"Eu vi o tempo brincando ao redor do caminho daquele menino"...

sábado, 14 de maio de 2011

Adeus sábado sombrio...

Diante da “palavra hotel escrita em neon” eu vejo mais uma noite que cai do quarto andar de um prédio ubicado em uma cidade que eu nem sei o nome. Corre o vento, correm os carros e posso perceber os passos de pessoas que passam pelas praças despovoadas, são inúmeras as praças desta cidade que ainda não sei o nome, praças vazias no clarão da noite de lua cheia. É só mais uma noite em um lugar distante, distante de tudo e de todos aqueles que fazem parte da minha história, essa é a minha nova história, onde nós vamos sair vencedores. E o verbo ir conjugado na última afirmação me lembra um presente com sentido de futuro e com a cara do passado, presente vivido, futuro esperado, passado recordado. A noite passa e posso sentir o aroma de flores vindas de um lugar distante e que amanhecerão mortas sob o sol desta cidade que sigo sem saber o nome, isso me lembra um antigo personagem que se pergunta: “Quem é que quer flores depois de morto? Ninguém.”, ainda mais estas flores também estando mortas. Da janela sinto o vento frio vindo de uma serra localizada nas proximidades desta cidade que ainda não descobri o nome ou será o vento vindo do rio que corre no meio da mesma cidade? Já respirei do ar daquela serra, já bebi da água daquele rio, deve ser isso que me fez sentir vontade de permanecer nesta cidade que não consigo lembrar o nome. Noite medonha que está apenas começando, noite escura onde todos dormem e eu acordo, noite sinistra que me invade de vozes e sons delirantes, noite sombria com suas sombras a me perseguirem. Enfim saio da janela e descubro no anúncio de televisão o nome da tal cidade, é aquela velha cidade com tantos templos e praças, velha cidade que nos deu um ilustre filho que canta “um preto, um pobre, uma estudante, uma mulher sozinha, blue jeans e motocicletas, pessoas cinzas normais, garotas dentro da noite, revólver: cheira cachorro, os humilhados do parque com os seus jornais” e isso tudo me interessa mais, no entanto, me faz chegar a conclusão de que sou só na solidão de Sobral sob um sábado sombrio. Adeus sábado sombrio, nestes últimos minutos que te restam eu me retiro para meu descanso notívago, eu me despeço em nome do céu, da terra, da noite e do dia que amanhã virá, adeus...

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Pra ela...

No ônibus, na viagem, na mochila, no violão, levo a lembrança, a recordação. Minha cabeça, minha loucura, minha caneta, meu papel, escrevo o poema, o cordel. Deixei o meu amor quatro horas e meia para trás, segui em frente e aprendi que errei ainda mais. Pensei que estava feita minha alegria, mas nessa vida ninguém sabe do que é capaz. Descobri em minha eterna vã filosofia que não se pode deixar um amor assim para trás. Nem nas capas das revistas, nem nos anúncios dos jornais, nem nas telas dos cinemas, nem nos horóscopos semanais, não encontrei nada igual em nenhum desses locais. Procurei em tantos cantos, procurei em tantos contos. Passei por tantos prantos, passeei por tantos pontos. Procurei em tantos casos, procurei em tantas casas. Passei por tantos lares, passeei por tantos mares. Nada me fascinou mais do que os olhos de minha menina, são dois “olhos negros, cruéis, tentadores” como dizem os compositores. E as gotas de água que caem dos meus olhos se misturam às lágrimas de chuva que caem lá fora, ao mesmo tempo, no mesmo instante, em uníssono. Desculpa se às vezes eu faço parecer que eu esqueço que eu te amo, mas é porque é tudo novo, é vida nova e me deixo levar pela beleza da vida. Desculpa meu egocentrismo exacerbado que só você conhece, é que fico encantado como pode haver tanta idolatria em tamanha simplicidade, não sei se isso é vício ou virtude. Só não esqueça que essa coisa chamada amor é bem menor do que o sentimento que a gente sente, pois amar todo mundo ama, todo mundo se ama, só a gente tem o nosso próprio sentimento, nosso próprio cantinho, nossa própria casa. E nem as quatro horas e meia de viagem, nem as lágrimas de saudade, nem o meu egocentrismo exacerbado haverão de nos vencer...

domingo, 8 de maio de 2011

Teoria da conspiração

Osama escondido no Morro do Alemão,
Obama fugindo pras colinas no Japão.
Bush perdido nas montanhas do Afeganistão,
Saddam descansando nos lençóis do Maranhão.

Estados Unidos comandam tudo com empolgação,
Alemanha ficou feliz com a divisão.
Cuba há muito tempo clama por libertação,
Palestina esqueceu tanta humilhação.

Comunismo comungado com nenhuma comunhão,
Fidel abandonado pela sua embarcação.
Stalin nunca matou por inanição,
Os soviéticos sempre tiveram a sua União.

Verdade absoluta num livro de ficção,
Lágrimas caindo num filme de ação.
Balas perdidas atingem o coração,
Pessoas nascendo na próxima estação.

Cristo de volta após a ressurreição,
Confiança total na religião.
Mendigo oferecendo pedaço de pão,
Políticos sinceros na televisão.

Brasil ocupando a primeira posição,
O povo unido pela educação.
Chuva castigando a aridez do sertão,
Rio transbordando não causa inundação.

Luiz está vivo lá pros lados do Sudão,
Raul já virou o novo rei do baião.
Jackson toca guitarra com distorção,
Sivuca foi à feira comprar seu violão.

Vovó cansada de tanta oração,
Vovô desesperado com tanto sermão.
Mamãe desistindo da liquidação,
Papai voltou pra dar a sua bênção.

Não, não é mentira, eu tenho razão,
Está tudo gravado na minha conspiração.
Não, não há segredo, tudo tem explicação,
Nas palavras precisas da minha conspiração.

(Janderson Oliveira)


Minha "Teoria da conspiração" é mais uma dessas idéias surgidas nas diversas viagens entre as cidades de Sobral/Fortaleza do meu Ceará e também nas diversas viagens entre o hesmifério direito/córtex pré-frontal do meu cérebro. Pra não perder as idéias, tratei de escrevê-las todas nos rascunhos de mensagem do meu celular e só depois tratei de organizar melhor e dar uns retoques finais, deu nisso aí logo acima. "Uma mentira repetida até virar verdade", "as mentiras da arte", "a verdade a ver navios"...

sexta-feira, 22 de abril de 2011

4 grandes


Freddie Mercury
Bob Dylan
Frank Sinatra
Jimi Hendrix

Freddie me cure
Bob diga-me
Frank se mata
Jimi renda-se

Freddie me cure da solidão
Bob diga-me o que eu faço
Frank se mata à meia noite
Jimi renda-se a essa zorra toda

quinta-feira, 14 de abril de 2011

“I want you so bad”...

