verbo que exista, tanto que tivemos que criar um sentimento, uma coisa, um verbo só nosso para explicar ISSO. E afinal, quem é essa pessoa de que falo aqui? Ora, é aquela mesma Menina que cresceu, virou mulher, mas não perde a meninice, só nós entendemos tudo ISSO. ISSO que começou na primeira carta escrita há muito tempo, amadureceu, passou de fase, mudou o ponto de vista e continuará para sempre, repito, para sempre. Então Menina que cresceu, virou mulher, mas não perde a meninice, eu te BeJ, quem quiser decifre, mas será difícil...
segunda-feira, 7 de março de 2011
"Tententender" ²...
sexta-feira, 4 de março de 2011
"Tententender"...
quinta-feira, 3 de março de 2011
O sonho acabou
quarta-feira, 2 de março de 2011
Mais uma vez seremos só nós dois
Não vá dizer que o princípio já chegou ao fim.
Não me diga que aqueles beijos foram à toa,
Não me diga que as conversas não foram boas.
Vou respeitar seus sentimentos nesse momento,
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
“Quarta-feira, 23 de fevereiro de 1944"...
O melhor remédio para os amedrontados, solitários ou infelizes é sair, ir a um local em que possam ficar a sós, com o céu, a natureza e Deus. Só então você pode sentir que tudo é como deveria ser, e que Deus deseja a felicidade das pessoas em meio à beleza e à simplicidade da natureza.
Enquanto isso existir – e deve existir para sempre -, sei que haverá consolo para toda tristeza, em qualquer circunstância. Acredito firmemente que a natureza pode trazer conforto a todos que sofrem.
Ah, quem sabe, talvez não demore muito antes que eu possa compartilhar esse sentimento de felicidade avassaladora com alguém que sinta o mesmo que eu.”
Há exatos 67 anos Anne Frank escrevia isso em seu caderno, e a mesma quarta-feira que foi em Amsterdã é a mesma que se passa hoje em Sobral. Mas por que reclamar de solidão se estou rodeado de vida? Por começar pelas aranhas e formigas que invadem meu apartamento...
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Ponto de vista...
“A cabeça pensa a partir de onde os pés pisam”. Pra você me entender vai depender de onde você está, de onde você vive, do que você aprendeu sobre mundo, do que você aprendeu sobre a vida, e enfim, do que você aprendeu sobre mim. Na maioria das vezes os olhos lêem, mas a cabeça não entende porque não aceita a diferença, a opinião alheia, deve ser isso que seja a lei do preconceito. Muitas vezes você julga o outro, acha que aquilo que o outro pensa é errado, mas não vê que os pés dele pisam outro lugar, ele é diferente de você, o mundo onde ele se educou é diferente, deve ser isso que seja a lei do julgamento.
Mas por que o ponto é de vista? Por que damos tanto valor a esse sentido e esquecemos os outros? Por que não pode ser o ponto de audição, o ponto de olfato, o ponto de tato, o ponto de paladar? Aí seria melhor, o meu ponto de vista seria nos seus olhos, meu ponto de audição no seu peito, meu ponto de olfato no seu pescoço, meu ponto de tato no seu corpo e meu ponto de paladar seria onde você quisesse.
Talvez isso tudo aqui só faça parte da minha eterna vã filosofia que só agrada a mim mesmo, mas esse é o meu ponto de vista, não preciso que ninguém entenda, apenas respeite. Incalculáveis pontos de vista vistos de vários pontos, deve ser isso que seja a lei da humanidade. E toda frase termina em um ponto, ponto de exclamação, ponto de interrogação e ponto final, no meu caso, termino com reticências, pois elas indicam que eu posso mudar esse ponto de vista que vejo agora deste ponto...
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
“Sábado, 12 de fevereiro de 1944"...
Ando de um cômodo para o outro, respiro pela fresta na janela, sinto o coração bater como se dissesse: realize meus desejos...
Acho que a primavera está dentro de mim. Sinto a primavera despertando, sinto em todo o meu corpo e minha alma. Tenho de me forçar a agir normalmente. Estou numa confusão absoluta, não sei o que ler, o que escrever, o que fazer. Só sei que estou sentindo falta de alguma coisa...”