This night isn’t a good night because I’m so far away for you and I miss you a lot. Or honey, you don’t know how “I want you so bad”, but I made many mistakes and all my dreams were missed, then I want to find them again in your kisses.
What I feel is more than love, is more than passion, it’s an inexplicable feeling that to burn in the bottom of the lovers’ heart. My loneliness and my sadness bore me a lot and I don’t know what to do, I close my eyes and I think about our great moments, but you don’t know how I’m so bad.
Now our worlds are different, our lives are other, our ways are changed, but I can wait for days, months or years and in the end we are going to be together like ever, forever…

sábado, 9 de abril de 2011

Sob vários pontos de mim...

Eu...
sou eu mesmo, mas apenas metade de mim, o lógico, o coerente, o natural, o racional...

Meu eu-lírico...
é minha outra metade, o oposto, o criativo, o passional, o indecifrável...

Como as pessoas me veem...
de forma embaraçada, muitos me conhecem, poucos sabem quem eu sou...

Como uma certa pessoa me vê...
sou eu mesmo, mas com um pouco mais de brilho, "ela me faz tão bem"...

Como me vejo depois dela...
de uma nova forma, diferente, reciclada, sob outro ponto de vista...

Como meu filhos me verão...sou eu mesmo, mas um pouco mais desgastado...

E toda essa ideia não partiu do meu eu-lírico e muito menos de mim mesmo, mas foi tudo pensado e criado por ela, AnaBea, a "Menina que cresceu, virou mulher, mas não perdeu a meninice". O tempo passará, nós hemos de mudar, mas o nosso amor para sempre ficará...

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Falando a verdade no dia da mentira...

Fechei os olhos e fui em frente, com tudo, sem medo do escuro, sem medo do passado. Em frente, enfrentei tudo e todos, lutei, tentei, busquei, apanhei e bati, mas com a cara no muro. Pensa que desisti? Que nada, já me ergui e voltei a ver o mundo com os mesmos velhos olhos vermelhos, mas agora sob novos pontos de vista. Choveu, mas já secou. Chorei, mas já secou. Agora eu digo a mim mesmo ou a quem queira escutar: “Você teve sua chance, mas falhou. O mundo agora é diferente, a vida agora é outra. Talvez você tenha falhado, o certo é que não se arrependeu”. Ah tá, eu gostei disso aí, pena que passou rápido. Encontro nas palavras a tranquilidade necessária para não pensar no pior; encontro nas palavras a forma certa de agradecer a todos que passaram no meu caminho; encontro nas palavras a razão para dizer que nada foi em vão; encontro nas palavras a liberdade de falar a todos que eu os amo (seja lá o que for o amor); encontro nas palavras o meio certo para dizer mais uma vez que ninguém precisa entender nada; encontro nas palavras a minha fuga da realidade; encontro nas palavras as minhas prosa e poesia nada concretas; encontro nas palavras a minha abstrata loucura. No entanto, são muitas as palavras para serem ditas e poucos os ouvidos para escutarem. Mas que diabos esse sujeito quer dizer com tantas palavras? Não sei, só sei que eu sou um sujeito quase perfeito, meu coração é que me mata. Desistir jamais, no final a felicidade estará lá esperando, quer dizer, ela sempre esteve aí ao seu lado, você que muitas vezes não quis vê-la. Palavras não foram em vão; conversas não foram em vão; beijos não foram em vão; sentimentos não foram em vão; a vida não foi em vão. E quero que todos saibam que apesar de muitas vezes parecerem loucas, minhas palavras são totalmente verdadeiras, há muito tempo cansei de falar mentiras...

quarta-feira, 30 de março de 2011

Duas naturezas...

Para onde meus olhos apontam eu enxergo duas naturezas. A primeira é aquela com suas diversas cores que, apesar do meu daltonismo, me revela belas paisagens de verde, de azul, de amarelo, de branco. A segunda, mesmo com toda perfeição da minha visão, segue feia, preta, cinza, incolor. A primeira é a natureza natural que insistem em dizer que foi criada por Deus e se realmente foi Ele, pense num cabôco pra se garantir na aquarela. A segunda é a natureza criada pelo homem, com suas casas e prédios, fios e postes, “concreto & asfalto”. É impressionante como a primeira natureza se transforma no seu ritmo natural, há poucos meses os galhos estavam secos, as terras sob as pontes estavam rachadas, mas hoje já está tudo novo de novo, galhos verdes e cheios de pássaros, águas abundantes agora correm sob as pontes. Mais impressionante é a transformação da segunda natureza, tudo em ritmo frenético, há poucos dias era apenas um terreno baldio, hoje é mais uma construção levantada, só é preciso ter o dinheiro e do nada surge o tudo. A primeira é divinamente bela, a segunda é milimetricamente arquitetada, ambas são indispensáveis. Pena que o “bicho mau, bicho mau, bicho homem” insiste em acabar com a primeira natureza para expandir a sua, deve-se ter cuidado, pois a primeira natureza é muito mais forte e também acaba com a segunda natureza, é só pensar no Japão, no Chile, na Indonésia, no Haiti...

terça-feira, 29 de março de 2011

Fim do mundo...

Daqui a pouco 2012 chega e parece que estamos mesmo chegando ao fim dos tempos, o apocalipse se aproxima. São atentados em Nova York, em Madri, em Moscou, em Jerusalém. É guerra no Afeganistão, no Iraque, em Mianmar, na Líbia. É terremoto na Indonésia, no Chile, no Haiti, no Japão.
Aí eu lembro que no Brasil não tem atentados, não tem guerras, não tem terremotos, mas uma mulher consegue chegar ao poder, é o fim do mundo mesmo viu.
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Opa, opa, calma, calma, calma, brincadeirinha, piada apenas, brincadeira de mau gosto, piada sem graça, calma, calma...

sábado, 26 de março de 2011

Tudo isso por míseros trocados...

Cadê o asfalto que tava aqui? A chuva comeu. Cadê o governo pra ver isso aí? Acho que se esqueceu. Cadê a criança que era pra tá na escola? Ela que tá tapando os buracos. Cadê o governo pra ver isso aí? Acho que se esqueceu de novo, é muito fácil fechar os olhos. E segue a viagem pela BR-222, estrada federal e cheia de crateras. E vem um sujeito de fora dizer que o nosso futuro já chegou, ah vá se fuck you meu bem, ah vá abandonar seu Air Force One e atolar seu carro nas estradas do Brasil, aí sim vai enxergar nosso futuro. E um coração de lama se forma na poça coberta pela água da chuva, talvez pra mostrar aos viajantes e governantes que a esperança de mudar ainda existe...

segunda-feira, 21 de março de 2011

Contradições, mentiras e enganos sobre o mundo...

No dia 30 de outubro de 1933 a sábia menina Nina Lugovskaia escrevia assim em seu diário: “coisa horrível a vida humana, um bolo de contradições e mais nada. Na vida não há verdade e justiça, tudo é mentira, tudo é engano. O engano está até na própria verdade, em tudo, em tudo, e existirá sempre. Os homens jamais verão o tempo em que no mundo todos serão iguais, quando um não terá o direito de coagir e ofender o outro, quando não existirão fortes que decidem tudo e fracos que não têm direitos.”
E mais uma vez lançam mão da “guerra pela paz” e sigo a perguntar: será que existe contradição maior do que essa? Será que eles não aprendem? E mais uma pergunta: quem sai feliz com tantas guerras? Não há resposta certa para isso, só sei que “ao vencedor, as batatas” e “que chore o perdedor”. "Não me entrego sem lutar, tenho ainda coração, não aprendi a me render, que caia o inimigo então", se pelo menos transformassem a guerra em palavras poéticas, será que adiantaria?
Enquanto isso o Brasil se engana e arria as calças para o novo “dono do mundo”. “O Brasil é o país do futuro”? Não, não, para ele “o futuro é hoje e cabe na mão”! Êta Brasil, vamos que vamos celebrar nossas excelentes relações internacionais “e esquecer a nossa gente que trabalhou honestamente a vida inteira e agora não tem mais direito a nada”. Será que queremos e deixaremos enganar a nós mesmos? “O engano está na própria verdade”. Haja pão pra tanta gente!
Falando nisso, infelizmente o Japão é um bom exemplo de que mesmo com tanta tecnologia a natureza ainda é mais forte do que nós. E quanto à Líbia, se explodirá com a bomba nuclear e levará Kadhafi embora? Gritem suas mentiras por todos os lados, estão todos de ouvidos abertos a escutar.
Até quando seremos controlados pelos poderosos que decidem tudo? Até quando seremos privados de nossa liberdade e de nossos reais direitos? Quando teremos nossa vez e nossa voz? Termino falando como Bob Marley “that until the basic human rights are equally guaranteed to all without regard to race, there's a war” e lembrando que o tempo passa mais as contradições, mentiras e enganos continuam, quão inteligente era aquela menina Nina...

"O pior cego é aquele que não quer ver"...

Todos contando os dias para o próximo feriadão e meninos de beira de estrada seguem com suas pás e enxadas tapando buracos de nossas esburacadas estradas federais, tudo isso por míseros trocados de motoristas que jogam suas moedas pelas janelas. E meninas de beira de estradas seguem com suas poucas idades e roupas vendendo seu corpo para míseros motoristas que querem tapar seus buracos de solidão ao longo das mesmas esburacadas estradas, tudo isso por míseros trocados.
Enquanto isso nossos maiores artistas estão na televisão vendendo o maior causador de acidentes do próximo feriadão e de todos os que já passaram e dos que ainda virão. Skol redondinha, Nova Schin cervejÃO, Antarctica A boa, Brahma e tantas outras que serão consumidas por muitos meninos e meninas, e principalmente por irresponsáveis motoristas que trafegarão pelas esburacadas estradas de outrora. A única precaução que nos passam é uma irritante mensagem de "aprecie com moderação", mas que bobagem, quem enxerga isso e todos os outros problemas escritos em letras minúsculas? "O pior cego é aquele que não quer ver".
E na semana que insistem em chamar de Santa, vamos celebrar e contar "todos os mortos nas estradas". Se ao menos o menino que morreu na cruz aos trinta e três e que ressuscitou ao terceiro dia pudesse fazer algo para evitar tantos pecados! Mas quando ele voltará? Até lá só nos resta abrir os olhos e mudarmos nós mesmos. Amém! Hey men! Amem!...

sábado, 12 de março de 2011

"12 de novembro de 1932"...

"[...]

Só me resta este escrever infeliz, que não traz nem utilidades nem vantagens, mas só uma vã perda de tempo. E o tempo é tão necessário! Para qualquer coisa precisamos de tempo."

E no meu diário moderno eu cito um diário escrito há quase 80 anos. Trata-se de "O diário de Nina", uma jovem (escreveu o diário dos 13 aos 18 anos) moscovita que viveu e sofreu o regime "comunista", terrorista, stalinista dos anos de 1930, regime esse pior até mesmo que o regime nazista de Hitler. Nina teve sorte de ter sobrevivido ao campo de concentração e aos trabalhos forçados e só foi falecer em 1993, pena que nunca conseguiu seguir a carreira que desejava, escritora, mas só pela citação acima é fácil perceber que ela teria futuro no ramo da escrita. E esse pensamento de Nina me lembra a minha eterna vã filosofia "que não traz utilidades nem vantagens", tá vendo como eu não sou o único? E o tempo hein? "És um senhor tão bonito" e único a saber o amanhã e o que já se foi. Lembrando do que já se foi, esse 12 de novembro de Nina não me lembra coisas muito boas. Mas que coincidência, o texto, a idéia, o tempo, a data, tudo se encaixa tão perfeitamente na minha vida, ninguém vai entender nada, só eu e ela...

quarta-feira, 9 de março de 2011

ISSO...