Uma vez uma menina alemã e judia escrevia isso em seu diário, estando escondida no escritório de seu pai em Amsterdã na Holanda juntamente com sua família (pai, mãe e irmã) e outras quatro pessoas. Eles se escondiam dos nazistas que estavam à caça dos judeus, e estas oito pessoas conseguiram se manter escondidas por mais de dois anos. Por que escrevi isso? Ah, deve ser porque eu deva estar sentindo o mesmo nesse momento, pena que agora não tenho ninguém pra se esconder comigo. Ah, o nome da menina? Seu nome era Anne, Anne Frank...
domingo, 20 de fevereiro de 2011
A longa breve história de JF...
JF nasceu no ano de 1988, logo após um longo período obscuro na história de seu país, esse ano vai marcar o início de uma nova era através da promulgação da nossa Carta Magna. Esse ano também vai marcar a realização dos XXIV Jogos Olímpicos Modernos, em Seoul, talvez em concordância com o ramo que o nosso personagem iria trabalhar, a área da cultura corporal de movimento ou simplesmente EF.
Pois bem, quando me falou de sua história JF não sabia explicar direito como foi o início de sua vida, talvez ele tenha ido direto para a casa de sua avó paterna (Dona Li), “a casa onde eu sempre morei” e com cerca de um ano mudou-se pra uma Cidadezinha do Litoral do belo estado do Siará Grande, mas voltou logo para a sua cidade natal, a sua Acrópolis. Ou talvez ele tenha inventado tudo isso sobre o início de sua vida.
A primeira infância não foi muito lembrada, apenas memórias remotas de brincadeiras com o Irmão, primos e amigos, mas ficaram algumas lembranças que jamais serão esquecidas. Tais lembranças referem-se aos poucos, no entanto, maravilhosos momentos ao lado do Seu Papai (aquele de aspecto físico e caráter gente fina como os de JF atual). Lembranças de idas ao supermercado comprar revistas em quadrinhos, passeios pela lagoa, o dia em que se protegeram da chuva numa cabana de palha ao lado da lagoa, as visitas à casa da Bisavó (a mesma Bisavó que faleceu na casa de JF, momento tristíssimo em sua vida), sempre juntos, ele, o Irmão e o Seu Papai.
Mas logo cedo esses passeios e alegrias tiveram que ser suspensos, o ano de 1992 marcou a ida do Seu Papai para um lugar distante, a sublime Floresta Amazônica, atrás de ganhar “o pão nosso de cada dia”, pena que o destino lhe mandou o pior. JF me disse que ainda lembra com um pouco de esforço da última visão que teve do Seu Papai, era o aceno final do alto da escada que conduzia ao avião, com uma blusa estampada e uma calça longa, adeus papai, pena que fora pra sempre.
No final do ano seguinte, talvez no dia 12 de novembro de 1993, o telefone tocou na casa de JF, quem atendeu foi o Irmão que logo entrou em desespero e passou o telefone à Dona Li. Chegara ao final a viagem de Seu Papai ou talvez fosse apenas o início de uma nova viagem, quem sabe? O dia seguiu tranqüilo até a volta da escola onde fora sido buscado pelo Padrinho e Uma das Tias, no caminho de volta para casa passaram na igreja, naquele momento, mesmo tão moço, JF sabia que havia acontecido algo ruim, desconfiara que realmente nunca mais viria Seu Papai.
Chegando em casa, a mesma estava lotada de amigos e parentes, todos em profunda tristeza e JF chorou mais por ver tanta gente chorar do que por estar sentindo falta de alguém, essa falta, esse vazio, essa lacuna só viria aparecer muitos anos depois, durante a sua adolescência, ah e que falta esse cara ainda faz na vida de JF. Um pai, um companheiro, um confidente, um sujeito mais experiente, faltou essa figura na história de JF.