E mais uma vez lanço mão da frase: “dançamos no silêncio, choramos no carnaval”, mas é porque pra mim isso é muito verdade. Quantas vezes ela me chamou para dançarmos mesmo com nenhuma música para ser tocada, e como choramos nesse carnaval que finda agora na quarta-feira de cinzas. Aí me lembro da Fênix que ressurge das cinzas, assim como ressurgiu nosso amor e tornou-se mais forte como nunca antes. Amor? Amor é muito pouco para explicar ISSO que a gente sente um pelo outro, amor é muito anos 60, todo mundo usa esse sentimento, essa coisa, esse verbo. O que a gente sente um pelo outro é muito maior do que qualquer outro sentimento, outra coisa, outro verbo que exista, tanto que tivemos que criar um sentimento, uma coisa, um verbo só nosso para explicar ISSO. E afinal, quem é essa pessoa de que falo aqui? Ora, é aquela mesma Menina que cresceu, virou mulher, mas não perde a meninice, só nós entendemos tudo ISSO. ISSO que começou na primeira carta escrita há muito tempo, amadureceu, passou de fase, mudou o ponto de vista e continuará para sempre, repito, para sempre. Então Menina que cresceu, virou mulher, mas não perde a meninice, eu te BeJ, quem quiser decifre, mas será difícil...

segunda-feira, 7 de março de 2011

"Tententender" ²...

E eu me escondo atrás de palavras que nem sei mesmo o motivo pelo qual as criei, "palavras são sombras, as sombras viram jogos, palavras pra brincar, brinquedos quebram logo", ah palavras! Palavras, prefiro as escritas do que as faladas. E eu me escondo atrás de máscaras que nem sei se fui eu mesmo que as inventei, "além do que é sentido, ver além da máscara". E falando em máscara me lembro que é tempo de carnaval, coisa que não me agrada muito, me agradaria caso eu pudesse ser seu Pierrot e você minha Colombina. Gostaria de cantar: "eu vejo as pernas de louça da moça que passa e não posso pegar, tô me guardando pra quando o carnaval chegar", mas por enquanto eu canto: "dançamos no silêncio, choramos no carnaval". "E quem me vê apanhando da vida duvida que eu vá revidar", ah vida! A vida é um imenso quebra-cabeça com várias peças perdidas, em especial, a minha vida é um livro aberto com algumas páginas rasgadas. "Eu como, eu como, eu como. Você não está entendendo quase nada do que eu digo", mas esse é meu objetivo, sem muita lógica no meu sistema. "Ao vencedor, as batatas", quanto às batatas, eu já comi todas, mas continuo faminto, e de alguma forma lembro da teoria de Freud Flintstone onde "querem lutar pelo que amam, conquistar e destruir o que amavam tanto", sigo querendo lutar pelo que amo, sem destruir depois de conquistar, "amar e mudar as coisas me interessa mais". "Sempre que a maioria das pessoas deixa de acreditar em algo, é porque nunca existiu", ah pessoas! Pessoas irreais vivendo num mundo irreal, esse é o nosso mundo, cada um acredita no que quiser, se não quiser não acreditam em nada, nós sempre estamos reclamando de alguma coisa, mesmo quando não há nada para se reclamar, ah admirável mundo novo! E nesse admirável mundo novo, nós somos avatares de nós mesmos. Alguns procuram respostas em livros, outros em filmes, outros conversam com pessoas; eu escuto música, por isso escrevo tudo dessa forma. Acho que por agora chega ao fim meu estoque de loucuras, só peço uma coisa, por favor não "tententender" a minha agonia...

sexta-feira, 4 de março de 2011

"Tententender"...

E eu sei? Tô sem cabeça pra isso ou pra seja lá o que for, tudo que tiver que se pensar, que se curtir, que se aproveitar, que se viver, é preciso que se deixe rolar. E a vida? Ah a vida, deixa ela aí, rolar, desenrolar, fluir, falir, falhar, viver. Papo cabeça? Tantas cabeças mundo afora e “nenhuma é igual a outra”, nenhuma é igual a minha, “ninguém = ninguém”, ainda bem que ninguém é igual a mim, o mundo seria meloso/melódico demais. Melodia melosa melancólica? “Eu tô cansado dessa agonia”: fica triste, fica alegre, fica triste, fica alegre, “fica rico, fica pobre, fica rico, fica pobre”, filosofia melancólica de vários Joãos Brasil afora. “Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis”? Ah Marcela ingrata, ah mulheres ingratas, mas ingrato devo ser eu que as chamo desse jeito, no entanto, esse é a melhor oração de Brás Cubas. Pra quê tudo isso aqui? Pra se ter a oportunidade única de saber o que é a vida e no final dizer se foi bom ou ruim viver, mas só uma vez é muito pouco. “Quem é que quer flores depois de morto? Ninguém.”, e ninguém entendeu Holden Caulfield, muito menos entenderam porque John Lennon “levou um tiro à queima-roupa”. Música e literatura? É bom pra quem sabe curtir a vida, melhor ainda é criar a vida através delas, liberdade pra alma fluir em qualquer direção e ainda se pode dar a desculpa de que não fui eu, foi meu eu-lírico. “Tententender”? Melhor nem tentar, nada faz muito sentido na cabeça de muitos, somente na minha, pós-modernismo surrealista com pitadas de psicodelia e metafísica não agrada a ninguém, a mim me fascina, mesmo sem nem saber do que se trata...

quinta-feira, 3 de março de 2011

O sonho acabou

My little girl 
O sonho acabou, 
O sonho que nunca chegava ao fim. 

My little girl 
The dream it’s over, 
Dream, dream, dream it’s over. 

My little girl 
Bola pra frente, 
Chuta essa bola pra frente. 

My little girl 
The way must go on, 
The way always must go on. 

My little girl 
Difícil entender, 
Que o sonho fosse terminar assim. 

My little girl 
You can’t understand me, 
You never gonna can understand me. 

My little girl 
Meu coração quebrou, 
Estou juntando ele todinho. 

My little girl 
My heart it’s broken, 
But I gonna remake it all. 

My little girl 
Te peço desculpas, 
A culpa sempre foi toda minha. 

My little girl 
Sorry a lot, 
Sorry, sorry, sorry a lot. 

My little girl 
O sonho acabou, 
Mas o nosso amor é pra sempre. 

My little girl 
The dream it’s over, 
But our love never will come in the end. 

(Janderson Oliveira)

Como pode um cara que vive reclamando por não gostar de ouvir música em inglês compor em inglês? Como pode um cara que fala que adora a música brasileira compor uma música com um jeito bem Beatles? Como pode um cara amar tanto uma menina e dizer que o sonho chegou ao fim? Eu sou uma eterna contradição mesmo, sabe lá se mudo algum dia. "O sonho acabou" é falado, cantado, gritado para aquela Menina que cresceu, virou mulher, mas não perde a meninice, ela pode achar o que quiser de mim, "mas o nosso amor é pra sempre". Quanto à música, ela é uma levada beatlemaníaca de somente quatro acordes: A G F#m E7, tocando as cordas de baixo para cima...

quarta-feira, 2 de março de 2011

Mais uma vez seremos só nós dois

Não vá dizer que você não sentiu nada por mim, 
Não vá dizer que o princípio já chegou ao fim. 
Não me diga que aqueles beijos foram à toa, 
Não me diga que as conversas não foram boas. 

Vou respeitar seus sentimentos nesse momento, 
Vou dar um tempo e evitar seu sofrimento. 
Vou viver para mim mesmo nesse instante, 
Vou lembrar de você como um retrato na estante. 

Mas se acaso algum dia quiser voltar, 
De braços abertos estarei a te esperar. 
Contando os dias pra esse dia acontecer, 
Mais uma vez seremos só nós dois: eu e você. 

Não vá dizer que desejos não foram despertados, 
Não vá dizer que não gostou de estar ao meu lado. 
Não me diga que aqueles risos foram em vão, 
Não me diga que não mexi com o seu coração. 

Vou tentar tirar você do meu pensamento, 
Vou apagar da memória o seu encantamento. 
Vou procurar esquecer você por um segundo, 
Vou encontrar dentro de mim meu próprio mundo. 

Mas se acaso algum dia quiser voltar, 
De braços abertos estarei a te esperar. 
Contando os dias pra esse dia acontecer, 
Mais uma vez seremos só nós dois: eu e você. 

Não vá dizer que aquela tarde não foi especial, 
Não vá dizer que aquele instante foi o final. 
Não me diga que aqueles sonhos foram perdidos, 
Não me diga que seu coração não está ferido. 

Vou sair voando por aí sem direção, 
Vou levar para longe o meu coração. 
Vou esperar alguns dias até te ver, 
Vou acreditar que ainda seremos só eu e você. 

Mas se acaso algum dia quiser voltar, 
De braços abertos estarei a te esperar. 
Contando os dias pra esse dia acontecer, 
Mais uma vez seremos só nós dois: eu e você. 

(Janderson Oliveira)

"Mais uma vez seremos só nós dois", a letra talvez seja para alguém que esteja por aí, talvez seja alguém que esteja por aí falando para mim, talvez seja o que eu gostaria que alguém que esteja por aí estivesse dizendo para mim, enfim, a letra pode ser o que o ouvinte/leitor quiser que ela seja. A música é fácil, com os primeiros versos em Am / C / D e os segundos em Dm / F / G e o refrão em F / G / Am7. That's it, pelo menos a letra tá aí, agora pra gravar são outros quinhentos...

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

“Quarta-feira, 23 de fevereiro de 1944"...

"[...]

O melhor remédio para os amedrontados, solitários ou infelizes é sair, ir a um local em que possam ficar a sós, com o céu, a natureza e Deus. Só então você pode sentir que tudo é como deveria ser, e que Deus deseja a felicidade das pessoas em meio à beleza e à simplicidade da natureza.
Enquanto isso existir – e deve existir para sempre -, sei que haverá consolo para toda tristeza, em qualquer circunstância. Acredito firmemente que a natureza pode trazer conforto a todos que sofrem.
Ah, quem sabe, talvez não demore muito antes que eu possa compartilhar esse sentimento de felicidade avassaladora com alguém que sinta o mesmo que eu.”

Há exatos 67 anos Anne Frank escrevia isso em seu caderno, e a mesma quarta-feira que foi em Amsterdã é a mesma que se passa hoje em Sobral. Mas por que reclamar de solidão se estou rodeado de vida? Por começar pelas aranhas e formigas que invadem meu apartamento...

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Ponto de vista...

“Todo ponto de vista é a vista de um ponto”. O meu ponto de vista é visto por vários pontos de mim mesmo e meu ponto de vista pode mudar à medida que eu mudo meus pontos de vê-lo, deve ser isso que seja a lei da metamorfose ambulante. O seu ponto de vista eu também vejo por vários pontos, por isso que me dou bem com todos, aceito todos os seus pontos de vista que são vistos pelos seus diversos pontos, deve ser isso que seja a lei do respeito.
“A cabeça pensa a partir de onde os pés pisam”. Pra você me entender vai depender de onde você está, de onde você vive, do que você aprendeu sobre mundo, do que você aprendeu sobre a vida, e enfim, do que você aprendeu sobre mim. Na maioria das vezes os olhos lêem, mas a cabeça não entende porque não aceita a diferença, a opinião alheia, deve ser isso que seja a lei do preconceito. Muitas vezes você julga o outro, acha que aquilo que o outro pensa é errado, mas não vê que os pés dele pisam outro lugar, ele é diferente de você, o mundo onde ele se educou é diferente, deve ser isso que seja a lei do julgamento.
Mas por que o ponto é de vista? Por que damos tanto valor a esse sentido e esquecemos os outros? Por que não pode ser o ponto de audição, o ponto de olfato, o ponto de tato, o ponto de paladar? Aí seria melhor, o meu ponto de vista seria nos seus olhos, meu ponto de audição no seu peito, meu ponto de olfato no seu pescoço, meu ponto de tato no seu corpo e meu ponto de paladar seria onde você quisesse.
Talvez isso tudo aqui só faça parte da minha eterna vã filosofia que só agrada a mim mesmo, mas esse é o meu ponto de vista, não preciso que ninguém entenda, apenas respeite. Incalculáveis pontos de vista vistos de vários pontos, deve ser isso que seja a lei da humanidade. E toda frase termina em um ponto, ponto de exclamação, ponto de interrogação e ponto final, no meu caso, termino com reticências, pois elas indicam que eu posso mudar esse ponto de vista que vejo agora deste ponto...

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

“Sábado, 12 de fevereiro de 1944"...

"[...]

Ando de um cômodo para o outro, respiro pela fresta na janela, sinto o coração bater como se dissesse: realize meus desejos...
Acho que a primavera está dentro de mim. Sinto a primavera despertando, sinto em todo o meu corpo e minha alma. Tenho de me forçar a agir normalmente. Estou numa confusão absoluta, não sei o que ler, o que escrever, o que fazer. Só sei que estou sentindo falta de alguma coisa...”