No dia seguinte, ou talvez dois dias após o telefone ter tocado, viajaram todos para a mesma Cidadezinha do Litoral onde JF havia morado no seu primeiro ano de vida. JF foi pensando que iria se divertir, sem saber ao certo o motivo que levava tanta gente pra lá e chegando na tal cidade viu mais gente ainda, todos tristes. Como tava lotada aquela igreja e como só depois de muito tempo ele foi saber quanto era querido aquele Seu Papai.
JF me disse que estava na porta de casa quando viu chegar um carro longo e dentro estava o corpo de Seu Papai, ele não quis ir vê-lo na igreja, talvez por não entender direito ainda (ele tinha só 5 anos), talvez por medo. Talvez tenha sido melhor, talvez tenha sido melhor ter ficado com o aceno do avião do que com os olhos fechados de Seu Papai. E segue a esperança de JF em um dia voltar a ver Seu Papai, um dia, quem sabe?
Preciso dar um tempo aqui nesta longa breve história de JF, meus olhos pedem um pouco de descanso de tantas lágrimas que caem nesse instante.
Pois bem, Seu Papai se foi, mas ficaram as recordações, alguns brinquedos e revistinhas enviadas por Seu Papai, as lembranças dos telefonemas aos domingos para ouvir a voz de Seu Papai que atualmente é impossível de ser lembrada por JF e também a tristeza de nunca mais poder vê-lo. E após tudo isso JF seguiu morando na mesma casa da vó Dona Li, isso por pedido de Seu Papai antes de viajar, queria que JF e o Irmão continuassem morando com a vó. Sua Mamãe seguiu vivendo na casa da avó materna de JF (Dona H), mas sempre estava a visitar os seus filhotes. Acho que Seu Papai e Sua Mamãe estavam separados antes da viagem eterna, não sei explicar direito, nem mesmo JF sabe, ele nunca foi atrás de saber algo sobre isso. Ah Sua Mamãe, apesar de não estar sempre presente, ela foi e continua sendo capaz de enfrentar todos os empecilhos para ver todos os seus filhotes felizes, agora em companhia da Irmã também.
O tempo passou, JF foi crescendo, sofrendo, aprendendo, vivendo e já aos 10 anos de idade ele se apaixonou pela primeira vez. Como era aquilo? Pela primeira vez JF sentia atração física por outra pessoa, queria estar junto de alguém, ah como eram bons aqueles raros instantes com a pessoa amada, mas nunca aconteceu nada demais me falou JF, era apenas uma Amiga de Escola.
Somente na adolescência JF começou a sentir o sabor de outras pessoas, somente nesse período que ele vai encontrar as verdadeiras paixões, os primeiros beijos, as primeiras namoradas. E cursando o ensino médio, numa escola que mais parecia uma universidade, JF encontrou a pessoa que mudou completamente a sua vida.
JF deixou de ser um sujeito tímido, calado, quieto, inseguro e mudou completamente graças a ela, a Menina que cresceu, virou mulher, mas não perde a meninice. Ela foi a responsável por JF crescer como gente e se tornar muito desse sujeito que ele é hoje em dia. Foram muitos e maravilhosos os momentos felizes que eles viveram juntos, da paixão ao amor mais puro, eles enfrentaram cada etapa, cada felicidade, cada tristeza, cada queda, cada vitória e construíram uma linda história que pode ser retratada em livros ou até mesmo em filmes.
Juntos JF e a Menina que cresceu, virou mulher, mas não perde a meninice descobriram a paixão, o amor, os prazeres, os desejos, o tesão e tudo mais que as pessoas podem sentir uma pela a outra. Riram mais, muito mais, do que choraram, se ajudaram, se tornaram grandes amigos, e se eu disser que a relação de casal entre eles acabou poucas pessoas vão acreditar. Mas a verdade é que o amor sublime que construíram, ah esse nunca vai acabar. JF me disse que está certo que nunca vai esquecer de sua Menina que cresceu, virou mulher, mas não perde a meninice, acredito que ela pode afirmar o mesmo.