Uma vez uma menina alemã e judia escrevia isso em seu diário, estando escondida no escritório de seu pai em Amsterdã na Holanda juntamente com sua família (pai, mãe e irmã) e outras quatro pessoas. Eles se escondiam dos nazistas que estavam à caça dos judeus, e estas oito pessoas conseguiram se manter escondidas por mais de dois anos. Por que escrevi isso? Ah, deve ser porque eu deva estar sentindo o mesmo nesse momento, pena que agora não tenho ninguém pra se esconder comigo. Ah, o nome da menina? Seu nome era Anne, Anne Frank...

domingo, 20 de fevereiro de 2011

A longa breve história de JF...

Há poucos e poucos anos atrás nascia na pacata cidade de Acrópolis um sujeito chamado JF que, segundo o que ele mesmo me falou um dia desses, chegou para “amar e mudar as coisas”, fazer o bem aos outros, querer o bem para os outros, ser altruísta, apesar de sua essência egoísta (mas esse lado negro da força somente é conhecido por quem lhe conhece de verdade).
JF nasceu no ano de 1988, logo após um longo período obscuro na história de seu país, esse ano vai marcar o início de uma nova era através da promulgação da nossa Carta Magna. Esse ano também vai marcar a realização dos XXIV Jogos Olímpicos Modernos, em Seoul, talvez em concordância com o ramo que o nosso personagem iria trabalhar, a área da cultura corporal de movimento ou simplesmente EF.
Pois bem, quando me falou de sua história JF não sabia explicar direito como foi o início de sua vida, talvez ele tenha ido direto para a casa de sua avó paterna (Dona Li), “a casa onde eu sempre morei” e com cerca de um ano mudou-se pra uma Cidadezinha do Litoral do belo estado do Siará Grande, mas voltou logo para a sua cidade natal, a sua Acrópolis. Ou talvez ele tenha inventado tudo isso sobre o início de sua vida.
A primeira infância não foi muito lembrada, apenas memórias remotas de brincadeiras com o Irmão, primos e amigos, mas ficaram algumas lembranças que jamais serão esquecidas. Tais lembranças referem-se aos poucos, no entanto, maravilhosos momentos ao lado do Seu Papai (aquele de aspecto físico e caráter gente fina como os de JF atual). Lembranças de idas ao supermercado comprar revistas em quadrinhos, passeios pela lagoa, o dia em que se protegeram da chuva numa cabana de palha ao lado da lagoa, as visitas à casa da Bisavó (a mesma Bisavó que faleceu na casa de JF, momento tristíssimo em sua vida), sempre juntos, ele, o Irmão e o Seu Papai.
Mas logo cedo esses passeios e alegrias tiveram que ser suspensos, o ano de 1992 marcou a ida do Seu Papai para um lugar distante, a sublime Floresta Amazônica, atrás de ganhar “o pão nosso de cada dia”, pena que o destino lhe mandou o pior. JF me disse que ainda lembra com um pouco de esforço da última visão que teve do Seu Papai, era o aceno final do alto da escada que conduzia ao avião, com uma blusa estampada e uma calça longa, adeus papai, pena que fora pra sempre.
No final do ano seguinte, talvez no dia 12 de novembro de 1993, o telefone tocou na casa de JF, quem atendeu foi o Irmão que logo entrou em desespero e passou o telefone à Dona Li. Chegara ao final a viagem de Seu Papai ou talvez fosse apenas o início de uma nova viagem, quem sabe? O dia seguiu tranqüilo até a volta da escola onde fora sido buscado pelo Padrinho e Uma das Tias, no caminho de volta para casa passaram na igreja, naquele momento, mesmo tão moço, JF sabia que havia acontecido algo ruim, desconfiara que realmente nunca mais viria Seu Papai.
Chegando em casa, a mesma estava lotada de amigos e parentes, todos em profunda tristeza e JF chorou mais por ver tanta gente chorar do que por estar sentindo falta de alguém, essa falta, esse vazio, essa lacuna só viria aparecer muitos anos depois, durante a sua adolescência, ah e que falta esse cara ainda faz na vida de JF. Um pai, um companheiro, um confidente, um sujeito mais experiente, faltou essa figura na história de JF.
No dia seguinte, ou talvez dois dias após o telefone ter tocado, viajaram todos para a mesma Cidadezinha do Litoral onde JF havia morado no seu primeiro ano de vida. JF foi pensando que iria se divertir, sem saber ao certo o motivo que levava tanta gente pra lá e chegando na tal cidade viu mais gente ainda, todos tristes. Como tava lotada aquela igreja e como só depois de muito tempo ele foi saber quanto era querido aquele Seu Papai.
JF me disse que estava na porta de casa quando viu chegar um carro longo e dentro estava o corpo de Seu Papai, ele não quis ir vê-lo na igreja, talvez por não entender direito ainda (ele tinha só 5 anos), talvez por medo. Talvez tenha sido melhor, talvez tenha sido melhor ter ficado com o aceno do avião do que com os olhos fechados de Seu Papai. E segue a esperança de JF em um dia voltar a ver Seu Papai, um dia, quem sabe?
Preciso dar um tempo aqui nesta longa breve história de JF, meus olhos pedem um pouco de descanso de tantas lágrimas que caem nesse instante.
Pois bem, Seu Papai se foi, mas ficaram as recordações, alguns brinquedos e revistinhas enviadas por Seu Papai, as lembranças dos telefonemas aos domingos para ouvir a voz de Seu Papai que atualmente é impossível de ser lembrada por JF e também a tristeza de nunca mais poder vê-lo. E após tudo isso JF seguiu morando na mesma casa da vó Dona Li, isso por pedido de Seu Papai antes de viajar, queria que JF e o Irmão continuassem morando com a vó. Sua Mamãe seguiu vivendo na casa da avó materna de JF (Dona H), mas sempre estava a visitar os seus filhotes. Acho que Seu Papai e Sua Mamãe estavam separados antes da viagem eterna, não sei explicar direito, nem mesmo JF sabe, ele nunca foi atrás de saber algo sobre isso. Ah Sua Mamãe, apesar de não estar sempre presente, ela foi e continua sendo capaz de enfrentar todos os empecilhos para ver todos os seus filhotes felizes, agora em companhia da Irmã também.
O tempo passou, JF foi crescendo, sofrendo, aprendendo, vivendo e já aos 10 anos de idade ele se apaixonou pela primeira vez. Como era aquilo? Pela primeira vez JF sentia atração física por outra pessoa, queria estar junto de alguém, ah como eram bons aqueles raros instantes com a pessoa amada, mas nunca aconteceu nada demais me falou JF, era apenas uma Amiga de Escola.
Somente na adolescência JF começou a sentir o sabor de outras pessoas, somente nesse período que ele vai encontrar as verdadeiras paixões, os primeiros beijos, as primeiras namoradas. E cursando o ensino médio, numa escola que mais parecia uma universidade, JF encontrou a pessoa que mudou completamente a sua vida.
JF deixou de ser um sujeito tímido, calado, quieto, inseguro e mudou completamente graças a ela, a Menina que cresceu, virou mulher, mas não perde a meninice. Ela foi a responsável por JF crescer como gente e se tornar muito desse sujeito que ele é hoje em dia. Foram muitos e maravilhosos os momentos felizes que eles viveram juntos, da paixão ao amor mais puro, eles enfrentaram cada etapa, cada felicidade, cada tristeza, cada queda, cada vitória e construíram uma linda história que pode ser retratada em livros ou até mesmo em filmes.
Juntos JF e a Menina que cresceu, virou mulher, mas não perde a meninice descobriram a paixão, o amor, os prazeres, os desejos, o tesão e tudo mais que as pessoas podem sentir uma pela a outra. Riram mais, muito mais, do que choraram, se ajudaram, se tornaram grandes amigos, e se eu disser que a relação de casal entre eles acabou poucas pessoas vão acreditar. Mas a verdade é que o amor sublime que construíram, ah esse nunca vai acabar. JF me disse que está certo que nunca vai esquecer de sua Menina que cresceu, virou mulher, mas não perde a meninice, acredito que ela pode afirmar o mesmo.
JF saiu da adolescência, passou na universidade para estudar EF, fez vários amigos, se formou, virou professor e teve de ir pra bem longe de Acrópolis, talvez isso tenha ajudado a se distanciar da Menina que cresceu, virou mulher, mas não perde a meninice. Lá apareceu uma vida completamente nova, nova em todos os sentidos, JF havia virado um homem feito, foi morar sozinho, aumentou suas responsabilidades, mas até agora acha que está tudo indo tranqüilo, apesar dos pesares. Ah, o nome da cidade, é aquela Cidade Moderninha do Norte.
A longa breve história de JF pode estar chegando ao fim aqui, mas muita coisa falta ser contada, muita coisa mesmo. Quantas pessoas passaram e passarão em sua vida, quantos lugares, quantos sentimentos, quantos aprendizados, quantas tristezas, quantas decepções, quantas alegrias, quantas felicidades, quantos livros, quantas músicas, quantos poemas, quantas coisas cabem numa única história, numa única vida? Aqui talvez esteja os pontos principais de apenas 23 anos (infelizmente lá se vão 18 sem o Seu Papai) que JF acaba de completar e o que será que virá daqui pra frente nessa nova fase da vida de JF? Deixa que "o vento vai responder"...

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

"I'm Nobody" or "I'm the invisible man"?...

Many dreams to dream and you make me to think about my worst memories. But who are you? Like in the songs I can’t know you in the all, maybe you are just a little girl. Many things to think and I discover that I can’t sing my best songs. Who am I? Like the singers I can be Nobody or the invisible man, maybe that’s it you think about me.
It may be that anybody can understand these words, but they are essential in my mind, and I intend that anybody can understand them because they are only irrational words of Nobody, they are only crazy words of the invisible man.
Like I already said I’m just a stupid little dreamer, hopeful, sentimental, lover, in the end, I’m a supertramp, I’m Nobody, I’m the invisible man, or whatever you want...

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Por que não te calas no meu falo?...

Não te calas quando eu falo, quando eu falo não te calas, não te falo no teu colo, no teu colo não te falo. Eu me calo no teu colo, no teu colo eu me calo, eu te falo quando calas, quando calas eu te falo. Não te falo quando eu colo, quando eu colo não te falo, não me calo quando falas, quando falas não me calo. No meu calo tu não colas, tu não colas no meu calo, no meu falo não te calas, não te calas no meu falo...

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

7/4...

Bússolas quebradas, mapas rasgados, meus pólos se inverteram, saí da solidez do asfalto para a solidão do abismo. Sigo sem rumo, sem direção, sem destino certo e meu futuro é incerto. Agora estou sozinho, mas quem vai mostrar o meu caminho?
“Sete vidas, mais de mil destinos” ou destino algum. “Tração nas quatro rodas” para me levarem para bem longe de qualquer lugar. “Solidão à dois” seria melhor do que sem ninguém ao lado.
Alterações, variações, modificações, mutações, 7 por 4, será que no final vai dar 2? Só quero amar mais e mais, afinal, “a medida de amar é amar sem medida”, sem limites para amar, para sonhar, para viver.
“É melhor pedir perdão do que permissão”, aprendi isso em algum livro que li por aí, só quero continuar lendo mais e mais. No entanto, ainda estou preso nesse abismo de mim mesmo, mas como sempre a esperança está aqui do meu lado para me ajudar e dessa vez a esperança vai me esperar.
7 por 4, a resposta não é lógica, números não são lógicos, como não é lógica a minha mente que pra ela mesma mente. É só deixar rolar, o tempo vai passar, o pássaro vai cantar, a guitarra vai gritar, o livro vai contar, a angústia vai acabar, a esperança vai esperar, repito, a esperança vai esperar, pois do abismo hei de sair...

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Threw a spell against me...

Threw a spell against me and I still don't know who was. Perhaps came of your eyes, perhaps came of your mouth, perhaps of your beautiful face, perhaps of your whole body, perhaps didn't come of nowhere.
And my body is now infatuated, dominated for strange fellings that I can’t explain, happiness or sadness, pleasure or deception? I don’t know, maybe “the answer is blowing in the wind”. Unfortunately I follow “crying like a fire in the sun”, “like a rolling stone”.
Who goes with much thirst to the pot finishes thirsty. I need to calm me and let the things happen in its time “and I don’t need no drugs to calm me”. But the calm doesn’t calm and I don’t know what else I can do to calm me, maybe the drugs help me?
The edge of the mind divides the reason of the heart and “now there’s not a lot I can do” to change the effect of the spell. I can’t say more that “I am the master of my fate: I am the captain of my soul”, I can only hope that the spell finishes soon and I also wish that the spell turns against the witch.
And in the end I can say “it is easier to be sad than happy”…

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Supertramp...