JF saiu da adolescência, passou na universidade para estudar EF, fez vários amigos, se formou, virou professor e teve de ir pra bem longe de Acrópolis, talvez isso tenha ajudado a se distanciar da Menina que cresceu, virou mulher, mas não perde a meninice. Lá apareceu uma vida completamente nova, nova em todos os sentidos, JF havia virado um homem feito, foi morar sozinho, aumentou suas responsabilidades, mas até agora acha que está tudo indo tranqüilo, apesar dos pesares. Ah, o nome da cidade, é aquela Cidade Moderninha do Norte.
A longa breve história de JF pode estar chegando ao fim aqui, mas muita coisa falta ser contada, muita coisa mesmo. Quantas pessoas passaram e passarão em sua vida, quantos lugares, quantos sentimentos, quantos aprendizados, quantas tristezas, quantas decepções, quantas alegrias, quantas felicidades, quantos livros, quantas músicas, quantos poemas, quantas coisas cabem numa única história, numa única vida? Aqui talvez esteja os pontos principais de apenas 23 anos (infelizmente lá se vão 18 sem o Seu Papai) que JF acaba de completar e o que será que virá daqui pra frente nessa nova fase da vida de JF? Deixa que "o vento vai responder"...
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
"I'm Nobody" or "I'm the invisible man"?...
It may be that anybody can understand these words, but they are essential in my mind, and I intend that anybody can understand them because they are only irrational words of Nobody, they are only crazy words of the invisible man.
Like I already said I’m just a stupid little dreamer, hopeful, sentimental, lover, in the end, I’m a supertramp, I’m Nobody, I’m the invisible man, or whatever you want...
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Por que não te calas no meu falo?...
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
7/4...
“Sete vidas, mais de mil destinos” ou destino algum. “Tração nas quatro rodas” para me levarem para bem longe de qualquer lugar. “Solidão à dois” seria melhor do que sem ninguém ao lado.
Alterações, variações, modificações, mutações, 7 por 4, será que no final vai dar 2? Só quero amar mais e mais, afinal, “a medida de amar é amar sem medida”, sem limites para amar, para sonhar, para viver.
“É melhor pedir perdão do que permissão”, aprendi isso em algum livro que li por aí, só quero continuar lendo mais e mais. No entanto, ainda estou preso nesse abismo de mim mesmo, mas como sempre a esperança está aqui do meu lado para me ajudar e dessa vez a esperança vai me esperar.
7 por 4, a resposta não é lógica, números não são lógicos, como não é lógica a minha mente que pra ela mesma mente. É só deixar rolar, o tempo vai passar, o pássaro vai cantar, a guitarra vai gritar, o livro vai contar, a angústia vai acabar, a esperança vai esperar, repito, a esperança vai esperar, pois do abismo hei de sair...
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Threw a spell against me...
And my body is now infatuated, dominated for strange fellings that I can’t explain, happiness or sadness, pleasure or deception? I don’t know, maybe “the answer is blowing in the wind”. Unfortunately I follow “crying like a fire in the sun”, “like a rolling stone”.
Who goes with much thirst to the pot finishes thirsty. I need to calm me and let the things happen in its time “and I don’t need no drugs to calm me”. But the calm doesn’t calm and I don’t know what else I can do to calm me, maybe the drugs help me?
The edge of the mind divides the reason of the heart and “now there’s not a lot I can do” to change the effect of the spell. I can’t say more that “I am the master of my fate: I am the captain of my soul”, I can only hope that the spell finishes soon and I also wish that the spell turns against the witch.
And in the end I can say “it is easier to be sad than happy”…
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Supertramp...
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Viver, viver e viver... ou "Everything's gonna be alright"...
Por que as pessoas existem? Por que aparecem na minha vida? Por que eu me dou tão bem com elas? Por que eu gosto tanto das pessoas? Por que eu as amo, se elas não estão nem aí pra mim? É confuso, mas sou encantado por pessoas que nem vejo, que nem sei o que sentem por mim. Vivo inventando encontros imaginários com elas, encontros que nunca existirão, saiba que isso na maioria das vezes é horrível para mim, o que eu sinto é muito estranho.
Por que não se pode amar várias pessoas? Seria tão mais fácil, não teríamos que sofrer tanto. Poder até que pode, mas é muito prejudicial para algumas pessoas. E o que me deixa intrigado é que tudo isso acontece só porque eu amo demais, afinal, essa porra de amor não era pra ser algo bom, saudável? Amor, a velha “flor roxa que nasce no coração dos trouxas”.
Eu só queria que todo mundo me amasse do jeito que eu amo todo mundo. Queria que as pessoas fossem melhores, deixassem de julgar e serem julgadas pelas outras, também queria não querer julgar ninguém, queria que todo mundo se gostasse, se amasse, será que isso é pedir muito? Só pode, isso é pedir demais, mas é muita pretensão minha viu, querer que todos fossem iguais a mim, eu sou é um puta de um egoísta mesmo.
Às vezes acho que eu deveria abandonar tudo isso aqui, tudo isso que existe, tudo isso que chamam de vida, só não faço porque eu amo viver, quero viver, quero realizar coisas que nunca fiz antes, quero ser feliz, mesmo que acabe sozinho. A vida está aí para ser vivida, vamos viver mais, “vamos viver diferente”. Vamos pular de tirolesa, conhecer outros lugares, ler mais, criar mais, vamos inventar coisas novas, vamos sair pelados por aí, vamos ser feliz, vamos se amar, vamos ser menos racionais, conhecer mais pessoas, quebrar mais a cara com elas, mas vamos viver, pelo menos isso. "Vamos chegar ao fim, buscar a felicidade. Vamos tentar o melhor, partir com dignidade".
Devemos fazer o que se deve ser feito, lutar pelo que queremos, deixar de sermos racionais e passarmos a sermos mais sentimentais. Pode ser que eu acabe errando nisso tudo, e o pior, pode ser que eu tenha feito tudo isso em vão. Mas no final só tenho que me acalmar e viver minha vida, viver para mim, para o meu egoísmo, para a minha solidão e acabar voltando a ser amigo dela...
Uvas, vinhos e vinagres...
As uvas seguirão verdes? Os vinhos continuarão dando prazer? Os vinagres permanecerão amargando? Como a raposa, seguirei sem querer as uvas? Como Baco, continuarei alterado pelos vinhos? Como Jesus, permanecerei amargurado pelos vinagres?...
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Já tenho uma “razão especial pra lembrar”...
A gente se certifica que está vivo, mas seria mais fácil continuar sendo criança e se esquecer de que existem problemas de adultos, era mais fácil quando se tinha o apoio de pessoas e não precisava encarar tudo sozinho, seria mais fácil seguir no conforto do lar e se esquecer que agora a vida é vivida de maneira mais dificultosa. E é dessa dificuldade que eu gosto, que no final ela se torna tão fácil, tão simples, tão banal e a vida passa a ser vivida plenamente.
A vida passa a ser vivida plenamente e agora eu sou mais eu, não preciso me esconder atrás de máscaras que nunca revelavam o meu verdadeiro ser. Afinal, foi bom sim ter crescido e os problemas terem aparecido, eles estão aí para ser superados, se não conseguirmos, é só aprender com os erros. Os erros são o aprendizado para a mudança, os erros são conhecimentos para sempre, é errando que se aprende, é aprendendo que se vive melhor.
É aprendendo que se vive melhor e se vive melhor quando não perdemos as oportunidades que a vida nos oferece, não podemos deixar elas escaparem, mesmo que elas sejam prejudiciais. A gente fica ciente que vale mais a pena ter realizado o que se queria do que passar a vida inteira sofrendo pelo que deixou de fazer.“A vida vaza e voa, passa e não perdoa” e não podemos ficar parados, de braços cruzados e volto sempre a repetir o que sempre tenho dito: vida, temos apenas uma para ser vivida, nada mais haverá depois disso aqui.
Nada mais haverá depois disso aqui e voltamos ao começo onde temos que fazer valer a pena cada momento, cada segundo, cada instante. Faça sua parte, pois eu já posso gritar ao mundo inteiro que já tenho uma “razão especial pra lembrar”...