Dreamer, I’m just a stupid little dreamer, a dreamer who dreams with an easy life, but this is my biggest mistake. Hopeful, I’m just a stupid little hopeful, a hopeful who hopes good things in my way, but this is my biggest weakness. Sentimental, I’m just a stupid little sentimental, a sentimental who believes in the heart, but this is my biggest fault. Lover, I’m just a stupid little lover, a lover who thinks the love is the best feeling, but this is my biggest guilt.
Supertramp, this is my life, this is my way, this is my future, this is my death…

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Viver, viver e viver... ou "Everything's gonna be alright"...

Antes a solidão era um fascínio para mim, mas neste exato instante ela passa a ser minha maior inimiga. Antes era a melhor coisa do mundo viver sem ninguém por perto, hoje eu queria que todo mundo estivesse vivendo junto comigo em meu apartamento.
Por que as pessoas existem? Por que aparecem na minha vida? Por que eu me dou tão bem com elas? Por que eu gosto tanto das pessoas? Por que eu as amo, se elas não estão nem aí pra mim? É confuso, mas sou encantado por pessoas que nem vejo, que nem sei o que sentem por mim. Vivo inventando encontros imaginários com elas, encontros que nunca existirão, saiba que isso na maioria das vezes é horrível para mim, o que eu sinto é muito estranho.
Por que não se pode amar várias pessoas? Seria tão mais fácil, não teríamos que sofrer tanto. Poder até que pode, mas é muito prejudicial para algumas pessoas. E o que me deixa intrigado é que tudo isso acontece só porque eu amo demais, afinal, essa porra de amor não era pra ser algo bom, saudável? Amor, a velha “flor roxa que nasce no coração dos trouxas”.
Eu só queria que todo mundo me amasse do jeito que eu amo todo mundo. Queria que as pessoas fossem melhores, deixassem de julgar e serem julgadas pelas outras, também queria não querer julgar ninguém, queria que todo mundo se gostasse, se amasse, será que isso é pedir muito? Só pode, isso é pedir demais, mas é muita pretensão minha viu, querer que todos fossem iguais a mim, eu sou é um puta de um egoísta mesmo.
Às vezes acho que eu deveria abandonar tudo isso aqui, tudo isso que existe, tudo isso que chamam de vida, só não faço porque eu amo viver, quero viver, quero realizar coisas que nunca fiz antes, quero ser feliz, mesmo que acabe sozinho. A vida está aí para ser vivida, vamos viver mais, “vamos viver diferente”. Vamos pular de tirolesa, conhecer outros lugares, ler mais, criar mais, vamos inventar coisas novas, vamos sair pelados por aí, vamos ser feliz, vamos se amar, vamos ser menos racionais, conhecer mais pessoas, quebrar mais a cara com elas, mas vamos viver, pelo menos isso. "Vamos chegar ao fim, buscar a felicidade. Vamos tentar o melhor, partir com dignidade".
Devemos fazer o que se deve ser feito, lutar pelo que queremos, deixar de sermos racionais e passarmos a sermos mais sentimentais. Pode ser que eu acabe errando nisso tudo, e o pior, pode ser que eu tenha feito tudo isso em vão. Mas no final só tenho que me acalmar e viver minha vida, viver para mim, para o meu egoísmo, para a minha solidão e acabar voltando a ser amigo dela...

Uvas, vinhos e vinagres...

O gosto doce das uvas já não é o mesmo, afinal, para a raposa as uvas sempre estarão verdes demais. O gosto doce dos vinhos continua a me deixar alterado, pois o prazer estará eternamente presente no culto a Baco. O gosto azedo dos vinagres ficará presente em minha boca da mesma forma que amargou a boca de Jesus na cruz. Todos na mesma essência, mas com objetivos diferentes, um serve de alimento para o corpo, outro de alimento para o espírito e outro de alimento para a alma.
As uvas seguirão verdes? Os vinhos continuarão dando prazer? Os vinagres permanecerão amargando? Como a raposa, seguirei sem querer as uvas? Como Baco, continuarei alterado pelos vinhos? Como Jesus, permanecerei amargurado pelos vinagres?...

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Já tenho uma “razão especial pra lembrar”...

Já tenho uma “razão especial pra lembrar” de que a vida valeu a pena, de que viver é a melhor e única chance de ser feliz. “O tempo não tem compaixão”, mas para quem sabe esperar a hora certa sempre chega, pode ser que essa hora dure apenas uma hora, pode ser que ela dure para a vida inteira. O tempo passa e é aproveitando cada oportunidade que a gente se certifica que está vivo.
A gente se certifica que está vivo, mas seria mais fácil continuar sendo criança e se esquecer de que existem problemas de adultos, era mais fácil quando se tinha o apoio de pessoas e não precisava encarar tudo sozinho, seria mais fácil seguir no conforto do lar e se esquecer que agora a vida é vivida de maneira mais dificultosa. E é dessa dificuldade que eu gosto, que no final ela se torna tão fácil, tão simples, tão banal e a vida passa a ser vivida plenamente.
A vida passa a ser vivida plenamente e agora eu sou mais eu, não preciso me esconder atrás de máscaras que nunca revelavam o meu verdadeiro ser. Afinal, foi bom sim ter crescido e os problemas terem aparecido, eles estão aí para ser superados, se não conseguirmos, é só aprender com os erros. Os erros são o aprendizado para a mudança, os erros são conhecimentos para sempre, é errando que se aprende, é aprendendo que se vive melhor.
É aprendendo que se vive melhor e se vive melhor quando não perdemos as oportunidades que a vida nos oferece, não podemos deixar elas escaparem, mesmo que elas sejam prejudiciais. A gente fica ciente que vale mais a pena ter realizado o que se queria do que passar a vida inteira sofrendo pelo que deixou de fazer.“A vida vaza e voa, passa e não perdoa” e não podemos ficar parados, de braços cruzados e volto sempre a repetir o que sempre tenho dito: vida, temos apenas uma para ser vivida, nada mais haverá depois disso aqui.
Nada mais haverá depois disso aqui e voltamos ao começo onde temos que fazer valer a pena cada momento, cada segundo, cada instante. Faça sua parte, pois eu já posso gritar ao mundo inteiro que já tenho uma “razão especial pra lembrar”...